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10 de mar. de 2009

Suicidal Tendencies

Ainda estão vivos? Resistiram animicamente às notícias da crise? Ainda acreditam? Peguem lá na navalha, preparem os pulsos e vejam a entrevista de Medina Carreira ao Mário Crespo (Via Apdeites).




Uma única solução ouvida em 30 minutos: Tornar o regime presidencialista.

7 de fev. de 2009

Conterrâneo



Ministro Santos Silva a malhar na direita.

6 de fev. de 2009

Tinha de ser em Samora Correia, entre Paio Pires, a Coina e a Moita

Mas o homem não compreende. Ou finge não compreender. Diz que não foi ele a fazer o turno da noite. Balbucia, com evidente nervosismo, que o banco pode ter-se enganado.

Paulo Moura, no Público, conta uma história. Apenas e sobretudo. Assustadora.

4 de fev. de 2009

Conspiração possível

Terei sido só eu a reparar na coincidência de ser precisamente na altura em que o primeiro-ministro está com problemas (Freeport e crise) que surgem as suas fotografias com a namorada na imprensa cor-de-rosa?

Pub a la carte

O anúncio idiota da Sagres passa sempre duas vezes. E nunca me tocou.

Bad bank


Trocar "boys" por "bank" neste clássico dos Inner Circle.

16 de jan. de 2009

Depois do cão e do fotógrafo

Parece que a empregada de quarto de Obama na Casa Branca se chama Maria. Ainda não está confirmado se é descendente de portugueses, porto-riquenhos ou de Kennedy...

Um post à militantezinhos que têm a mania que têm piada (e que, às vezes, de facto, têm)

O timming e os temas da entrevista de Manuela Ferreira Leite mostram que ela está a tentar roubar espaço a Alberto João Jardim.

15 de jan. de 2009

Olha quem fala, também

Francisco Assis reaparece na cena política, em ano de eleições. Não para falar da gestão do Porto, não para falar das mudanças na Europa, mas para falar... de Gaza (?!?).

Caro Director do BPN,

este blogue, os leitores e alguns dos que aqui escrevem, entendem o seu silêncio. Como já percebeu, eu não. Tenho sentido a falta dos seus posts. Sei que não é por falta de tempo, pois aí na cadeia deve ser o que não lhe falta, e sei também que não pode falar do caso, por ordem do juiz que o senhor não se importa de cumprir, contudo, não precisa de postar sobre o caso. Olhe o Benfica na frente da liga, o Expresso a colocar notícias do Onion (depois de ter colocado do Inimigo Público), olhe tanta coisa sobre a qual poderia escrever. Regresse homem!

Justiceiro

A lei e tal

Leiam tudo sobre "a existência de constrangimentos na operacionalização do regime de permeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho", no 5dias.

Ainda lá: "‘em lado nenhum do mundo os poderosos são condenados. Em que mundo pensava eu que vivia?’"

Comentam, comentam e eu não os vejo a fazer nada

Reacção possível de um alien ao ler esta caixa de comentários:




Beeing Marcelo Rebelo de Sousa

A comissão que investiga o BPN faz sentido?
Faz.
E o que é que vai investigar?
Nada.
Então mais valia não existir?
Não.
Acha que vale a pena?
Sim.
Para quê?
Para nada.
Acha que isso faz sentido?
Sim.
Mas quais serão os resultados dessa comissão de inquérito?
Nenhum.
Mesmo assim acha que deveria haver?
Sim.

13 de jan. de 2009

Ouvido de Justiceiro

aaaaaa... hmmmhããããã... hmmm... hããããã... ãaaããh... o Paulo Bento hãããããããã.... mmmmm... ãããhãããã hãããã... hmmmhããããã... ãaaããh... Spôrengue... hmmmhããããã... hmmm... hmmmhããããã... ãaaããh... o presidente... ãããhãããã hãããã... hmmmhããããã... grupo de trabalho... aaaaaa... hmmmhããããã... hmmm... hããããã... ãaaããh... o João hãããããããã.... mmmmm... ãããhãããã hãããã... hmmmhããããã... ãaaããh... Spôrengue... hmmmhããããã... hmmm... hmmmhããããã... ãaaããh... o Miguel Veloso... ãããhãããã hãããã... hmmmhããããã... tranquilidade...

(conferência de imprensa de Paulo Bento)

Classificados


Oliveira e Costa foi autorizado pelo juiz a não falar. Ele próprio não quereria falar e se calhar alguns dos deputados que estavam na comissão de inquérito percebiam a agradeciam o silêncio e as suas razões. O banqueiro que poderá estar por detrás de uma das mais desastrosas gestões do erário dos seus accionistas, clientes e contribuintes pode ficar calado para não prejudicar a investigação do poder judicial (ou é o que presumo do que escreveu o juiz) mas, ao mesmo tempo, prejudicar a investigação do parlamento, do poder político e legislativo. O responsável directo ou distante, conforme as opiniões, pela injecção - num banco - de milhões de euros do contribuinte teve autorização para ficar calado. Estou aqui a conter-me o mais que posso para que a dignidade desta sociedade não seja posta em causa, acredito que todas as palavras feias que eu possa dizer estão na cabeça de todos os contribuintes que lêem estas linhas. Apenas fica uma pergunta, que caralho sabe o senhor Oliveira e Costa que não possa dizer aos deputados da Nação numa reunião que, recordo, foi à porta fechada? Um segredo de Estado? Iria revelar o nome de espiões? Iria indicar os locais onde os terroristas podem atacar? Iria... Os segredos de Estado são pior guardados que os segredos de uma pessoa que, apontam os indícios conhecidos, cometeu crimes? Eu não preciso de vociferar contra isto, acredito que estejam a pensar precisamente nos palavrões que me vieram à cabeça.

