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16 de fev. de 2009

Love Letter

Se no dia de S. Valentim, um desconhecido lhe escrever uma carta a pedir para reforçar ligações, isso é:
Impulse.

16 de jan. de 2009

Depois do cão e do fotógrafo

Parece que a empregada de quarto de Obama na Casa Branca se chama Maria. Ainda não está confirmado se é descendente de portugueses, porto-riquenhos ou de Kennedy...

5 de jan. de 2009

Auto-crítica

O artigo de que se fala:

Over the last 20 years American financial institutions have taken on more and more risk, with the blessing of regulators, with hardly a word from the rating agencies, which, incidentally, are paid by the issuers of the bonds they rate. Seldom if ever did Moody’s or Standard & Poor’s say, “If you put one more risky asset on your balance sheet, you will face a serious downgrade.”

The American International Group, Fannie Mae, Freddie Mac, General Electric and the municipal bond guarantors Ambac Financial and MBIA all had triple-A ratings. (G.E. still does!) Large investment banks like Lehman and Merrill Lynch all had solid investment grade ratings. It’s almost as if the higher the rating of a financial institution, the more likely it was to contribute to financial catastrophe. But of course all these big financial companies fueled the creation of the credit products that in turn fueled the revenues of Moody’s and Standard & Poor’s.

These oligopolies, which are actually sanctioned by the S.E.C., didn’t merely do their jobs badly. They didn’t simply miss a few calls here and there. In pursuit of their own short-term earnings, they did exactly the opposite of what they were meant to do: rather than expose financial risk they systematically disguised it.

31 de dez. de 2008

Acabou II


O essencial do Mundo, a partir dos EUA e de jibjab.

9 de dez. de 2008

A frieza dos números

Salário de Vitor Constâncio - 250 000 euros anuais (18 vezes o rendimento per capita nacional)

Salário de Ben Bernanke - 140 000 euros anuais (4,2 vezes o rendimento per capita nacional)

6 de nov. de 2008

Fair and balanced

"I wish God speed to the man who was my former opponent and will be my president. I call on all Americans... to not despair of our present difficulties but to believe in the promise and greatness of America."

John McCain

link apanhado neste excelente trabalho

O posto da antiguidade

Antes de ser derrotado nas eleições, John McCain foi várias vezes questionado sobre a eventualidade da derrota. "Ficarei feliz se continuar a ser o senador do Arizona", disse o liberal republicano, de 72 anos. Manuel Monteiro, um dos senadores segundo os editores do comentário político da SIC, dizia amiúde, quando era líder do PP, aos 30 anos, "no meu tempo". O que é certo é que eleitoralmente Monteiro está morto, e que o velho e desarticulado McCain é menino para limpar mais uma eleição no Arizona.

Questão matinal?

O Pedro Passos Coelho já felicitou Obama?

5 de nov. de 2008

The day after

A noite foi longa e custou-me levantar de manhã. A injecção de eleições durante a noite e madrugada de ontem foi tal que de manhã não consegui sequer olhar para os jornais. Até às três da manhã foi entusiasmante mas depois a coisa acalmou e na hora seguinte o ritmo desceu. Mesmo assim fiquei acordado a assistir à vitória de Barack Obama. Este é o dia seguinte.
Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Para os Estados Unidos em si, como Nação, representará um caminho em muitas coisas oposto ao que estava a ser seguido. Numa altura de crise parece-me importante que a classe média sinta segurança e oportunidade. Essa confiança pode significar crescimento a muitos níveis e pode, portanto, ajudar a um maior crescimento da sociedade americana que afrouxou nos últimos oito anos.
Poderia falar da surpresa, ainda que ínfima, desta eleição. Mas hoje não vale a pena. A escolha do povo americano é clara e contrariou as perspectivas de quem o entende como um povo demasiado conservador para querer mudar numa altura destas, tal como eu. É de salientar a vontade de mudar e por isso estão de parabéns, porque arriscaram. Podemos falar em Efeito Bush? Muito provavelmente. Mas isso não tira o mérito a Barack Obama ou a John McCain que entenderam a necessidade de mudar o rumo da América e da visão sobre o mundo.
Não digo que seja um momento histórico, digo antes que é uma viragem importante para o futuro e para todo o mundo.

4 de nov. de 2008

Election day

A eleição de hoje no Estados Unidos é de uma enorme importância. Ali vai-se julgar a administração Bush e vai-se decidir o futuro do país a nível interno e as novas relações externas.
McCain escolheu mal a estratégia e falhou. Obama manteve-se firme e não quebrou. Mais logo saberemos se é esse o entendimento do povo americano e ficamos expectantes.
De resto, já muito se fala e analisa por aí esta eleição. Os resultados dirão de sua justiça.

