Foram vários os empresários/investidores que num passado recente travaram lutas de galos por um poleiro mais solarengo. Do caso BCP à Cimpor, foi vê-los lutar pelo protagonismo ocupados em interminaveis contagens de espingardas. Fizeram-no alavancados em avultados financiamentos e na perspectiva de crescimento do mercado bolsista. Afinal, tinham do seu lado espingardas suficientes mas todas elas apontadas à cabeça. A recente crise financeira carregou as armas e o gatilho está pronto a disparar q qualquer instante. Rendeiro (BPP) e Berardo contam-se entre os galos mas parece ser Manuel Fino o mais aflito. Para já, e para solucionar o grave problema de tesouraria vai entregar metade da sua participação na Cimpor (20,3%) à CGD para liquidar parte do empréstimo que contraiu para a sua compra...
Mostrando postagens com marcador Crise Financeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crise Financeira. Mostrar todas as postagens
16 de fev. de 2009
5 de fev. de 2009
The sour side of business
Durante largos meses, anos até, os mercados estiveram em crescendo. Era o tempo em que num mês quase se duplicava a fortuna. Os proveitos financeiros eram grandes, melhorando as pretações de qualquer administração e permitindo a alavancagem de investimentos dando as participações financeiras como garantia. Those were sunny days...
Agora o tempo está cinzento, e o ricochete atinge-nos a uma velocidade estonteante. O PSI 20, e mesmo o geral, nã são excepção e todas as participações cruzadas que existem fazem agora mossa. O valor do activo a preço de mercado é agora muito mais baixo quando comparado com a última avaliação ou aquisição, e chega em casos extremos - ver notícia sobre Teixeira Duarte - a colocar o activo total abaixo do passivo, o que configura uma falência técnica. It's the dark side. Deal with it...
Arquivada em:
Bolsa,
Crise Financeira,
economia,
Yuppie Boy
2 de dez. de 2008
De tanga...
O PSI 20, tal como o nome indica tem 20 índices dos quais, três são de instituições financeiras. A saber, BCP, BES e BPI. As restantes 17, as não financeiras, atravessam momentos dificeis com quebras quase diárias em bolsa. Estas quebras e desvalorizações fazem com que a sua situação financeira seja ainda mais precária e que as garantias que prestam sejam cada vez menores. Do final de Setembro do ano passado para igual período de 2008, o tatal das suas dívidas subiu 12%. Em sentido inverso, o seu valor em bolsa caiu a pique. Resultado: - as cotadas não financeiras devem 94% do que valem... e a recessão ainda não chegou, pelo menos oficialmente...
Arquivada em:
Crise,
Crise Financeira,
economia,
Yuppie Boy
28 de nov. de 2008
Quem pagará? E como pagará?
No dia 21 deste mês, fiz questão de colocar aqui no Sociedade, o link de uma notícia onde Sócrates afirmava que não existiam razões para alterar as previsões de crescimento para 2009. Nos comentários surgiu uma justificação, cujo ponto de vista é absolutamente correcto, para o caso baseada na imprevisibilidade da conjuntura que não permitia corrigir os valores com rigor. Na mesma caixa de comentários tambem, afirmei depois que o problema está a montante, na primeira e até agora única previsão apresentada. Porquê? O orçamento é um documento de extrema importância onde se reflectem todas as linhas de acção de um executivo e o quanto cada uma dessas linhas se pode "esticar". Prever receitas por execesso, como se verificará neste orçamento se a economia não crescer os esperados 0,6% (o diferencial entre a previsão do Governo e a da OCDE custaria 480 milhões), resulta em uma de duas hipóteses: - divida pública a aumentar para fazer face às despesas; - não cumprimento do orçamento metendo medidas na gaveta; - eventualmente poderão ocorrer as duas hipóteses cumulativamente.
Se a segunda hipótese é má pois obriga a contracções no investimento e consequentes abandonos de projectos a primeira não é melhor. No curto ou no médio prazo, o diferencial vai ser pago por um orçamento posterior, - pelo lado da despesa, com cortes no investimento, ou pelo lado da receita, com aumento de impostos. De uma ou de outra forma saíremos sempre prejudicados e com a necessidade de remediar. Lembram-se do ditado?
