A CGD comprou a Manuel Fino 9,58% da Cimpor por 305,9 milhões de euros, um preço 60 milhões acima do de mercado. No contrato a CGD acede ainda a uma futura recompra por parte de Manuel Fino o que a impede de movimentar as acções durante 3 anos. Se uns dizem que o negócio é ruinoso, já a Caixa diz hoje que é um negócio segundo as "práticas bancárias normais". A verdade estará, como sempre, no meio destas duas posições extremadas. Convenhamos que de normal a operação não tem nada. Imagine uma habitação sua comprada e à crédito a qual pegou fogo. O seguro vai se colocar de lado e o banco vai-lhe pedir uma renegociação pois os escombros não servem de garantia. Consegue imaginar um cenário em que o banco lhe fica com o que resta da habitação e paga os escombros com um prémio de 25%? Eu não... Por outro lado, a execução das garantias ou o "deixar andar" implicariam perdas significativas nas contas do Banco público algo que este tenta evitar a todo o custo. A apresentação de resultados é já daqui a um bocado e não se augura nada de bom. Este é só mais um caso em que a CGD se vê obrigada a tomar más decisões por força da cobertura de erros de terceiros, leia-se governo.
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26 de fev. de 2009
4 de fev. de 2009
21 de jan. de 2009
Do grande anúncio aos 30 milhõezitos
Os FIIAH foram uma das medidas mais badaladas do OE 2009. Sócrates e Teixeira do Santos disseram estar a apresentar a salvação para inúmeras familias e vaticinaram enormes sucessos para a medida. Foram longos meses a preparar a sua implementação que aconteceu ontem pelas mãos da CGD. Por muitas virtudes que estes fundos possam ter, e têm algumas, é importante dizer que é um produto de fim de linha, - implica a alienação da casa, obriga ao cumprimeto escrupoloso do contrato de arrendamento e pára a amortização de capital em divida e ainda existem dúvidas quanto ao preço a pagar na recompra caso seja essa a vontade do arrendatário. Do outro lado da balança, está a diminuição da despesa quer por força da inexistência de seguros e condominios quer pela amortização de capital (o que nem sempr pode ser compensatório - ver post) e o conforto de um contrato de "valor fixo". Para se tomar uma decisão objectiva e vantajosa, as contas são mais que muitas e os parâmetros imensos. A escassez de fundos da proposta da CGD poderá ser aqui positiva, na medida em que todos os processos serão analisados meticulosamente, tal como deixou antever o comunicado de ontem.
Mas deste anúncio ressalta uma conclusão óbvia. Estes fundos, na generalidade, não são vantajosos nem para a banca nem para o cliente e apenas podem ser aplicados numa pequena minoria, passe a expressão. E isto conclui-se pela ausência de fundos privados o que prova que não é aliciante entrar no negócio. Prova ambem que não é aliciante para o cliente pois se o fosse, seria consequentemente aliciante para a banca privada. Conclusão, mais uma vez tem de vir a Caixa limpar a borrada do Engenheiro e companhia...
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Yuppie Boy
20 de jan. de 2009
FIIAH no terreno
A Caixa Geral de Depósitos lançou hoje o seu Fundo de Arrendamento, que se insere na proposta inscrita no Orçamento de Estado como "Fundos de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional".
No comunicado é escrito que agora se segue o "trabalho com clientes para ver se é possivel e se é a mehor solução" o que antevê um estudo atento e personalizado de cada processo. Acrescentando que esta não será a melhor solução para todos os casos a CGD pretende difundir os 30 milhões iniciais do fundo por todo o território nacional. À partida o fundo parece curto pelo que, caso esteja interessado, deve acelerar a recolha de documentação e a apresentação da sua candidatura junto do banco.
Mais tarde, se o tempo me permitir, tentarei debruçar-me com mais atenção, ao Fundo agora criado.
Fica o link de um estudo (superficial) que fiz aqui no Sociedade que pode dar logo a indicação da vantagem ou desvantagem do Fundo no seu caso particular. Outras questões no Negócios.
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Yuppie Boy
27 de dez. de 2008
Só por ingenuidade podemos acreditar no acaso
A Parpública, empresa que detém as participações do Estado, e a Caixa Geral de Depósitos comunicaram no passado dia 23, parece que por volta das 21 horas, a constituição de uma holding que passa a controlar a Caixa Leasing e Factoring bem como uma participação nas Águas de Portugal. Ontem, a Parpública anunciou uma nova holding, que agrega EDP, REN e Quimiparque, entre outras. Não deixa de ser estranho que a super-máquina de comunicação deste governo tenha escolhido estes dias... ou terá sido propositado? Aguentará a CGD todos os disparates do engenheiro?
25 de dez. de 2008
Natal dos pobres
A CGD, o colosso da banca Portuguesa que não se sabe se detém ou é detida pelo Estado, "conseguiu" há dias um aval de mil milhões de euros. O Banif ficou-se pelos 50, sabe-se agora. Salom para uns, Castiço para outros...
17 de dez. de 2008
Uma anormalidade digna de um anormal
Há idiotices que são de mais. Aumentar o capital social da CGD em mil milhões de euros depois de ter enterrado mil milhões no BPN só por manifesta falta de bom senso, vergonha na cara, e massa encefálica. Sócrates e cambada estão a brincar com fogo da mesma forma que uma criança incauta experimenta uma tomada. O descontentamento começa a crescer, a situação piora de dia para dia e como se não bastasse, ainda temos de levar com estes otários a desbaratar o nosso dinheiro e deturpar a livre concorrência. Assumam a merda que andam a fazer e paguem a quem devem. Se depois ainda vos sobrarem uns trocos metam-nos onde quiserem. Parem é de uma vez por todas com o gozo...
