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21 de jan. de 2009

É a crise é...

“Seguramente que neste contexto o Governo não vai cumprir o seu objectivo de a economia portuguesa gerar 150 mil postos de trabalho. Seria algo de absolutamente espantoso que nos colocaria de certo como um exemplo único na economia mundial”
As frases são de Vieira da Silva e foram proferidas numa entrevista concedida hoje à TSF. Nela, deixa transparecer a ideia de que foi a crise que impediu este governo de atingir a meta (utópica logo à partida) e não a ineficácia das suas políticas. É bom lembrar que em inicios de Setembro, ainda antes do estoirar da crise, e a anos luz desta ser assumida pelo executivo, o emprego criado situava-se nos 100 mil postos. Ou seja, a um ano do fim da legislatura faltava um criar um terço do objectivo. Está bom de ver que se não fosse a crise (de costas largas) lá chegaríamos...

10 de dez. de 2008

Post pessoal (apesar de ter muito a ver com o que vamos postando por aqui)

Os trabalhadores não devem estar sempre a evocar a Lei do Trabalho - que deixem isso para os profissionais do trabalho. Devem, isso sim, conhecê-la bem e saber no que podem e não podem transigir. Também não devem estar sempre a evocar má-gestão dos gestores - deixem isso para os gestores da gestão. Devem, claro, ter noções de gestão... até para perceberem quando chegou a hora de abandonar o barco.

21 de nov. de 2008

Mais valia ter estourado tudo em mulheres e carros

América Areal ganhou o totoloto com a venda da Asa e então decidiu cumprir um sonho de criança: abriu a maior livraria do país (chuift...sgrunft :¨/). Como os outros estouvados que ganham o totoloto, Areal quis tudo em grande. Não foi um Ferrari nem uma casa em Cascais, mas uma livraria. A maior, claro. Que agora faliu. Se calhar teria sido preferível comprar uma casa no Algarve e um Ferrari, ou então gastar o dinheiro todo em prostíbulos. Pelo menos assim seria só ele a sofrer as consequências dos seus erros e não os colaboradores que contratou e as suas famílias. E estaria decerto mais satisfeito.

31 de out. de 2008

E estava à espera de quê?

Quem critica abertamente uma organização deve estar preparado para assumir as consequências. Deve saber que as suas declarações podem prejudicar a empresa. Deve saber que está a quebrar a relação de confiança que existe entre equipa. Ana Rita Cavaco podia ou não saber disto tudo.Pouco importa para o caso. Fez queixa à ministra e colocou o bom nome da empresa em jogo. Agora, Ana Rita Cavaco recebe o aviso de suspensão, enquanto decorre o processo disciplinar. Por ainda não ter sido emitida nota de culpa, continuará a ser remunerada. Depois do inquérito se verá, mas uma das hipóteses, e intenção da empresa, é o despedimento por justa causa. O processo é transparente e são de louvar comportamentos como este. Não se esconde o problema nem se o desloca. Corta-se pela raiz com frontalidade e determinação.

12 de set. de 2008

(depois d') a frieza dos números

urge acelerar o passo. Afinal, ainda faltam 50 mil empregos (qualquer coisa como um terço do que prometeu, Sr Sócrates).