Vital Moreira é o candidato do PS às eleições europeias. Agora percebo o trabalho do lacaio...
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1 de mar. de 2009
26 de fev. de 2009
Não matem o anjo da guarda
A CGD comprou a Manuel Fino 9,58% da Cimpor por 305,9 milhões de euros, um preço 60 milhões acima do de mercado. No contrato a CGD acede ainda a uma futura recompra por parte de Manuel Fino o que a impede de movimentar as acções durante 3 anos. Se uns dizem que o negócio é ruinoso, já a Caixa diz hoje que é um negócio segundo as "práticas bancárias normais". A verdade estará, como sempre, no meio destas duas posições extremadas. Convenhamos que de normal a operação não tem nada. Imagine uma habitação sua comprada e à crédito a qual pegou fogo. O seguro vai se colocar de lado e o banco vai-lhe pedir uma renegociação pois os escombros não servem de garantia. Consegue imaginar um cenário em que o banco lhe fica com o que resta da habitação e paga os escombros com um prémio de 25%? Eu não... Por outro lado, a execução das garantias ou o "deixar andar" implicariam perdas significativas nas contas do Banco público algo que este tenta evitar a todo o custo. A apresentação de resultados é já daqui a um bocado e não se augura nada de bom. Este é só mais um caso em que a CGD se vê obrigada a tomar más decisões por força da cobertura de erros de terceiros, leia-se governo.
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20 de fev. de 2009
Da pequenez
Em todo o processo Qimonda, que é sem dúvida preocupante e que terá impactos graves na região e no país se não tiver um final feliz, é incrivel o papel reservado ao ministro Manuel Pinho. É certo que o Ministro da Economia, seja ele qual fôr, deve espalhar optimismo, enaltecer o bom trabalho e criar as condições necessárias ao investimento mas Pinho exagera. É precipitado, trapalhão e acima de tudo ingénuo. Havia, e há, muito pouco a fazer na Qimonda. Sendo certo que em Portugal não há investidores com envergadura suficiente para abarcar tamanho projecto fica claro de que tudo quanto possamos fazer se resume ao polo de produção Português, - grande (enorme mesmo) para nós, pequeno para a Qimonda. Prometer a sua manutenção, lançar optimismo não sustentado para no fim falhar - à semelhança de trapalhadas passadas (o fracasso Embraer está por horas) - são machadadas na confiança, cujo défice é mil vezes superior ao orçamental, já de si grande. Apelar a dEUS tambem não ajuda.
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19 de fev. de 2009
Muita parra, pouca uva
O QREN está parado. Sabe-se que quando voltar terá novas regras e não chegará para todos. Mesmo assim, o governo obriga altos quadros a uma roda viva de apresentações que por força das alterações a introduzir têm a mesma utilidade de um bicicleta sem pedais.
18 de fev. de 2009
Pois... (act)
Só por pura ingenuidade se pode acreditar que o pedido de opinião sobre os professores que não entrgaram os objectivos foi feita por "lapso" (link). A haver lapso é lapso de vergonha e de postura de um governo, à imagem do seu primeiro ministro, que se socorre de todas as artimanhas e truques sujos para manter a opinião públia controlada, numa altura em que ela começa a ferver. Este comportamento é vergonhoso e tem de ter um fim. Se tivessemos um Presidente da República...
(act): Só mais um exemplo.
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31 de jan. de 2009
Sampaio is back?
É público que não simpatizo com Anibal Cavaco Silva. Simpatizo ainda menos com o Presidente da República. Falta de carisma e cobardia são dois dos defeitos que lhe aponto. Para o país, é mais grave, muito mais grave, o segundo. O caso Freeport é disso prova. Cavaco escusa-se a comentar o caso dizendo apenas que este é um ssunto de Estado. Certissimo. Até aqui estamos de acordo. Mas exactamente por ser um assunto de Estado, da maior importância, é que exige uma tomada de posição de Cavaco Silva. Ou bem que diz que até prova em contrário Sócrates está inocente e legitimamente à frente do executivo, prestando-lhe assim o apoio institucional que Sócrates e o país precisam, ou bem que aceita as suspeitas como fundadas e dissolve a Assembleia convocando eleições antecipadas e acabando com este meio-estado que não é frio nem quente. Com esta postura Cavaco é responsavel pela manutenção de um constante estado de suspeição que nos desvia de questões fundamentais. Arrisca-se ainda a ver o seu comportamento comparado ao de Sampaio que manteve o governo de Santana em banho maria o tempo suficiente para a organização do PS (até podem ser coincidências mas a cronologia encaixa). Tenho dito várias vezes que mais do que liquidez, incentivos e apoios, o país, a Europa e o Mundo, precisam de confiança. Cavaco tem feito o contrário e isso só pode ser classificado como um péssimo serviço a Portugal...