Peço desculpa pelo tom irritado mas acho que atingi o meu limite de paciência.
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Yuppie Boy
20 de nov. de 2008
O círculo vicioso
A Caixa Geral de Depósitos pede ao Estado que avalize um empréstimo para a Caixa Geral de Depósitos poder pagar borradas e políticas do Governo. É quase um circulo perfeito não é? Quase, porque uns fazem a borrada e nós,... bem,... nós pagamos.
5 de nov. de 2008
4 de nov. de 2008
BPN II - a "nacionalização"
Cabe à CGD decidir o rumo do BPN. Cabe à CGD honrar os compromissos para com os clientes do BPN. Cabe à CGD indemnizar os accionistas (apenas os que não sejam constituidos arguidos no processo). Isto configura mais uma compra que uma nacionalização. A CGD é um banco público mas ainda assim, uma empresa. Que o Estado, por força da sua ligação ao banco público lá recrutasse os recursos humanos necessários, 100% de acordo. Que aproveitasse o know-how, 200%. Que fosse a CGD a financiar a "nacionalização", enos mal. O que me parece errado é o Estado entregar a uma empresa algo que supostamente havia nacionalizado.
O grosso dos problemas do BPN vêm das empresas pertencentes à SLN que sustentou, das megalomanias do seu ex-presidente e das dívidas contraídas por alguns accionistas. Estes três problemas, são à partida resolvidos com a necessária injecção de capital e afastamento dos culpados. O afastamento já havia sido tratado há uns meses atás com o saneamento de José Oliveia e Costa e restante matilha, falatava, ou falta, o capital. E é aqui que a história da "nacionalização" fica sombria. Ao contrário do que se diz, o BPN é um banco apetecivel com uma carteira de clientes muito especifica e que constitui uma mais-valia para quem o adquire. Compradores não faltavam. O que faltava era dinheiro para o comprar. O Estado é aqui o grande marionetista. Deixa cair, compra em saldos e dá de presente, - a CGD vai necessitar de aumento de capital para toda esta operação e está bom de ver quem o fará. Apesar de o presente não agradar ao menino Faria, mais apostado no mercado Espanhol e farto do pequeno rectângulo, é um presente gigante.
Antes da nacionalização existiam três vias: deixar cair, vender a retalho ou reerguer e vender. A mim parece-me que a 4ª é mais apeticivel, - reerguer ganhando mercado que a CGD não tinha, nem teria, e manter. Tudo isto, barato e pago pelo paizinho que somos todos nós.
9 de ago. de 2008
A Caixa que temos...
Só hoje tive oportunidade de ler a entrevista de Faria de Oliveira, cedida, ou pedida, ao Diário Económico. A entrevista seria à partida, uma clara resposta às declarações de António Borges também ao DE. Esta é uma entrevista completamente encenada. Tudo foi pensado e dito ao pormenor. Só numa resposta podemos ver mais de 20 valores e índices. Era sua missão defender-se do ataque de Borges e provar a relevância económica e sobretudo social da Caixa Geral de Depósitos. Refere os papeis importantes que a Caixa desempenha no desenvolvimento económico, no reforço da competitividade das empresas, na estabilidade do sistema financeiro nacional entre outros. Isto tudo na primeira resposta/parágrafo.
A partir do segunda/o, Faria de Oliveira retira a pele de cordeirinho e mostra as garras. Aparecem logo expressões como “reforçar o cross-selling”, afirmações do tipo “tornando a CGD o banco principal das melhores empresas” ou [almejamos] ”um resultado de 825 milhões de euros”. Fala ainda na aquisição de um banco de pequena/média dimensão em Espanha e na possível alienação de Zon e BCP. Tudo isto estaria bem se Faria de Oliveira não fosse precisamente o Presidente da Caixa Geral de Depósitos, o banco público de Portugal. Isto é discurso da banca privada que visa o sucesso empresarial e o lucro. Não podem ser objectivos e muito menos “guidelines” de um banco público. Sou forçado a concordar com António Borges. Se a Caixa não tem uma preocupação social e não é o garante das empresas e famílias de Portugal, então não existe razão para ter como único accionista o Estado Português. Privatize-se… ou repense-se.
A partir do segunda/o, Faria de Oliveira retira a pele de cordeirinho e mostra as garras. Aparecem logo expressões como “reforçar o cross-selling”, afirmações do tipo “tornando a CGD o banco principal das melhores empresas” ou [almejamos] ”um resultado de 825 milhões de euros”. Fala ainda na aquisição de um banco de pequena/média dimensão em Espanha e na possível alienação de Zon e BCP. Tudo isto estaria bem se Faria de Oliveira não fosse precisamente o Presidente da Caixa Geral de Depósitos, o banco público de Portugal. Isto é discurso da banca privada que visa o sucesso empresarial e o lucro. Não podem ser objectivos e muito menos “guidelines” de um banco público. Sou forçado a concordar com António Borges. Se a Caixa não tem uma preocupação social e não é o garante das empresas e famílias de Portugal, então não existe razão para ter como único accionista o Estado Português. Privatize-se… ou repense-se.
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