16 de out. de 2008

Politics

Não fiquei triste por ter perdido o último debate para as presidenciais americanas. Pelo que li por aí, não há nada de novo. De qualquer forma, não posso fazer qualquer comentário porque não assisti, e para comentadores de notícias de jornal já cá temos que baste.
Fica agora a expectativa do que virá antes da eleição de Obama. Sabemos que acontece sempre qualquer coisa - cocaína, uma prostituta, ligação com redes russas ou cubanas e sabe-se lá mais o quê. Sabemos que muitos perderam no último dia, assim. Mas também sabemos que esta tem sido uma das campanhas mais cordiais das últimas décadas, à excepção do tratamento a Sarah Palin (até por cá, no blog anteriormente conhecido como 5 Dias).
Sobra apenas essa dúvida - o que acontecerá? Que trunfo sairá da manga à última? 

3 de out. de 2008

O plano Paulson está aí...

Finalmente a luz verde. Depois de chumbado, reformulado e posteriormente aprovado pelo Senado, ele aí está. A Câmara dos Representantes acabou há pouco, de o votar, favoravelmente. Fico a aguardar as palavras de Kucinich...

Amigos como dantes

Joe Biden mostrou experiência, apenas a suficiente para não cair na presunção. Sarah não cometeu erros. O primeiro ganhou, mas a segunda não perdeu...

30 de set. de 2008

Luta de Galos

Ontem, na Câmara dos Representantes, discutiu-se mais política do que economia. Marcar posição e escolher o poleiro mais alto foi mais importante do que apresentar uma solução aos Americanos. Kucinich foi disto bom exemplo. Liderou a maioria que chumbou o documento e marcou mais uma vez pontos. A política ganhou à economia. Veremos até quando...

29 de set. de 2008

O balde de água gelada

Estou em crer que ainda ninguem acredita que o plano Paulson caíu. A crise que um republicano, George W. Bush, criou e que um republicano, Henry Paulson, quiz salvar está para durar. Pasme-se no facto de terem sido os próprios republicanos a sabotar o seu plano. Mais de dois terços votou contra.
E agora? O que fazer? Muitos estarão ainda com a primeira pergunta na cabeça. Poucos terão resposta para a segunda. Para já, aconteceu o esperado. Bolsas em queda, petróleo em queda, dolár em queda. A subir, só mesmo o Euro, porque a descida do dólar assim o impunha, e o ouro. Ficamos à espera do Senado e dos próximos capítulos. A novela parece longe do fim...

A América...

... por um Americano com muito humor, mas pouca esperança.
Tal como as bolsas.

Ainda a América

Num comentário a este post sobre o debate entre McCain e Obama, o Justiceiro de Fafe provou exactamente aquilo que eu defendi no post seguinte.
Parece que os Europeus continuam a olhar para os EUA como se fosse a Europa. Lembro apenas que quando G.W. Bush ganhou, as sondagens davam Al Gore como chefe do novo mundo. Depois viu-se o que aconteceu.
Como se diz por aqui, até ao arrumar dos cestos é vindima e ainda falta mais de um mês para a eleição. O povo americano é um povo extremamente conservador e o que eu defendi é que o discurso de McCain no debate pode beneficiá-lo a médio prazo, já que é a crise que interessa aos americanos, neste momento.

27 de set. de 2008

N'América

Os europeus olham para as eleições americanas como se fosse uma eleição nos seus países de origem.
É comum os europeus acharem que os E.U.A. funcionam da mesma forma. Pois eu nada sei sobre estas eleições, nem sequer tento dar a entender que sei, como se vê por aí.
Se há uma coisa que sabemos é que tudo é incerto nas eleições americanas, ainda por cima com dois candidatos tão próximos. Nas ruas as opiniões não são aquilo que lemos em blogues e artigos intelectuais. E a vontade do povo é que conta. Talvez a esquerda europeia ainda não perceba bem o que é isso.

Main Street

O debate de ontem entre Obama e McCain mostrou algo de fundamental para se compreender o espírito desta eleição. Apesar dos dois candidatos focarem a importância do povo nesta crise, eles usam meios diferentes. McCain é optimista e quer fazer acreditar que o sistema se vai reerguer. Obama transmite falta de confiança na banca e tenta proteger o povo. Ambos sabem que o sistema falhou e que houve abusos graves. Mas, só Obama parece querer deixar de acreditar na manutenção do sistema à custa dos contribuintes - uma Wall Street paga pela Main Street.
O Senador McCain, ao acreditar e transmitir esperança na reabilitação do mercado a partir do apoio do Estado com que o próprio concordou mostra cuidado ao povo americano e dá-lhes confiança na manutenção da sua vida, sem lhes aumentar os impostos. E isto é essencial para ganhar.