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6 de nov. de 2008

Adão e o Paraíso Perdido

Quando tive a ideia de criar este blogue o meu objectivo era que três posições diferentes exigissem e lutassem com as palavras por uma sociedade melhor.
Nunca, em toda a minha vida desprezei a opinião dos outros, por mais estapafúrdia que fosse.
Ao longo dos meses fui escrevendo e essa minha escrita tornou-se imperceptível para algumas pessoas. Entretanto, o blogue transformou-se num folhetim económico e tudo o que não o fosse foi questionado e muitas vezes encarado com desprezo pela intelectualidade, seja lá o que isso for.
Como acredito que não há uma razão para tudo e que o respeito é devido para dentro e para fora, como não gosto de ser mal educado, como não quero fazer mais interpretações de factos que só eu posso conhecer por senti-los na pele aqui no blogue e muito fora dele, por não ser compreendido e ter de estar constantemente a explicar o que escrevo como se falasse noutra língua, anuncio aqui a minha despedida deste blogue sem qualquer mágoa, mas com a certeza que haverá outros sítios onde poderei ser ouvido com seriedade.

Em Paradise Lost, John Milton colocou Adão a sair do Paraíso resignado, depois de expulso por Deus. Adão sabia que tinha sido vítima de conspiração e manipulação por parte de Satanás e os outros demónios, e que Deus, apesar de omnisciente, omnipresente e omnipotente não tinha visto. O erro condicionado fá-lo admitir a única falha que não era da sua responsabilidade - ser humano.
Assim saio eu, resignado com a minha falha, sem me poder fazer de vítima ou indignar-me, sequer. Saio, simplesmente.

5 de nov. de 2008

Uma culpa poligâmica

É necessário não perdermos o norte. Nos últimos dias, o meu entusiasmo com a eleição americana foi grande. Mas é preciso assentar ideias e olhar à nossa volta. Temos um problema grave na democracia portuguesa.
Toda esta questão do BPN leva-me a uma pergunta muito simples: se o banco existe desde os inícios dos anos 90, se desde aí até hoje passaram cinco - 5 - executivos pelo governo português, digam-me como é possível que ninguém tenha dado conta do que se passava na referida instituição bancária? 
Ouço por aí comentadores nos media a dizer que toda a gente sabia do que se passava. Se assim é, se era do conhecimento público as negociatas do BPN, então responsabilize-se também politicamente quem devia ter detectado tais irregularidades. 
Estou no meu pleno direito de achar que o Estado mais uma vez demonstrou que não é uma pessoa de bem e que o regime está podre.

The day after

A noite foi longa e custou-me levantar de manhã. A injecção de eleições durante a noite e madrugada de ontem foi tal que de manhã não consegui sequer olhar para os jornais. Até às três da manhã foi entusiasmante mas depois a coisa acalmou e na hora seguinte o ritmo desceu. Mesmo assim fiquei acordado a assistir à vitória de Barack Obama. Este é o dia seguinte.
Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Para os Estados Unidos em si, como Nação, representará um caminho em muitas coisas oposto ao que estava a ser seguido. Numa altura de crise parece-me importante que a classe média sinta segurança e oportunidade. Essa confiança pode significar crescimento a muitos níveis e pode, portanto, ajudar a um maior crescimento da sociedade americana que afrouxou nos últimos oito anos.
Poderia falar da surpresa, ainda que ínfima, desta eleição. Mas hoje não vale a pena. A escolha do povo americano é clara e contrariou as perspectivas de quem o entende como um povo demasiado conservador para querer mudar numa altura destas, tal como eu. É de salientar a vontade de mudar e por isso estão de parabéns, porque arriscaram. Podemos falar em Efeito Bush? Muito provavelmente. Mas isso não tira o mérito a Barack Obama ou a John McCain que entenderam a necessidade de mudar o rumo da América e da visão sobre o mundo.
Não digo que seja um momento histórico, digo antes que é uma viragem importante para o futuro e para todo o mundo.

4 de nov. de 2008

As contradições de yuppie boy

"é muito pouco provável que alguem tenha a capacidade de detectar nos múltiplos sistemas financeiros as toupeiras que os minam." comentário feito às 9:31, hoje, dia 4 de Novembro

"Enquanto discutirmos cargos e não discutirmos penalizações não conseguiremos mais do alimentar uma classe política podre que se vai revezando entre si." post escrito às 15:57, hoje, dia 4 de Novembro.

Incoerência, populismo ou necessidade de agradar nos comentários?

E agora, também devia estar calada?

A Dra. Ferreira Leite não se cala. E só para dizer inverdades e mesquinhices. A Dra. Ferreira Leite está a criticar o Engº Sócrates por que motivo? Não faz sentido, pois não? Nenhum! Se calhar devia falar em percentagens e números e resultados e taxas que é para os portugueses de primeira perceberem.