Arquivada em:
Crise Financeira,
governo,
OE 2009,
Yuppie Boy
27 de nov. de 2008
Os abutres
Numa reacção rápida, poderia dizer que o que se propõe hoje para o BPP é a prova do que escrevia há uns dias sobre João Rendeiro, o rosto do banco. Continuo a acreditar nesta tese mas esta proposta pode ser ainda mais perversa e esconder o que de pior há na banca. Já se tinha notado que não havia interesse em salvar o banco e que para sustentar essa posição, Teixeira dos Santos e Vitor Constâncio enumeraram um sem número de razões, que tanto corroboravam a decisão como apontavam o sentido inverso. Mas ficou um assunto pendente, - a divida à banca internacional. Apesar de o risco sistémico da falência ser diminuto, o "calote" no estrangeiro daria má imagem da banca nacional e dificultaria, ainda mais, o acesso a crédito interbancário. É neste contexto que os abutres, que no passado rejeitaram absorver o BPP, aparecem agora. Não para salvar a instituição mas para se livrarem de possiveis incómodos. "Uma cajadada, dois coelhos", - enterra-se Rendeiro e resolve-se a dor de barriga lá fora.
Aceitará o BPP esta proposta? A sua posição fragilizada, a AG para aumento de capital parece mesmo a única saída, tudo leva a crer que sim mas o que a proposta oferece não traz nada de bom. Bem vistas as coisas o que propõe ao BPP é o afastamento da administração, que seria substituida por gente do BdP responsavel por salvar, leia-se vender, os activos e com poderes para fechar a instituição. Ao mesmo tempo, querem que accionistas e clientes continuem a assumir as suas responsabilidades, ainda que já afastados numa espécie de "vou a jogo mas com o teu dinheiro"...
Como contribuinte sinto-me agradado e contente por ter um governo que me protege, ainda que num passado recente o não tenha feito. Já como cidadão, envergonha-me que o crime seja recompensado e que mais uma vez o Português prove que o mal dos outros é a sua maior alegria.
Arquivada em:
Banca,
BdP,
BPP,
Crise Financeira,
Yuppie Boy
26 de nov. de 2008
O homem e o banco
João Rendeiro é o empresário de quem se fala. Para o bem e para o mal, fundamentalmente para o mal, o BPP está intimamente ligado à sua imagem e os dois são indissociáveis. Num período em que o banco atravessa uma grave crise de liquidez, o homem por trás dele não se esconde em copas nem espera que lhe venham resolver o problema, como aconteceu no caso BPN. Rendeiro é um dos empresários da nova geração. Hoje é fácil criticar a sua gestão e as suas opções mas não podemos esquecer a progressão que teve e os lucros que distribuiu. Confrontado com a crise e a possibilidade de colapso (ainda continuo a achar que há manifesto exagero nas previsões) o seu pragmatismo e a assertividade na acção. Parece hoje óbvio que governo e BdP não vão dar a mão ao BPP. Os "grandes" da banca tambem não se mostraram interessados na aquisição ou troca de capitais. Resta ao BPP, o BPP. Depois das declarações de Saviotti e da convocação do Conselho Consultivo e Assembleia Geral parece claro que à empenhamento na resolução, nem que seja pela via do aumento de capital. A colecção Ellipse, menina dos olhos de Rendeiro é outra opção, ainda que o seu valor obtido com a sua venda não consiga fazer face às necessidades. A possibilidade em cima da mesa da venda da colecção é, só por si, a prova do pragmatismo e da determinação na resolução do problema bem como do corte radical com a mentalidade Portuguesa, - “matava o paizinho se vendesse”, ou “está na família há anos”, ou “prefiro morrer”, ou ainda “mais vale pequeno e meu do que grande e partilhado”. O importante é mesmo salvar o "ganha-pão", - separar e largar o acessório para centrar a atenção no essencial, algo muito dificil de encontrar no "empresário/gestor" Português.
Disclaimer: A minha admiração por João Rendeiro pode em certos momentos deturpar a visão e percepção. Tentei e tentarei sempre que tal não aconteça.
Arquivada em:
BPP,
Crise Financeira,
João Rendeiro,
Yuppie Boy
24 de nov. de 2008
Vamos lá queimar 45 milhões...
