Pode ler-se hoje no Público que uma parte substancial das tropas sairá [do Iraque] antes do final do ano. Lê-se tambem que um atentado, dos mais violentos [num passado recente], matou 21 policias. Parece fácil prever a notícia que se segue...
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2 de fev. de 2009
20 de jan. de 2009
Parolos, há-os por todo o lado
As maciças mobilizações públicas só podem ter duas razões: greves ou parolice. A fé poderia ser outra mas como, para mim, redunda na segunda vou deixá-la de parte. Nos Estados Unidos vivem-se momentos de fé e parolice. A esperança e a confiança no "Messias" levam a que milhares estejam já a dirigir-se para o capitólio - é ainda madrugada em Washington - para conseguir um "bom lugar" na tomada de posse bem ao estilo de uma inauguração IKEA em Portugal. E é sempre bom lembrar que quanto maior é a expectativa maior é a desilusão...
24 de nov. de 2008
Duo Ouro Negro
Na primeira entrevista de Obama após a sua eleição, chamou-me à atenção a sua preocupação com a energia. Obama trouxe para as eleições o debate sobre o caminho a seguir na procura de alternativas ao petróleo. Quando questionado sobre se este seria o momento certo, dados os baixos preços, o petróleo negoceia hoje abaixo dos 50 dólares, responde "hoje, mais que nunca" acrescentando que "nos mercados do petróleo só existe o choque e o êxtase" e portanto, é preciso agir de forma a criar evoluções mais calmas e estabilizar o seu preço. Nada mais acertado. Veremos a acção...
Obama tem um discurso cativante e recheado de boas ideias, onde tudo parece realizável e banal até. Coloco muitas reticências na realização de grande parte das medidas, até pela limitação temporal de um mandato, e antevejo alguma desilusão nos "crentes" mas Obama pode ser a viragem e o reformador, que os EUA precisam. Não contemos que ajude a Europa se tal não os beneficiar, mas se pelo menos servir de exemplo...
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17 de nov. de 2008
Para memória futura
Das muitas promessas que Obama fez ao povo Americano deixo aqui três que antevejo de dificil cumprimento:
- proibição da venda de armas(veremos a quem e em que moldes);
Da confiança cega
Como é que podemos colocar todas as nossas esperanças numa pessoa que elege chá de amora como a sua bebida?
13 de nov. de 2008
5 de nov. de 2008
The day after
A noite foi longa e custou-me levantar de manhã. A injecção de eleições durante a noite e madrugada de ontem foi tal que de manhã não consegui sequer olhar para os jornais. Até às três da manhã foi entusiasmante mas depois a coisa acalmou e na hora seguinte o ritmo desceu. Mesmo assim fiquei acordado a assistir à vitória de Barack Obama. Este é o dia seguinte.
Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Para os Estados Unidos em si, como Nação, representará um caminho em muitas coisas oposto ao que estava a ser seguido. Numa altura de crise parece-me importante que a classe média sinta segurança e oportunidade. Essa confiança pode significar crescimento a muitos níveis e pode, portanto, ajudar a um maior crescimento da sociedade americana que afrouxou nos últimos oito anos.
Poderia falar da surpresa, ainda que ínfima, desta eleição. Mas hoje não vale a pena. A escolha do povo americano é clara e contrariou as perspectivas de quem o entende como um povo demasiado conservador para querer mudar numa altura destas, tal como eu. É de salientar a vontade de mudar e por isso estão de parabéns, porque arriscaram. Podemos falar em Efeito Bush? Muito provavelmente. Mas isso não tira o mérito a Barack Obama ou a John McCain que entenderam a necessidade de mudar o rumo da América e da visão sobre o mundo.
Não digo que seja um momento histórico, digo antes que é uma viragem importante para o futuro e para todo o mundo.
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4 de nov. de 2008
Election day
A eleição de hoje no Estados Unidos é de uma enorme importância. Ali vai-se julgar a administração Bush e vai-se decidir o futuro do país a nível interno e as novas relações externas.
McCain escolheu mal a estratégia e falhou. Obama manteve-se firme e não quebrou. Mais logo saberemos se é esse o entendimento do povo americano e ficamos expectantes.
De resto, já muito se fala e analisa por aí esta eleição. Os resultados dirão de sua justiça.
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16 de out. de 2008
Politics
Não fiquei triste por ter perdido o último debate para as presidenciais americanas. Pelo que li por aí, não há nada de novo. De qualquer forma, não posso fazer qualquer comentário porque não assisti, e para comentadores de notícias de jornal já cá temos que baste.
Fica agora a expectativa do que virá antes da eleição de Obama. Sabemos que acontece sempre qualquer coisa - cocaína, uma prostituta, ligação com redes russas ou cubanas e sabe-se lá mais o quê. Sabemos que muitos perderam no último dia, assim. Mas também sabemos que esta tem sido uma das campanhas mais cordiais das últimas décadas, à excepção do tratamento a Sarah Palin (até por cá, no blog anteriormente conhecido como 5 Dias).
Sobra apenas essa dúvida - o que acontecerá? Que trunfo sairá da manga à última?
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29 de set. de 2008
Seguindo as pistas da Blue...
1. McCain e Obama vão votar favoravelmente o plano Paulson. Plano que alguem vai ter de pagar. O povo americano, claro;
2. McCain é repúblicano e obviamente ligado à administração Bush. Tem mesmo de aprovar o plano para que os estragos não sejam maiores;
3. Obama é o rosto da mudança. Afirma irresponsabilidade por parte do anterior executivo mas não vê alternativas ao plano.
27 de set. de 2008
Main Street
O debate de ontem entre Obama e McCain mostrou algo de fundamental para se compreender o espírito desta eleição. Apesar dos dois candidatos focarem a importância do povo nesta crise, eles usam meios diferentes. McCain é optimista e quer fazer acreditar que o sistema se vai reerguer. Obama transmite falta de confiança na banca e tenta proteger o povo. Ambos sabem que o sistema falhou e que houve abusos graves. Mas, só Obama parece querer deixar de acreditar na manutenção do sistema à custa dos contribuintes - uma Wall Street paga pela Main Street.
O Senador McCain, ao acreditar e transmitir esperança na reabilitação do mercado a partir do apoio do Estado com que o próprio concordou mostra cuidado ao povo americano e dá-lhes confiança na manutenção da sua vida, sem lhes aumentar os impostos. E isto é essencial para ganhar.
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5 de jun. de 2008
Vice-Presidente?
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4 de jun. de 2008
Virar a página
A missão destas primárias americanas está cumprida. O sinal de mudança está dado. Barack Obama ganhou uma luta pela capacidade e não pelo género, ou pelo menos naquilo que o seu discurso divergiu do discurso da Senadora Clinton. A América já fez o seu papel, o filme que empolgou toda esta situação como só sendo possível ali. É tempo de virar a página e começar a discutir o que realmente importa - politics.
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20 de mai. de 2008
Internacionalização
O primeiro post internacional da Sociedade é com um comício do Obama, domingo, em Portland. 75 mil e já só McCain no horizonte: começou a sério a campanha.
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