Lá está ela a mentir outra vez

Provavelmente o melhor é não acreditar que as medidas anunciadas com pompa e circunstância pelo executivo de José Sócrates são apenas ideias vindas de outros lados e que a oposição é que não faz nada. O governo é que é o maior! A oposição só diz disparates e mentiras e contradiz-se e é tudo de mau. O governo é que é o maior, que vai pagar às empresas num gesto altruísta e sem interesse nenhum! E reparem: numa altura de crise!
Isto agora é só pedir à banca o dinheiro que lhe emprestámos para resolver os seus problemas e o assunto está resolvido.

Election day

A eleição de hoje no Estados Unidos é de uma enorme importância. Ali vai-se julgar a administração Bush e vai-se decidir o futuro do país a nível interno e as novas relações externas.
McCain escolheu mal a estratégia e falhou. Obama manteve-se firme e não quebrou. Mais logo saberemos se é esse o entendimento do povo americano e ficamos expectantes.
De resto, já muito se fala e analisa por aí esta eleição. Os resultados dirão de sua justiça.

3 de nov. de 2008

Portugal vs. PSD 2009

Em conversa por telefone com o yuppie boy sobre a situação do BPN, com a qual ele se mostra tão surpreendido e indignado, vamos concordando acerca da trapalhada que tem sido todo o processo e da falta de seriedade dos seus protagonistas.
A meio da conversa e muito de fininho, matreiro e calculista como é seu apanágio, o rapaz sai-se com esta: "é a corja do Cavaco nestes cargos de gestão e a que nos governou".
Não é preciso apertar muito com ele para logo saírem os ataques ao partido de Cavaco Silva. Mas especialmente a este lote de pessoas. Pelo post sobre Ferreira Leite vemos isso mesmo. Mas já não o vemos a falar da miserável e populista entrevista que Paulo Portas deu a Ana Lourenço na Sic Notícias há uns dias.
Esta atitude de ataque ao PSD costuma vir da esquerda por problemas que eles têm de resolver e isso é lá com eles; coisas que têm que ver com complexos de insegurança e traumas de guerra. Mas quando ele vem da direita já sabemos qual é a fonte. Basta recuar e lembrar-mo-nos do Dr. Portas há uns anos enquanto foi director do semanário Independente - e depois a forma como se prestou a formar governo, aplaudida por yuppie que nessa altura não achava que havia corja alguma. A atitude vem daí. E o yuppie boy sente isso, que nunca poderia chegar lá. Mas como é do CDS por tradição, em vez de se resignar ataca. E ataca como? Colocando sobre um grupo de pessoas o título de "corja do Cavaco", como se o resto do país, que não fez parte dessa matilha, fosse um imenso mar de gente séria. Aliás, vemos isso pelos próprios militantes de topo do CDS.
Este complexo de inferioridade e esta pequenez de ver a política tem sido o pão nosso de cada dia na grande generalidade da opinião publicada. O que me leva a crer que não vamos ter uma campanha eleitoral normal. Será antes uma campanha anti-PSD, porque neste país só o PSD é que está mal; os outros estão todos bem, até o yuppie boy, que assobia para o lado quando o Dr. Portas fala no seu contacto com os cidadãos.
O problema destas análises espectaculares e críticas (moralistas, até) é que têm telhados de vidro. O problema é que o anonimato não revela isso. É tudo uma questão de honestidade.


16 de out. de 2008

Coisas realmente importantes

Não é de espantar esta notícia do Público. É uma situação grave e reveladora da forma como a sociedade portuguesa encara os problemas da sexualidade. Desde os pais ao mais básico programa de entretenimento juvenil (ex: Morangos com Açucar), as questões relacionadas com a sexualidade são tratadas de forma leviana, com muito receio e vergonha por quem será mais responsável.
A ignorância em que o país foi vivendo potenciou um desconforto muito grande na abordagem natural da sexualidade. O sexo foi sempre encarado como o mais íntimo segredo do Homem, sendo que da intimidade para o segredo e vergonha de abertura vai uma grande diferença, e o caminho certo para um sem número de chatices.
Se a utilização prática da contracepção é um mistério para muitos, imaginemos a noção de contágio de doenças para não falar da mais básica responsabilidade que é gerar uma criança.
Um dos motivos porque me opus ao aborto foi exactamente este. Não quero com isto vir levantar novamente a discussão, até porque os resultados têm sido, de certa forma positivos e equilibrados, ao que me parece (não sou conhecedor profundo dos dados oficiais).
Uma sociedade forte é também uma sociedade consciente e aberta. O conservadorismo faz-se da preservação da espécie e não da sua deturpação. Esta situação é, portanto, grave e é importante que o Estado (todos nós) caminhemos no sentido de maior atenção, preocupação, informação e ajuda. É essencial perder a vergonha e perguntar.