Links: I e II

8 de jan. de 2009

É da febre?

Francisco Van Zeller, o patrão dos patrões, diz que o Estado não conseguirá absorver os desempregados que a crise irá gerar. Defende que ao melhorar as condições para os desempregados se corre o risco de estes não flexibilizarem os seus direitos e, mais, que assim as empresas deixaram de se preocupar tanto em mantê-las. "Há empresas que, aguentando um ano ou dois, conseguirão sair por cima, desde que não lhes dêem incentivos para fechar", disse na Antena Aberta da Antena1 e RTPN. Acho que, por uma vez, o senhor - que reconheceu estar a curar uma gripe e, se calhar por isso, estar com febre e mais consciente - tem razão.

5 de jan. de 2009

Auto-crítica

O artigo de que se fala:

Over the last 20 years American financial institutions have taken on more and more risk, with the blessing of regulators, with hardly a word from the rating agencies, which, incidentally, are paid by the issuers of the bonds they rate. Seldom if ever did Moody’s or Standard & Poor’s say, “If you put one more risky asset on your balance sheet, you will face a serious downgrade.”

The American International Group, Fannie Mae, Freddie Mac, General Electric and the municipal bond guarantors Ambac Financial and MBIA all had triple-A ratings. (G.E. still does!) Large investment banks like Lehman and Merrill Lynch all had solid investment grade ratings. It’s almost as if the higher the rating of a financial institution, the more likely it was to contribute to financial catastrophe. But of course all these big financial companies fueled the creation of the credit products that in turn fueled the revenues of Moody’s and Standard & Poor’s.

These oligopolies, which are actually sanctioned by the S.E.C., didn’t merely do their jobs badly. They didn’t simply miss a few calls here and there. In pursuit of their own short-term earnings, they did exactly the opposite of what they were meant to do: rather than expose financial risk they systematically disguised it.

3 de jan. de 2009

Ser mosquito

Um militante do PS ameaça candidatar-se a secretário-geral do partido por causa de uma confusão qualquer na sua concelhia - uma daquelas idiotias que os partidos do centro-direita do espectro partidário estão muito habituados. A notícia aparece escrita pela pena da Ana Sá Lopes no Diário de Notícias e é deliciosa, especialmente quando revela partes da conversa do referido militante, de Odivelas, com Manuel Alegre e com Almeida Santos.

- Alegre, pá, andam a pagar as cotas dos alegristas em Odivelas, pá, é para nos calar, pá!
- "É muito difícil ser Manuel Alegre", pá.

- Presidente, pá, querem forçar-me a concorrer, pá, até o Alegre se cortou, pá...
- É preciso "coragem" para ser candidato nestas eleições, embora tenha sido eu a marcá-las.

Gostava de ser mosquito para ter ouvido as conversas do senhor com os notáveis do PS.

Têxtil a arder

É curioso que quando é evidente que bancos praticaram actos de legalidade duvidosa para ganhar dinheiro, logo se mobiliza o Estado para os ajudar, para evitar a crise do sistema e mais não sei quê. Mas quando esses mesmos bancos estrangulam outros sectores de actividade - actividade produtiva - sem terem a menor preocupação com as crises de sistema ou de sector - mesmo que seja um sector que está em fase de modernização -, não se pensa que o mal é dos bancos, nem se mobiliza o Estado para o ajudar: logo se pensa que o mal é do sector.

Qual será a dedução lógica da situação para os empresários desse sector? Praticar actos de legalidade duvidosa e tentar entrar para o capital de bancos.

A minha cesariana foi mais rápida do que a tua

No meu tempo, os primeiros bebés do ano nasciam, às vezes, às sete ou às onze da manhã. Agora não, agora com as epidurais e as cesarianas, os bebés que estão para nascer na semana do reveillon são todos direccionados para nascer um segundo depois da meia-noite do dia 1. "Já que temos de trabalhar na passagem de ano, ao menos que seja para fazer nascer o bebé do ano", pensam os médicos. Depois dá nisto: "Maternidades Alfredo da Costa e Júlio Dinis ouvem primeiro choro de 2009 - 1.º segundo traz três meninas". Claro que aquilo que chegou a ser um símbolo de concorrência saudável entre hospitais e maternidades, entre vilas do Interior (quando tinham urgências) e hospitais centrais das grandes cidades, passou a ser, no país com mais epidurais e cesarianas da Europa, no símbolo do que se transforma em Portugal a concorrência: em xico-espertismo.