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29 de jan. de 2009
Vergonhoso e só possivel nesta balburdia de governo
O Citius e o Habilus, sistemas informáticos onde são "carregados" os processos judiciais, está sob a alçada do Ministério da Justiça. Segundo um manifesto (notícia TSF) apresentado e subscrito por diversos magistrados, estes sistemas podem ser acedidos por funcionários do Ministério existindo inclusivamente, a hipotese de alterar o que nos processos e despachos está escrito violando o principio de independência entre poderes e o próprio segredo de justiça. Quero acreditar, quero mesmo, que esta sitação foi criada por pura incompetência e não deliberadamente. De uma ou de outra forma, a situação é grave e exige correção imediata, não dispensando o apuramento de responsabilidades.
28 de jan. de 2009
Jurista ou Ex-Ministro?
Ficamos sem saber se Freitas emite a sua opinião como jurista ou como ex-Ministro de Sócrates (Público).
26 de jan. de 2009
Da petulância
Um tipo que está sentado numa mesa de reunião com um futuro Primeiro-Ministro e não se lembra disso passados uns anitos, ou é muito distraído ou muito petulante. Ou não quer contar a história toda...
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23 de jan. de 2009
É tempo de parar de discutir números
Um jantar com amigos seguido de um copo com amigos e uma interminavel, e boa, conversa com amigos, fez com que o acordar fosse algo problemático. Ao pequeno almoço, substituí a meia-de-leite por um café, comi uma barra de cereais e rematei com um sumo de laranja. Estava quase recuperado, leia-se meio-morto porque afinal de conts hoje é sexta-feira, quando ponho os olhos neste artigo, onde Vitor Constâncio continua a debitar pérolas e a desdenhar de quem não concorda com os seus números. Números, discussão de números, números, concordância com números, números, discordância dos números. É tudo quanto temos feito, como é óbvio, eu incluído. Seja 0,8 como aponta o Governo, seja o 1,6 defendido pela Comissão Europeia, seja um qualquer número que Constâncio atira entre os dois primeiros números o dado essencial é a certeza de que Portugal, a Europa e o Mundo entraram em recessão e não se vislumbra que dela saiam tão cedo. É hoje dificil saber o número do tombo e quantificar perdas mas sabemos que elas são uma realidade. Vamos então discutir saídas e rumos e esquecer a quantificação - em números - da nossa desgraça. Um país que contrai 0,8, 1,6, ou qualquer outro número abaixo de zero é igualmente um país com a economia em colapso. Interessa quantificá-lo? Talvez, mas não hoje...
21 de jan. de 2009
O Estado e não só...
A acompanhar o corte de rating do Estado Português, está também a Parpublica, a holding responsável pelas participações empresariais desse mesmo Estado, - Portugal. As reformas deixadas a meio e a leviandade com que Teixeira dos Santos e José Sócrates, muito por força do compromisso eleitoral do último, levaram-nos a esta situação que nos coloca em paralelo com Itália e Chipre e acima da Grécia. Esta é a grande e unica conclusão que podemos tirar desta baixa de rating que vem ainda dificultar mais a resposta à crise pois todo o financiamento estrangeiro fica agora mais caro.
A Parpublica é aqui apanhava por arrasto e graças às últimas políticas de defesa da banca e conseuqentes aumentos de capital para tapar o buraco por elas criado. É o resultado de "salvaremos todos quanto pudermos" afirmado por quem não tem a minima ideia do que deve ser salvado e de quanto há, ou pode haver, para salvar.
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É a crise é...
“Seguramente que neste contexto o Governo não vai cumprir o seu objectivo de a economia portuguesa gerar 150 mil postos de trabalho. Seria algo de absolutamente espantoso que nos colocaria de certo como um exemplo único na economia mundial”
As frases são de Vieira da Silva e foram proferidas numa entrevista concedida hoje à TSF. Nela, deixa transparecer a ideia de que foi a crise que impediu este governo de atingir a meta (utópica logo à partida) e não a ineficácia das suas políticas. É bom lembrar que em inicios de Setembro, ainda antes do estoirar da crise, e a anos luz desta ser assumida pelo executivo, o emprego criado situava-se nos 100 mil postos. Ou seja, a um ano do fim da legislatura faltava um criar um terço do objectivo. Está bom de ver que se não fosse a crise (de costas largas) lá chegaríamos...