Independentemente da necessidade, da existência ou não de risco sistémico, da quota de mercado, do papel do BPP no mercado de financiamento, e outros factores que pesaram na decisão de Vitor Constâncio, há algo de absolutamente incrivel nesta decisão. Se o Banco precisa de, no mínimo, 500 milhões de euros para continuar em funcionamento, oferecer-lhe aval a menos de 10% desse valor só por brincadeira. Nem aquece nem arrefece e nas contas do contribuinte pesam. Não sei se Constâncio tem a noção do que anda a fazer ou se o facto de o tirarem do seu "laboratório" lhe tem afectado a oxigenação cerebral mas que algo vai mal, vai. Permitir que as portas estejam abertas mais dois meses para depois fecharem não é ajudar, é queimar dinheiro.
Arquivada em:
BPP,
Crise Financeira,
Vitor Constâncio,
Yuppie Boy
Paradoxo?
Milhares de páginas na internet anunciaram e anunciam a salvação do Citigroup. Curiosamente, a grande maioria delas é patrocinada. Por quem? Pelo citigroup, quem mais? São os dias de hoje...
Arquivada em:
Crise Financeira,
Publicidade,
Yuppie Boy
21 de nov. de 2008
BPP - the day after
Haverá a falência de um Banco em Portugal? Será o BPP? Eu responderia não às duas. Mas com calma e com algumas ressalvas. O estado de alguns bancos Portugueses é débil, - todos de pequena dimensão mas suficientes para lançar o pânico. O Finibanco parece ter encontrado a tábua no páis vizinho e Horácio Roque jura a pés juntos que a sua instituição está agora no bom caminho (frutos da agressiva campanha de renovação de imagem). Falta o BPP de João Rendeiro, que tem alguns pontos a seu favor que poderão levar o supervisor ou mesmo o Governo a estenderem a mão:
. Desde logo a manutenção do estado de aparente acalmia que se podia transformar completamente com o colapso de um banco. Governo e BdP farão os possiveis e os impossiveis para que tal não aconteça.;
. A alavancagem do BPP era baseada na participação dos seus clientes pelo que a sua falência iria lesar "depositantes", algo que Teixeira dos Santos disse que não aconteceria;
. O seu lucro baseava-se em práticas de alto risco que levaram a uma descapitalização forte da qual, por falta de regulação e fiscalização o BdP é co-responsavel. O estado de fragilidade de Constâncio poderá ser favorável ao anuir do Governo e BdP para que não surja mais uma bomba;
. O modelo de negócio do banco é bastante rentável e o banco pode ser sólido bastando para isso, que se aumentem liquidez e margens de segurança que permitam ultrapassar crises como a que vivemos.
Arquivada em:
Banca,
BdP,
BPP,
Crise Financeira,
governo,
Yuppie Boy
6 de nov. de 2008
A nossa carteira agradece
Previsivelmente, o BCE cortou a taxa de referência da zona Euro. 3,25% é o valor a fixar e que traduz o corte de meio ponto. Para o cidadão comum e para as empresas, mais até que para a banca, esta é uma fantástica notícia. Mesmo antes deste corte, Novembro afigurava-se já como o último mês de aumento de prestação, por força do aumento da Euribor. Agora podemos dizê-lo com certeza, que Dezembro trará boas noticias e 2009 ainda melhores. A Euribor vai seguir o seu trajecto descendente e com isso aliviar as carteiras. Com isto não quero dizer que venham aí os dias de facilidade do passado recente. Pelo contrário, o desemprego vai subir e a economia vai descer. É tempo de poupar, quando possível, e preparar almofadas para os imprevistos.
Arquivada em:
BCE,
Crédito Habitação,
Crise Financeira,
economia,
Euribor,
Yuppie Boy
3 de nov. de 2008
Portugal vs. PSD 2009
Em conversa por telefone com o yuppie boy sobre a situação do BPN, com a qual ele se mostra tão surpreendido e indignado, vamos concordando acerca da trapalhada que tem sido todo o processo e da falta de seriedade dos seus protagonistas.
A meio da conversa e muito de fininho, matreiro e calculista como é seu apanágio, o rapaz sai-se com esta: "é a corja do Cavaco nestes cargos de gestão e a que nos governou".
Não é preciso apertar muito com ele para logo saírem os ataques ao partido de Cavaco Silva. Mas especialmente a este lote de pessoas. Pelo post sobre Ferreira Leite vemos isso mesmo. Mas já não o vemos a falar da miserável e populista entrevista que Paulo Portas deu a Ana Lourenço na Sic Notícias há uns dias.
