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18 de fev. de 2009

Pois... (act)

Só por pura ingenuidade se pode acreditar que o pedido de opinião sobre os professores que não entrgaram os objectivos foi feita por "lapso" (link). A haver lapso é lapso de vergonha e de postura de um governo, à imagem do seu primeiro ministro, que se socorre de todas as artimanhas e truques sujos para manter a opinião públia controlada, numa altura em que ela começa a ferver. Este comportamento é vergonhoso e tem de ter um fim. Se tivessemos um Presidente da República...

1 de fev. de 2009

Contas rápidas

Comprar um apartamento a pronto pressupõe que tenhamos disponivel a verba necessária. Contas muito rápidas dizem que para um apartamento de 72 000 contos (assim foi escriturado) com um rendimento anual de 250€ (???) teremos de esperar 1440 anos - velhinha a Senhora não? - ou ter um filho querido...

31 de jan. de 2009

Sampaio is back?

É público que não simpatizo com Anibal Cavaco Silva. Simpatizo ainda menos com o Presidente da República. Falta de carisma e cobardia são dois dos defeitos que lhe aponto. Para o país, é mais grave, muito mais grave, o segundo. O caso Freeport é disso prova. Cavaco escusa-se a comentar o caso dizendo apenas que este é um ssunto de Estado. Certissimo. Até aqui estamos de acordo. Mas exactamente por ser um assunto de Estado, da maior importância, é que exige uma tomada de posição de Cavaco Silva. Ou bem que diz que até prova em contrário Sócrates está inocente e legitimamente à frente do executivo, prestando-lhe assim o apoio institucional que Sócrates e o país precisam, ou bem que aceita as suspeitas como fundadas e dissolve a Assembleia convocando eleições antecipadas e acabando com este meio-estado que não é frio nem quente. Com esta postura Cavaco é responsavel pela manutenção de um constante estado de suspeição que nos desvia de questões fundamentais. Arrisca-se ainda a ver o seu comportamento comparado ao de Sampaio que manteve o governo de Santana em banho maria o tempo suficiente para a organização do PS (até podem ser coincidências mas a cronologia encaixa). Tenho dito várias vezes que mais do que liquidez, incentivos e apoios, o país, a Europa e o Mundo, precisam de confiança. Cavaco tem feito o contrário e isso só pode ser classificado como um péssimo serviço a Portugal...

26 de jan. de 2009

Da petulância

Um tipo que está sentado numa mesa de reunião com um futuro Primeiro-Ministro e não se lembra disso passados uns anitos, ou é muito distraído ou muito petulante. Ou não quer contar a história toda...

22 de jan. de 2009

Estarão de saída?

Ventura Leite, deputado Socialista, a exercer o seu primeiro mandato na Assembleia - que pode coincidir com o último - teceu duras criticas à actuação de Mário Lino e Manuel Pinho, - noticia o Público. Inexperiente e negligente são os melhores adjetivos que encontramos na descrição da condução do processo de aquisição dos aviões Airbus. As criticas vêm agora de dentro o que debilita ainda mais a imagem dos dois ministros. E é aqui que a teoria da conspiração pode entrar.
Sócrates sabe que TGV e novo aeroporto são projectos muito discutiveis. Sabe também que Manuel Pinho e Mário Lino são chacota nacional variadas vezes. E sabe, melhor que ninguem, que as eleções legislativas se irão realizar numa conjuntura que não lhe é favorável. Se com este relatório Sócrates conseguir enterrar estes dois ministros, oferecendo-lhes por exemplo, um cargo na administração da Caixa ou na PT, consegue atrasar as obras faraónicas e deitar por terra uma das bandeiras do PSD. Consegue ainda um upgrade de imagem enorme num deputado eleito num circulo onde o PS só conseguiu eleger 8 dos 17 deputados.
Outra opção é crucificar Ventura Leite pelas verdades que disse, e não o colocar nas listas para as próximas legislativas. Perde-se um deputado que parece querer mesmo o bem da nação mas poupa-se uma reforma choruda...

21 de jan. de 2009

É a crise é...

“Seguramente que neste contexto o Governo não vai cumprir o seu objectivo de a economia portuguesa gerar 150 mil postos de trabalho. Seria algo de absolutamente espantoso que nos colocaria de certo como um exemplo único na economia mundial”
As frases são de Vieira da Silva e foram proferidas numa entrevista concedida hoje à TSF. Nela, deixa transparecer a ideia de que foi a crise que impediu este governo de atingir a meta (utópica logo à partida) e não a ineficácia das suas políticas. É bom lembrar que em inicios de Setembro, ainda antes do estoirar da crise, e a anos luz desta ser assumida pelo executivo, o emprego criado situava-se nos 100 mil postos. Ou seja, a um ano do fim da legislatura faltava um criar um terço do objectivo. Está bom de ver que se não fosse a crise (de costas largas) lá chegaríamos...