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da estranheza
Estranho que até ao momento ainda não tenha vindo nenhuma figura de proa, ou a própria líder do PSD queixar-se sobre o tempo de antena dado ontem a Barack H. Obama nos três principais telejornais da televisão Portuguesa, em detrimento do partido laranja...
20 de jan. de 2009
O partido dos ex's
Luis Filipe Menezes é ex-líder do Partido e não pára de pedir a cabeça de Manuela. Passos Coelho é ex-candidato a líder estando agora "ao lado" de Manuela mas contrariando-a a cada esquina. Manuela é a líder a prazo que tem de lidar com estes dois - e outros - militantes descontentes até às legislativas. Depois, bem, depois será ex-líder.
Permitam-me que arescente o nome do ex-ex-candidato à Câmara Municipal de Olhão, ontem apoiado pela estrutura local. Ou será que Manuela, a futura ex-lider vai fazer pevalecer a sua opinião e colocar Gonçalo Amaral na posição de ex-candidato a candidato?
15 de jan. de 2009
Olha quem fala, também
Francisco Assis reaparece na cena política, em ano de eleições. Não para falar da gestão do Porto, não para falar das mudanças na Europa, mas para falar... de Gaza (?!?).
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Beeing Marcelo Rebelo de Sousa
A comissão que investiga o BPN faz sentido?
Faz.
E o que é que vai investigar?
Nada.
Então mais valia não existir?
Não.
Acha que vale a pena?
Sim.
Para quê?
Para nada.
Acha que isso faz sentido?
Sim.
Mas quais serão os resultados dessa comissão de inquérito?
Nenhum.
Mesmo assim acha que deveria haver?
Sim.
Faz.
E o que é que vai investigar?
Nada.
Então mais valia não existir?
Não.
Acha que vale a pena?
Sim.
Para quê?
Para nada.
Acha que isso faz sentido?
Sim.
Mas quais serão os resultados dessa comissão de inquérito?
Nenhum.
Mesmo assim acha que deveria haver?
Sim.
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14 de jan. de 2009
Ministro das Relações Públicas
Todos sabemos e todos nos revoltamos com este tipo de comportamento mas a verdade é que ele ainda se vai traduzindo em votos e manutenção de poder pelas piores vias. Pedro Santos Guerreiro é um habitué neste tipo de denúncias. 2 minutos bastam...
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13 de jan. de 2009
Classificados
Oliveira e Costa foi autorizado pelo juiz a não falar. Ele próprio não quereria falar e se calhar alguns dos deputados que estavam na comissão de inquérito percebiam a agradeciam o silêncio e as suas razões. O banqueiro que poderá estar por detrás de uma das mais desastrosas gestões do erário dos seus accionistas, clientes e contribuintes pode ficar calado para não prejudicar a investigação do poder judicial (ou é o que presumo do que escreveu o juiz) mas, ao mesmo tempo, prejudicar a investigação do parlamento, do poder político e legislativo. O responsável directo ou distante, conforme as opiniões, pela injecção - num banco - de milhões de euros do contribuinte teve autorização para ficar calado. Estou aqui a conter-me o mais que posso para que a dignidade desta sociedade não seja posta em causa, acredito que todas as palavras feias que eu possa dizer estão na cabeça de todos os contribuintes que lêem estas linhas. Apenas fica uma pergunta, que caralho sabe o senhor Oliveira e Costa que não possa dizer aos deputados da Nação numa reunião que, recordo, foi à porta fechada? Um segredo de Estado? Iria revelar o nome de espiões? Iria indicar os locais onde os terroristas podem atacar? Iria... Os segredos de Estado são pior guardados que os segredos de uma pessoa que, apontam os indícios conhecidos, cometeu crimes? Eu não preciso de vociferar contra isto, acredito que estejam a pensar precisamente nos palavrões que me vieram à cabeça.
Links: I e II
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A confirmação
A coisa já tinha sido badalada quando a CGD viu negado o empréstimo de 1,5 mil milhões de euros. A ideia de que o Estado Português estava hiper-endividado e incapaz de garantir o que quer fosse. Hoje, surge a confirmação, ou a ameaça da confirmação como diria Sócrates, pela Standard & Poor's. As agências de rating andam na mó de baixo no que toca a credibilidade mas neste caso, parece-me que acertaram na mouche. Anda um tipo a poupar e a pagar as continhas para depois um megalónamo que se acha salvador meter o nosso nome na lama. Resta a consolação de estarmos na mesma trajectória de Espanha, ainda que ela esteja largos degraus acima.
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