Politics

Não fiquei triste por ter perdido o último debate para as presidenciais americanas. Pelo que li por aí, não há nada de novo. De qualquer forma, não posso fazer qualquer comentário porque não assisti, e para comentadores de notícias de jornal já cá temos que baste.
Fica agora a expectativa do que virá antes da eleição de Obama. Sabemos que acontece sempre qualquer coisa - cocaína, uma prostituta, ligação com redes russas ou cubanas e sabe-se lá mais o quê. Sabemos que muitos perderam no último dia, assim. Mas também sabemos que esta tem sido uma das campanhas mais cordiais das últimas décadas, à excepção do tratamento a Sarah Palin (até por cá, no blog anteriormente conhecido como 5 Dias).
Sobra apenas essa dúvida - o que acontecerá? Que trunfo sairá da manga à última? 

15 de out. de 2008

As 7 vidas do menino guerreiro

Parece que a comissão política distrital de Lisboa, do PSD, votou maioritariamente (ou quase por unanimidade, como diriam os populistas) a favor da candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara da capital.
Torna-se difícil dizer quantas vidas tem Santana Lopes ou até que ponto não tem sentido do real. A verdade é que Santana é mesmo um menino guerreiro, já que não foge do confronto político.
Muitas pessoas duvidarão da sua sobriedade ao atirar-se novamente para uma luta. Dirão até que Santana não sabe fazer mais nada. É possível que não saiba. No entanto, também é legítimo pensar que o homem acredita mesmo no seu potencial e nas suas capacidades políticas. Eu não desacredito. Bem sei que é mais fácil fazer aquela imagem de galã do Jet 7, de que o próprio é responsável, e uma imagem de incompetência baseada em pouca coisa. Mas o que é certo é que mais ninguém parece ter capacidade para disputar a CML com António Costa.
A Câmara Municipal de Lisboa é uma casa do tamanho do país e a eleição para a sua representação, além de mediática, envolve um grande arcaboiço político que Santana tem, indiscutivelmente.
Para a CML não são nada positivas estas investidas. A Câmara precisa de estabilidade, a cidade está um estaleiro, o turismo a aumentar substancialmente, o trânsito um caos, a administração uma confusão burocrática, as empresas públicas uma mixórdia sem sentido e é preciso uma resolução final. A candidatura de Santana vai levantar discussões de que a cidade não precisa e pouco colocará em causa a presidência de Costa, por um motivo simples: ir-se-á centrar no que Santana fez ou deixou de fazer.

12 de out. de 2008

Da Instituição enquanto modelo de organização social - o casamento

A sociedade ocidental foi, ao longo dos tempos descobrindo um modelo adequado à sua maior estabilidade e evolução progressiva. O objectivo do Homem sempre foi preservar-se a si e aos seus. É neste sentido que surge a lei civil, de forma a regular todos as relações contratuais. No fundo, trata-se de organizar a sociedade e dar aos seus cidadãos a segurança necessária para a persecução de um bem comum.
É, portanto, um facto que a sociedade tem de se organizar. Para muitos, o modelo instituído pode não ser o melhor ou mais adequado aos seus interesses, mas foi sempre baseado na relação maioria/minoria que ele se estabeleceu.
Se por um lado a lei quer-se geral e abstracta, por outro - sem relativismos - quer também que se trate por igual o que é igual e por diferente o que é diferente.
Com efeito, as relações jurídicas reguladas pela lei civil pressupõem sempre uma ideia de igualdade quando os contraentes estão em pé de igualdade e uma ideia de desigualdade quando estão em patamares diferentes, ou posições diferentes, se preferirem. Acima de tudo, a lei civil deve regular objectivamente essas posições deixando a nu as diferenças óbvias, protegendo-as.
Um dos pilares fundamentais da nossa lei civil é o direito da família. Dentro daquilo que a Humanidade foi concluindo que seria o melhor modelo a seguir para a sua continuidade, o direito da família baseia-se na constituição da mesma por um homem e uma mulher - o dualismo natural essencial para a continuidade. Tanto por motivos biológicos - a não ser que alguém queira dizer que isso não é certo e que no fundo somos todos homossexuais, como eu já ouvi - como por motivos sociológicos e até religiosos, o instituto do casamento, que protege a criação da família no sentido jurídico, nasceu desse dualismo homem/mulher. Inevitavelmente, a regulação incidiu sobre essa relação especificamente, como quem faz uma peça para um Renault e não para um Fiat.
Torna-se lógico pensar que se a lei está feita para aquele género, modificá-la será descaracterizá-la na sua génese, e como tal a noção de casamento deixa de existir para passar a ser outra coisa qualquer.
Destruir a protecção de uma situação jurídica específica pela igualdade ilógica não só é um capricho como falta de inteligência e no limite de boa vontade. A ideia de igualdade baseada no amor não é compatível com a organização destes institutos porque o seu fundamento é organizacional e não emocional.
Se o instituto está a morrer, isso é uma coisa que se pode discutir. Alterá-lo por motivos emocionais é que não.

