Salário de Vitor Constâncio - 250 000 euros anuais (18 vezes o rendimento per capita nacional)
Salário de Ben Bernanke - 140 000 euros anuais (4,2 vezes o rendimento per capita nacional)
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9 de dez. de 2008
25 de nov. de 2008
Filhos e enteados
A grande diferença que separa o BPN do BPP é o camião TIR de ilegalidades que se praticavam no primeiro. De resto, os casos são muito parecidos, se não, vejamos.
Teixeira dos Santos diz que não há risco sistémico, e eu concordo, se o BPP falir. Já no caso do BPN, o Ministro julgou ao contrário, o que é no mínimo discutivel. E isto, pelas dimensões dos bancos em causa. Um representa 0,2% o outro, é um gigante e representa 2. Contas feitas, um tem direito a 45 milhões, o outro a 450 milhões mas há más linguas que falam em mil imagine-se. Tambem os depósitos separam as instituições, - se no BPP eles chegam por transferência, no BPN chegam tambem por depósito ao balcão. De qualquer uma das formas, é dinheiro do cliente, o tal individuo a quem Teixeira dos Santos prometeu garantias do dinheiro depositado, ou estou enganado?
As duas razões mais apontadas pelas auroridades para deixar cair o banco, têm toda a razão de ser mas o precedente BPN vem estragar as contas. Como não creio que o governo contrarie Vitor Constâncio, só posso concluir que afinal, o crime compensa e que o BPP vai ter de encontrar o seu caminho sozinho, - que ao que parece é mesmo a soluçaõ.
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MFL e Constâncio são primos?
Ontem, em entrevista à RTP, Vitor Constâncio dizia-se linchado pela opinião pública que o culpava de toda esta situação na banca nacional. Deu depois exemplos de países estrangeiros onde as fraudes foram maiores e as falências saíram mais caras. É sempre positivo justificar um erro com outro erro. Por outro lado, é bom ver que Portugal se tornou num país exigente e rigoroso. Ou isso é só para os outros?
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24 de nov. de 2008
Vamos lá queimar 45 milhões...
Independentemente da necessidade, da existência ou não de risco sistémico, da quota de mercado, do papel do BPP no mercado de financiamento, e outros factores que pesaram na decisão de Vitor Constâncio, há algo de absolutamente incrivel nesta decisão. Se o Banco precisa de, no mínimo, 500 milhões de euros para continuar em funcionamento, oferecer-lhe aval a menos de 10% desse valor só por brincadeira. Nem aquece nem arrefece e nas contas do contribuinte pesam. Não sei se Constâncio tem a noção do que anda a fazer ou se o facto de o tirarem do seu "laboratório" lhe tem afectado a oxigenação cerebral mas que algo vai mal, vai. Permitir que as portas estejam abertas mais dois meses para depois fecharem não é ajudar, é queimar dinheiro.
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13 de nov. de 2008
Uma mão lava a outra
Sócrates, Teixeira e restante executivo, seguraram, seguram e segurarão Constâncio no poleiro. Constâncio não é ingrato e gosta de pagar as suas dívidas. As suas declarações de hoje, onde afirma que a recessão é ainda uma mera hipótese só podem ser entendidas como um acerto de contas. A dívida está saldada com esta ajudinha às "previsões" do Governo.
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12 de nov. de 2008
Prémio Vítor Constâncio para Hermínio Loureiro
Segundo dados apresentados pelos jogadores, havia salários em atraso no Estrela da Amadora desde Abril, ou seja, desde a época passada. Parece que está explicito nos regulamentos da Liga que os clubes com salários em atraso não se podem inscrever nas ligas profissionais. Não sei como é que a Liga fiscaliza os clubes, mas não pode agora, iniciada uma nova época, vir dizer apenas que é "grave e preocupante" a existência de salários em atraso. Tal como Vítor Constâncio e o Banco de Portugal, se calhar Hermínio Loureiro e a Liga de Clubes não têm capacidade de fiscalizar os clubes - não será fiscal nem polícia. Não chega. E o secretário de Estado não devia lavar as mãos tão frequentemente.
Talvez a única solução seja mesmo descer os clubes de divisão.
Talvez a única solução seja mesmo descer os clubes de divisão.
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Victor Constâncio, o homem de confiança
Tenha sido nacionalizado ou comprado, não importa para o caso, sabemos que é hoje a CGD que controla o BPN. O Banco estatal, um dos bancos mais alavancados da nossa praça e com um índice de Tier a rondar os 6% (as novas directivas recomendam 8%, valor já quase atingido por Santander, BCP e BPI) foi o escolhido para salvar o Titanic que José Oliveira e Costa criou. A salvação não se afigura fácil mas, e como já o escrevi, a ser conseguida, pode ser um bom negócio para a Caixa. Já para os Portugueses, vai ser um mau negócio de certeza, - a afectação da verba necessária ao saneamento do BPN, que vai ser paga pelo contribuinte de uma forma ou de outra, vai constrangir ainda mais os recursos para o financiamento de Investimento no momento em que ele é mais preciso.
Sabemos tambem que na génese de toda esta história, está uma Sociedade megalómana que colecciona quase tantas empresas, sabe dEUS em que estado, como irregularidades e um Banco, controlado por essa mesma sociedade. À semelhança da mãe, tambem a cria está pejada de irregularidades, - um balcão virtual e inúmeras operações no offshore de Cabo Verde são só dois exemplos.
A responsabilidade de toda esta tramoia é sem dúvida dos "donos" da SLN, principalmente de Oliveira e Costa, mas com um aval de "plenos poderes" por parte das Instituições a quem competia regular e fiscalizar. Neste campo, Procuradoria e Banco de Portugal ficam muito mal na fotografia passando uma imagem de incompetência brutal e deixando que tudo acontecesse bem debaixo das suas barbas. Mas o homem de quem se fala, Vitor Constâncio, está tranquilo e não assume qualquer responsabilidade, - é normal não regular e deixar andar para no fim "nacionalizar". Mas pior, é no fim, e no meio de queixas por falta de meios, vir anunciar os "prémios por denúncia" como solução para o problema... Estamos a brincar Dr Constâncio? A sua demissão de funções vai tão longe que até o trabalho de invetigação e regulação quer deixar para terceiros?
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