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2 de jul. de 2008

Tás a ver

Ana Maria Brandão foi cabeça-de-cartaz no alinhamento dos jornais e telejornais há pouco menos de um ano. Ana Maria é a funcionária, pública, da Junta de Vitorino de Piães, Ponte de Lima, que se queixava de ser doente crónica, com uma doença incapacitante, mas a quem sucessivas juntas médicas se recusavam a conceder uma reforma antecipada - numa altura em que o bombo da festa era o ministro da Saúde -, e cujo caso obrigou mesmo Teixeira dos Santos a pedir uma reanálise cuidada pela Caixa Geral de Aposentações. A história era bonita, atraente para a guerra partidária e para vender jornais.

Há mais de um mês, Ana Maria foi vista a pegar em crianças ao colo na missa, a andar normalmente e a fazer a vida de forma normal. Era para regressar ontem ao trabalho -- estava de baixa - mas não apareceu. Como é possível? De novo, há uma história bonita, que não sei se servirá para guerra política ou para vender jornais: "A funcionária administrativa da Junta de Vitorino de Piães 'melhorou a olhos vistos' dizendo que foi 'um milagre conseguido numa igreja de Braga'."

30 de jun. de 2008

Por outro lado

Os juízes de Palermo, da Sardenha e do País Basco não são suicidas, nem aqui os chamaria se fossem heróis tolos. Não misturam é o cu com as calças: o facto de serem alvo dos bandidos não os impede de exercer o que são. Não fecham as portas ao primeiro susto. Combatem quem os assusta tornando-se mais eles, mais juízes. Porque o susto os convenceu ainda mais que são necessários. As agressões do Tribunal da Feira deviam ter convencido os juízes, assim: "Olha, sou mesmo necessário." Em vez disso, suspenderam-se.

Ferreira Fernandes, DN, repescado daqui.

27 de jun. de 2008

Brigadas de reacção rápida

Todos os dias, os meios de comunicação social estão cheios de ataques, denúncias, acusações e críticas. Todos os dias, os mesmos meios de comunicação social estão cheios de reacções a ataques, denúncias, acusações e críticas, e reacções a reacções. A única figura pública que tem "direito" a denunciar e ver logo uma resposta à sua denúncia, criticar e ver logo uma resposta à sua crítica é o bastonário da Ordem dos Advogados. Ninguém (ou)viu a notícia de Marinho Pinto a queixar-se dos sindicatos de polícias, mas todos ouviram a notícia dos sindicatos de polícia a criticar Marinho Pinto pelo que ele disse. Exemplos.

PS: Claro que quem critica o Judice, os juízes, o PS, o PP, sindicatos e defende Mário hammerskin Machado ou Vale e Azevedo põe-se a jeito.

25 de jun. de 2008

Truth hurts


Claro que a CAP não tem nenhum dos senhores de antigamente e a CNA não fala com o PCP... claro que não!