A estatistica é uma ciência objectiva mas um mesmo valor pode ser usado para fins antagónicos. Hoje, confrontado com os números do desemprego, Sócrates preferiu, até porque lhe dava mais jeito, falar na progressão homóloga. Há hoje menos desempregados, em percentagem, do que havia em igual período do ano passado. Isto é um facto e é inegável mas usar esta evolução para justificar o "bom trabalho" e esquecer a subida significativa no trimestre onde tradicionalmente o desemprego mais desce só pode ser manipulação de números. Este é um claro sinal de contracção nas contratações e o começo de uma onda de não renovações e despedimentos. Compreendo que o façam por motivos eleitoralistas mas quanto mais tarde assumirem a recessão mais perto estarão das eleições e é aqui que ponho em dúvida a estratégia que Sócrates e o governo escolheram, - esticar a corda ao máximo e esperar que rompa só depois das eleições. A conjuntura internacional parece não querer colaborar e os resultados positivos de agora, ainda que marginalmente, fazem prever a recessão para breve. Alimentar o discurso de que tudo vai bem só funciona no curto prazo e as más noticias às portas das eleições podem funcionar como bomba...
Mostrando postagens com marcador Desemprego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desemprego. Mostrar todas as postagens
18 de nov. de 2008
As batalhas e a guerra perdidas
No trimestre onde o trabalho sazonal tem mais peso e onde tradicionalmente o desemprego diminui, Portugal conseguiu que ele aumentasse em 4 décimas face ao trimestre anterior. Sabe-se há muito que a promessa dos 150 000 novos postos de trabalho vai fracassar. Sabemos agora, que a tendência de criação se inverteu. Só falta mesmo saber a dimensão do fracasso.
Arquivada em:
Desemprego,
economia,
José Sócrates,
Política,
Yuppie Boy
31 de out. de 2008
E estava à espera de quê?
Quem critica abertamente uma organização deve estar preparado para assumir as consequências. Deve saber que as suas declarações podem prejudicar a empresa. Deve saber que está a quebrar a relação de confiança que existe entre equipa. Ana Rita Cavaco podia ou não saber disto tudo.Pouco importa para o caso. Fez queixa à ministra e colocou o bom nome da empresa em jogo. Agora, Ana Rita Cavaco recebe o aviso de suspensão, enquanto decorre o processo disciplinar. Por ainda não ter sido emitida nota de culpa, continuará a ser remunerada. Depois do inquérito se verá, mas uma das hipóteses, e intenção da empresa, é o despedimento por justa causa. O processo é transparente e são de louvar comportamentos como este. Não se esconde o problema nem se o desloca. Corta-se pela raiz com frontalidade e determinação.
Assinar:
Postagens (Atom)