13 de jan. de 2009

A confirmação

A coisa já tinha sido badalada quando a CGD viu negado o empréstimo de 1,5 mil milhões de euros. A ideia de que o Estado Português estava hiper-endividado e incapaz de garantir o que quer fosse. Hoje, surge a confirmação, ou a ameaça da confirmação como diria Sócrates, pela Standard & Poor's. As agências de rating andam na mó de baixo no que toca a credibilidade mas neste caso, parece-me que acertaram na mouche. Anda um tipo a poupar e a pagar as continhas para depois um megalónamo que se acha salvador meter o nosso nome na lama. Resta a consolação de estarmos na mesma trajectória de Espanha, ainda que ela esteja largos degraus acima.

8 de jan. de 2009

Previsivel

No dia 3 de Novembro escrevia aqui no Sociedade, que o governo só conseguiria a concretização do orçamento de 2009 se Jesus Cristo descesse à Terra. Tal parece não vir a acontecer e o nosso perspicaz Primeiro parece já ter dado por isso. A apresentação deste orçamento não surpreende ninguem mas causa espanto no conteúdo. Apenas foram englobadas as medidas de incentivos do passado recente esquecendo a previsivel baixa radical na receita. Este não será portanto, o último orçamento de 2009. Tem assim razão a oposição quando fala em orçamento tardio e insuficiente pois este novo documento não passa de um remendo próprio de quem foca mais atenção na forma do que no conteúdo.

6 de jan. de 2009

Passados nem 3 meses...

... tudo muda.
Agora, Portugal já não vai crescer 0,6% e pode mesmo entrar em recessão. O nosso Primeiro já reconhece que Portugal não está tão bem quanto ele e os restantes meninos o pintavam. Aleluia, depois de diagnosticado o problema, ainda que com meses de atraso, está na altura de procurar - as verdadeiras - soluções.

30 de dez. de 2008

5 milhões é pouco

O tecto dos 5 milhões é curto. Bem vistas as coisas não dá para nada. 20 talvez, mas seguro seguro só mesmo 50 milhões. As obras deverão tambem ser todas propostas à Mota-Engil, com financiamento da Caixa, e só no caso destes dois players recusarem se porá a hipótese de entrega a outros. Parece-me tambem lógico que se acrescente 50% ao preço orçamentado para derrapagens e luvas. Ficamos logo prevenidos e "mais euros mais economia", pelo menos na óptica do Engenheiro. Estamos num lindo caminho estamos...

17 de dez. de 2008

Uma anormalidade digna de um anormal

idiotices que são de mais. Aumentar o capital social da CGD em mil milhões de euros depois de ter enterrado mil milhões no BPN só por manifesta falta de bom senso, vergonha na cara, e massa encefálica. Sócrates e cambada estão a brincar com fogo da mesma forma que uma criança incauta experimenta uma tomada. O descontentamento começa a crescer, a situação piora de dia para dia e como se não bastasse, ainda temos de levar com estes otários a desbaratar o nosso dinheiro e deturpar a livre concorrência. Assumam a merda que andam a fazer e paguem a quem devem. Se depois ainda vos sobrarem uns trocos metam-nos onde quiserem. Parem é de uma vez por todas com o gozo...
Peço desculpa pelo tom irritado mas acho que atingi o meu limite de paciência.

16 de dez. de 2008

Teremos petróleo barato depois de amanhã?

A carga fiscal sobre os combustiveis é brutal em Portugal, e faz-se notar na carteira de todos nós. Se retirássemos a componente fiscal continuariamos com um dos combustiveis mais caros da Europa na mesma é verdade, mas marginalmente, - bem longe dos 20 cêntimos que nos separam da vizinha Espanha. (A AdC disse-o hoje) Já o aqui escrevi e reitero, que um bom incentivo à economia seria uma baixa no ISP que para além da vantagem directa traria indirectamente um abaixamento no IVA pago na factura. Tal como o IVA, o ISP é um imposto cego e penaliza quem consome, milhões de Portugueses portanto. A sua redução teria um efeito transversal e bem mais notório que a patética baixa de IVA que numa grande maioria dos casos para o bolso de empresários "menos atentos". Sócrates e a restante equipa ministerial achou o contrário e decidiu mantê-lo intocável. À baixa do barril de petróleo e à sua manutenção abaixo dos 50 USD permitiu a onseuqente baixa nas bombas. O povo está contente e já podemos ir visitar a avó ao fim de semana novamente. Mas tudo o que desce sobe - não é bem assim mas faz de conta - e o petróleo não é excepção. Amanhã reune-se a OPEP e a possibilidade de cortar 2 500 000 de barris na produção diária é para levar a sério. Hoje, os mercados mantiveram-se estáveis, sem grandes descidas ou subidas. A partir de amanhã a verdade será certamente diferente e é bem provável que o petróleo "barato" tenha os dias contados e o Português volte a deixar o brinquedo na garagem.
Quando Sócrates disse que a qualidade de vida iria melhorar pela baixa da Euribor, da inflação e dos combustiveis achei ridiculo, até porque o seu contributo para tal foi 0 (zero), mas nada disse. Como sempre, espero pelos despistes nas curvas. Se o petróleo aumentar no futuro próximo, a culpa de Sócrates será nenhuma (0), mas exige-se, a bem da coerência, que se penitencie pelo sucedido.