Esta atitude de ataque ao PSD costuma vir da esquerda por problemas que eles têm de resolver e isso é lá com eles; coisas que têm que ver com complexos de insegurança e traumas de guerra. Mas quando ele vem da direita já sabemos qual é a fonte. Basta recuar e lembrar-mo-nos do Dr. Portas há uns anos enquanto foi director do semanário Independente - e depois a forma como se prestou a formar governo, aplaudida por yuppie que nessa altura não achava que havia corja alguma. A atitude vem daí. E o yuppie boy sente isso, que nunca poderia chegar lá. Mas como é do CDS por tradição, em vez de se resignar ataca. E ataca como? Colocando sobre um grupo de pessoas o título de "corja do Cavaco", como se o resto do país, que não fez parte dessa matilha, fosse um imenso mar de gente séria. Aliás, vemos isso pelos próprios militantes de topo do CDS.
Este complexo de inferioridade e esta pequenez de ver a política tem sido o pão nosso de cada dia na grande generalidade da opinião publicada. O que me leva a crer que não vamos ter uma campanha eleitoral normal. Será antes uma campanha anti-PSD, porque neste país só o PSD é que está mal; os outros estão todos bem, até o yuppie boy, que assobia para o lado quando o Dr. Portas fala no seu contacto com os cidadãos.
O problema destas análises espectaculares e críticas (moralistas, até) é que têm telhados de vidro. O problema é que o anonimato não revela isso. É tudo uma questão de honestidade.
Arquivada em:
Casca de Carvalho,
Crise Financeira,
crise social,
Honestidade,
PSD
28 de out. de 2008
O Mercado a pressionar
Bastou ao mercado ter ouvido falar na hipótese de o BCE poder vir a baixar a taxa de referência, que actualmente se situa nos 3,75%, para que as bolsas tenham recuperado ontem das fortes perdas, sigam hoje a ganhar na ordem dos 2% e a Euribor tenha dado mais um tombo. A Euribor a 12 meses desceu já abaixo da fasquia dos 5%, algo que já não se verificava desde Maio de 2005, o tempo dourado do Crédito Habitação. Isto são boas notícias mas só até certo ponto. O facto de os Mercados incorporarem as medidas antes de elas serem decididas, especularem no fundo, coloca pressão nos decisores e pode causar sérios estragos caso não sejam tomadas. Fica a sensação de que esta cise, nem como formadora tem efeitos positivos. Os castelos de cartas continuam a ser construidos... e um novo trambolhão pode acontecer. Veremos se os que pagaram o primeiro estarão na disposição de pagar o segundo.
Arquivada em:
BCE,
Bolsa,
Crise Financeira,
Euribor,
Yuppie Boy
27 de out. de 2008
Dos telhados de vidro
Josef Ackermann, CEO do Deutsche Bank, dizia a semana passada que ficaria envergonhado se se visse forçado a pedir "ajuda" ao Governo Alemão. Hoje, soube-se que o Deutsche perdeu qualquer coisa como 400 000 000 000USD (16 vezes o "aval Português) em derivados de acções. Veremos se Josef consegue manter o discurso...
Arquivada em:
Banca,
Crise Financeira,
Yuppie Boy
1 + 1 = 2
A Bolsa de Lisboa é das poucas coisas previsiveis no meio de toda esta crise. Se seguir esta metodologia vai ver que não tem que enganar.
1 - veja o fecho do Dow Jones e do Nasdaq;
2 - perca 5 minutos do seu sono e veja, durante a madrugada, a abaertura das bolsas asiáticas;
3 - os dois dados combinados dão-lhe o resultado da Portuguesa com 99% de segurança;
4 - se fizer parte dos cépticos, pode ainda assitir à abertura das bolsas Europeias. Aí ficar com 100% de certeza.
O dia de hoje não foge à regra e com as bolsas Europeias a perderem mais de 5% depois do descalabro das Asiáticas, a de Tóquio perdeu mesmo mais de 6%, Portugal segue-lhes os passos e perde também acima da alta fasquia dos 5 pontos percentuais.
24 de out. de 2008
20 em 20
Estão de volta os dias negros da bolsa. O Psi 20 cai hoje em todas as suas cotadas. Os mais resultados do sector empresarial asiático levaram as bolsas orientais a quedas, trambolhões, brutais. Por arrasto, o que tem sido regra nos últimos tempos, a Europa cai tambem. Portugal não é excpção e todas as cotadas do índice Português descem. E hoje é o dia que marca o início da apresentação de contas da banca. O BPI inaugura, e não se esperam surpresas agradáveis...
