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20 de fev. de 2009

Presunção de inocência?

Quem? Quando? Como? Onde? O quê?
Não sei. Não me recordo. Nunca ouvi falar. Nunca estive com ele. Nunca falei com ele. Não assinei. Nunca vi o documento.
Assinei? Se assinei não me lembro.

14 de fev. de 2009

Um grave caso de amnésia e falta de vergonha

Os documentos que o Expresso publica hoje são mais um forte indicio das irregularidades em que o ex-ministro amnésico está envolvido. Dias Loureiro e o Bruxo-Mataduços foram sempre os rostos de uma sociedade e de um banco prósperos, que mesmo garantindo as melhores taxas do mercado configuravam um caso de sucesso. O tempo encarregou-se de provar que afinal o sucesso não passava de negociatas e favores com - e para - amigos sustentados pela massa depositada no banco da sociedade. Dias Loureiro é um “empresário de sucesso” e a sua fortuna ascende à classe dos milhões mas mesmo assim deveriam ficar-lhe gravadas na memória assinaturas para a compra de duas empresas por 75 milhões de euros. Para mais, o rotundo fracasso das duas tecnológicas Porto-Riquenhas não tardou e não acredito que alguém se dê ao luxo de esquecer tamanhos desaires. Mas o senhor diz que não e nós devemos acreditar na sua palavra, tal como o nosso crente Presidente, que nesta fotografia fica muito mal – estão a ver a boca aberta e a comer a fatia de bolo-rei?
A confiança que Cavaco mantém em Dias Loureiro só pode ter duas justificações que resultam de uma mesma raiz, - o medo. Ou Cavaco é cobarde e tem receio – como em quase tudo – de actuar por ferir os que o apoiaram simplesmente ou a situação é pior e Cavaco tem medo que o afastamento de Dias Loureiro levante poeira que ele quer ver bem debaixo do tapete. De uma ou de outra forma Cavaco está de rabo preso e limitado na sua acção até porque, e dando de barato que Dias Loureiro é inocente, não faz qualquer sentido ter um Conselheiro de Estado que afunda 75 milhões no Atlântico. Conselheiros destes dispensam-se… sejam culpados, sejam inocentes.

4 de fev. de 2009

Ainda o BPN

Depois ver isto, lembrei-me imediatamente disto.

28 de jan. de 2009

Não é voltar a bater no ceguinho...

... mas espanta-me, a sério que me espanta, que pessoas tão ingénuas e tão distraídas que nem saibam o que é seu e o que não é - talvez aqui resida a resposta - cheguem tão longe e alcancem tanto sucesso.

16 de jan. de 2009

Ainda a Comissão de Inquérito ao BPN

Ontem foi mais do mesmo. Ou melhor, desta vez o inquirido, Miguel Cadilhe, falou mas não disse nada. Pelo menos, nada que já não tivesse dito. A saber, total e inexplicavel falta de supervisão por parte do BdP, tentativa de compra do BPN pela CGD e posterior "compra" encapotada pela nacionalização. Valeu pelos scones...

15 de jan. de 2009

Beeing Marcelo Rebelo de Sousa

A comissão que investiga o BPN faz sentido?
Faz.
E o que é que vai investigar?
Nada.
Então mais valia não existir?
Não.
Acha que vale a pena?
Sim.
Para quê?
Para nada.
Acha que isso faz sentido?
Sim.
Mas quais serão os resultados dessa comissão de inquérito?
Nenhum.
Mesmo assim acha que deveria haver?
Sim.

5 de dez. de 2008

Espremido, este inquérito, dará ZERO

O CDS, que propôs inicialmente a comissão de inquérito ao BPN, quer saber se Vitor Constâncio esteve bem ou não no caso BPN. Já o PS, incomodado com a pressão sobre um ex-secretário geral prefere investigar as figuras laranja de toda esta história. Por outro lado, o PSD quer encobri-las ao mesmo tempo que cerca Constâncio e critica a nacionalização. Ao seu estilo, Bloco e PCP disparam em todas as frentes e querem "tudo preso". No meio de tantas e tão boas intenções, só por milagre obterão conclusões... e é assim mesmo que se quer um inquérito, - informação atrás de informação para se perceber e deslindar coisa nenhuma.