7 de dez. de 2008

Do discurso e da metodologia

Para combater a crise que se instalou, as palavras de ordem parecem ser gastar, gastar e gastar. Colocar liquidez, inundar o mercado de moeda e esperar que ele reaja. Controlo de défice e inflação são palavras que caíram em desuso e o importante é agora estimular o consumo, quer público quer privado. O governo apresentou, e aprovou, um orçamento fortemente expansionista. Agora apresenta o plano para o sector automóvel, que mais não é do que a “compra” da manutenção de empregos até 2010, - certamente não será este o único sector a precisar de intervenção. Rigor, eficiência ou produtividade também já não são vitais na indústria. A prioridade é a maquilhagem, ainda que temporária, das deficiências do nosso sector produtivo à espera que, miraculosamente, a bonança regresse, - longe vão os tempos do choque tecnológico. Quando tal acontecer, Portugal estará igual a si próprio, obsoleto, desprevenido e fortemente endividado. Vivemos sempre no limiar e o suficiente parece sempre ser bastante. A inércia e a procura de soluções de não rotura colocam-nos numa faixa cinzenta que não reforma, esmorece ambições e paulatinamente, como gostamos, vai-nos afastando dos congéneres.
Os exageros cometidos hoje, serão pagos só amanhã. Sócrates tem razões para sorrir, nós… bem… nós… só mesmo para chorar.
Queria escrever um post a questionar o alto endividamento dos irmãos Martins e do "colosso" Martifer mas... o que saiu foi o que leram. Peço desculpa.

18 de nov. de 2008

As batalhas e a guerra perdidas

No trimestre onde o trabalho sazonal tem mais peso e onde tradicionalmente o desemprego diminui, Portugal conseguiu que ele aumentasse em 4 décimas face ao trimestre anterior. Sabe-se há muito que a promessa dos 150 000 novos postos de trabalho vai fracassar. Sabemos agora, que a tendência de criação se inverteu. Só falta mesmo saber a dimensão do fracasso.

3 de nov. de 2008

Sócrates vai ter de se converter...

De obstáculo em obstáculo até à derrocada final. Estas previsões são só mais um (I e II), outros virão certamente. Está bom de ver que a concretização orçamental em 2009 só acontecerá se Jesus Cristo voltar à Terra...

2 de nov. de 2008

Foi hoje anunciada pelo PM a nova maioria de 2009

Com o anúncio do pagamento das dívidas às empresas por parte do Estado, Sócrates mostra aré que ponto stá determinado em renovar a maioria em 2009. A medida, que toda a oposição temia vai mesmo avançar. Este pagamento em bloco não te precedentes e revela a coragem que outros não tiveram. O Governo Português reaje à crise com um Orçamento bastante generoso ao mesmo tempo que responde a um anseio de há muitos anos. Jorge Sócrates, o melhor produto de marketing do Século XXI em Portugal, encostou a oposição e reduziu-a à expressão mínima. Em tempo de crise é o único que valoriza. Não sou socialista e muito menos pró-Sócrates mas tenho de admitir que á muito não via respostas tão assertivas e tão pragmáticas. Aplaudo e aclamo.

1 de nov. de 2008

5 de out. de 2008

Assim de repente

Vinha a ouvir na rádio pequenas partes do discurso do 5 de Outubro do Presidente da República. De seguida ouvi as declarações de José Sócrates e só por pouco não tive um acidente de automóvel com o ataque de riso que me provocaram as declarações do Primeiro-Ministro. Começa a ser irritante a forma como este homem tenta. Ele tenta dar uma imagem positiva e clean de si. Ele tenta que o país acredite em si. Ele tenta acreditar nele próprio. Ele tenta ser Primeiro-Ministro.
O discurso de Cavaco era curiosamente a alertar para essas tentativas e outros malabarismos políticos.
Às vezes tenho vergonha da democracia em que vivo.