Arquivada em:
Banca,
Bolsa,
Crise Financeira,
Yuppie Boy
23 de out. de 2008
Euribor, porque baixas tão pouquinho?
A Euribor a 6 meses tambem já quebrou a barreira psicológica dos 5%. É a taxa mais utilizada em Portugal, qualquer jornalista faz questão de o referir, e portanto a que mais efeitos traz ao Crédito Habitação das famílias portuguesas. Seguindo uma tendência de descida, situa-se hoje nos 4,992, 14 milésimas abaixo dos 5,006 da véspera. Os resultados práticos são praticamente nulos, não estivéssemos nós a falar em milésimas. Este deslizar da taxa, ao invés da descida firme que se pretendia tem uma razão principal. A banca desconfia da banca. O clima económico faz com que nenhum banco confie o seu dinheiro a outro uma vez que os riscos de colapso são grandes. E é este risco, real, que faz com a Euribor esteja ainda longe da taxa de referência do Banco Central Europeu.
Injecções de capital e garantias são boas notícias para a banca e visam repôr a confiança. Consequentemente, pelas razões que apontei em cima, surtirão efeitos na bolsa do cidadão, o mesmo que pagou, ou vai pagar, a injecção e deu o aval.
Arquivada em:
Banca,
Crédito Habitação,
Crise Financeira,
Euribor,
Yuppie Boy
21 de out. de 2008
Há um longo caminho ainda II...
Arquivada em:
Crédito Habitação,
Crise Financeira,
Euribor,
Yuppie Boy
20 de out. de 2008
Há um longo caminho ainda...
... na aproximação à taxa de referência do Banco Central Europeu, 3,75% mas as taxas Euribor seguem a tendência da descida e começam a aliviar a carteira dos Portugueses. Nunca é de mais referir que esta baixa se deve à subida da confiança do mercado interbancário fruto das injecções de capital dos Estados na banca. Principais beneficiados, - as famílias com Crédito à Habitação. Ou estou enganado?
Arquivada em:
Crédito Habitação,
Crise Financeira,
Euribor,
Família,
Yuppie Boy
17 de out. de 2008
OE 2009 - Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional
Nomes deste tipo exigem siglas. Aí vai: FIIAH (Manual de iniciação) (pronuncia-se como a Federação Internacional de Automobilismo mas acentua-se o A com um toque de tenor)
É das medidas que mais admiro neste Orçamento de Estado. Tem um custo potencialmente pequeno, não implica despesa, apenas perda de receita parcial, e pode realmente, fomentar o mercado do arrendamento. Tem contra si a enorme núvem de incertezas que paira sobre si. Os pequenos pormenores são importantissimos e podem fazer com que uma boa medida resulte num fracasso. Não seria de estranhar neste Governo que anuncia reformas, prepara reforminhas e no fim deixa tudo igual. Mas quero acreditar que não. Quero acreditar que a medida sortirá resultados e imensas famílias terão uma segunda oportunidade. Dito de outra forma, o Estado assume a sua culpa nesta crise financeira ao apoiar a banca com a injecção de liquidez e as famílias a apresentação deste fundo e outros incentivos fiscais. No fim, ganham todos, se os pormenores não falharem, - banca e famílias fortes são iguais a Estado forte.
Os pormenores a definir são mais que muitos e o Governo deixa para mais tarde a regulamentação. Pessoalmente, acho importante, vital até, que se protejam a família de possiveis, para não dizer certos, abutres. Eles vão rondar a presa e tentar espremer a última gota que ainda existe.
Sinal amarelo
Cheguei ao fim e não usei uma vez a sigla. A primeira frase torna-se inútil mas para não perder mais tempo não a vou apagar. Acabei a frase e apercebo-me que levei mais tempo a escrevê-la do que levaria se decidisse apagar a frase que contém a sigla FIIAH. Toi a endoidecer. Mas o resto da minha sanidade é o suficiente para me dizer que afinal já usei a sigla e portanto, faz todo o sentido a primeira frase do post. E mais a mais, só perdi uns segundos a escrever este parágrafo. Tudo está bem quando acaba bem. Bom fim de semana.
Arquivada em:
Banca,
Crise Financeira,
OE 2009,
Yuppie Boy
Assinar:
Postagens (Atom)