10 de out. de 2008

Da coragem

Em política é fundamental ter coragem. Os partidos portugueses habituaram-nos, ao longo de três décadas de democracia, a mostrar uma total cobardia no momento de assumir posições impopulares.
Pode parecer que um partido de esquerda, nos tempos que correm, tem de votar favoravelmente a tudo o que são causas fracturantes. Mas não tem, desde que assuma objectivamente a sua posição.
O Partido Socialista sabe que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não faz qualquer tipo de sentido, segundo o proposto pelo PEV e BE. Por outro lado, vê-se confrontado com uma esquerda a que tem de agradar - a esquerda moderna, das causas e que vota no PS para que a direita não suba ao poder, num género de estigma incompreensível e ultrapassado, vindo da cabeça do velho Cunhal.
Com tudo isto o Partido Socialista acabou por deixar a sua posição num vazio. Ninguém sabe ao certo o que pensa o Partido Socialista e que ideia de sociedade tem o partido do governo.
É vergonhoso para a democracia ter um partido destes a governar. A sede de poder está lá espetada com um pionés, para quem quiser ver. Tudo no PS é relativo e escorregadio, como sempre foi. É o aparelho que se tem de preservar. Felizmente para os socialistas, a minoria que apoia activamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é suficiente para lhes cortar as pernas nas próximas legislativas. É uma cobardia calculista.

7 de out. de 2008

Poupanças? Quais poupanças?

Entrar no site da RTP e ver este conjunto de notícias (I, II, III) dá vontade de perguntar: "quais poupanças, senhor engenheiro?"
Há quem não compreenda porque a taxa só aparece no monitor, não tem correspondência real.

Um capricho estúpido

Faltam poucos dias para a discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Assembleia da República. Só a discussão sobre uma coisa ilógica é em si estúpida.
Talvez seja um sinal claro que a sociedade, e principalmente os filhos (e os netos) do Maio de 68 perderam a noção do que é o direito civil. Só pode ser quando se fala de "igualdade". É tão absurdo falar de desigualdade aqui como de problemas de segurança em tempo e em terreno de guerra.
Muito se tem dito sobre este assunto e não vale a pena eu vir tentar acrescentar alguma coisa. A única observação que faço é que se a sociedade começar a ceder a caprichos estúpidos e adolescentes, desrespeitando a génese da lei, ou o conceito etimológico (para o yuppie boy aqui fica o dicionário) dos regimes e institutos jurídicos, corremos o risco de perdermos o sentido de comunidade. A forma, aliás, como a esquerda tem seguido este caminho de modo a acabar com "a instituição" é assustadora e um espelho da mente complexada que ainda traz do antigo regime. Se acham que a igualdade se consegue por carprichos...

O homem de quem se fala*

«As poupanças dos portugueses estão garantidas pelo Estado, mas o Estado cumpre o seu dever também apoiando as famílias e, em particular, as mais carenciadas»

*Ainda há 2 dias dizia ele que estava em sintonia com o Presidente. Este homem não pára.

5 de out. de 2008

Assim de repente

Vinha a ouvir na rádio pequenas partes do discurso do 5 de Outubro do Presidente da República. De seguida ouvi as declarações de José Sócrates e só por pouco não tive um acidente de automóvel com o ataque de riso que me provocaram as declarações do Primeiro-Ministro. Começa a ser irritante a forma como este homem tenta. Ele tenta dar uma imagem positiva e clean de si. Ele tenta que o país acredite em si. Ele tenta acreditar nele próprio. Ele tenta ser Primeiro-Ministro.
O discurso de Cavaco era curiosamente a alertar para essas tentativas e outros malabarismos políticos.
Às vezes tenho vergonha da democracia em que vivo.

29 de set. de 2008

Ainda a América

Num comentário a este post sobre o debate entre McCain e Obama, o Justiceiro de Fafe provou exactamente aquilo que eu defendi no post seguinte.
Parece que os Europeus continuam a olhar para os EUA como se fosse a Europa. Lembro apenas que quando G.W. Bush ganhou, as sondagens davam Al Gore como chefe do novo mundo. Depois viu-se o que aconteceu.
Como se diz por aqui, até ao arrumar dos cestos é vindima e ainda falta mais de um mês para a eleição. O povo americano é um povo extremamente conservador e o que eu defendi é que o discurso de McCain no debate pode beneficiá-lo a médio prazo, já que é a crise que interessa aos americanos, neste momento.