Ainda havia dúvidas?

Não vejo qual é o espanto numa má decisão de Dias Loureiro. As declarações e toda esta trapalhada do BPN provaram que ou Dias Loureiro é um gestor de trazer por casa que nunca deveria ter sido administrador ou um grande trafulha em pele de cordeiro. Um mix das duas não é hipótese a descurar.

3 de dez. de 2008

A modéstia fica-nos mal

A PGR voltou a investigar o BPN depois da Operação Furacão, depois do governador do Banco de Portugal ter entregue uma série de documentos do caso da Sociedade Lusa de Negócios, a 2 de Novembro. E deste post. A Liga de Clubes decidiu pedir em assembleia geral um reforço de competências para investigar os clubes quando se inscrevem na Liga Profissional para evitar casos como o do Estrela da Amadora. Hoje, três semanas depois deste post.

26 de nov. de 2008

BPN e o PSD

Mais dois: o padrão começa a aparecer. Mas atenção, isto é boca de quem só quer denegrir o PSD. Dias Loureiro é o caso mais visivel e como sabemos, Cavaco já lhe demonstrou toda a sua confiança. Precisamos de mais provas de inocência? Ou precisamos de investigar mais?

25 de nov. de 2008

Filhos e enteados

A grande diferença que separa o BPN do BPP é o camião TIR de ilegalidades que se praticavam no primeiro. De resto, os casos são muito parecidos, se não, vejamos.
Teixeira dos Santos diz que não há risco sistémico, e eu concordo, se o BPP falir. Já no caso do BPN, o Ministro julgou ao contrário, o que é no mínimo discutivel. E isto, pelas dimensões dos bancos em causa. Um representa 0,2% o outro, é um gigante e representa 2. Contas feitas, um tem direito a 45 milhões, o outro a 450 milhões mas há más linguas que falam em mil imagine-se. Tambem os depósitos separam as instituições, - se no BPP eles chegam por transferência, no BPN chegam tambem por depósito ao balcão. De qualquer uma das formas, é dinheiro do cliente, o tal individuo a quem Teixeira dos Santos prometeu garantias do dinheiro depositado, ou estou enganado?
As duas razões mais apontadas pelas auroridades para deixar cair o banco, têm toda a razão de ser mas o precedente BPN vem estragar as contas. Como não creio que o governo contrarie Vitor Constâncio, só posso concluir que afinal, o crime compensa e que o BPP vai ter de encontrar o seu caminho sozinho, - que ao que parece é mesmo a soluçaõ.

23 de nov. de 2008

De carro ou autocarro, o importante é chegar

A notícia já é de ontem mas só agora tive tempo para escrever as duas linahs seguintes. Já se percebeu que Portas quer voltar a ser governo. Num cenário de inconstância e de muitas dúvidas quanto ao rumo futuro, da economia e não só, a vitória do PS nas próximas legislativas, muito por culpa do PSD, parece certa. Quanto à maioria, as dúvidas são maiores e a degradação social e aumento da contestação ao executivo de Sócrates podem roubar alguns deputados. Portas já o percebeu e coloca-se equidistantemente em relação aos dois maiores partidos, com uma postura responsável e pró-activa fazendo o trabalho de casa. Esta comissão agora viabilizada é só mais um exemplo e mostra muito do que Portas quer para o "novo" CDS. Visibilidade, sentido de Estado e o ressurgimento como alternativa credivel. Veremos...

20 de nov. de 2008

As contas do golpe: 100 euritos mais subsidio de alimentação

Montou esquemas, burlou accionistas, deixou-se burlar, comprou, vendeu, trocou e fez com que um banco caísse. A factura vem com o número de contribuinte de nós todos e tem tantos zeros quantos os jogadores de futebol de uma equipa, qualquer coisa como 100 euros por português. A partir de hoje, e como se já não bastasse, o Sr vai começar a comer à nossa custa... De mau, só mesmo a vista.

14 de nov. de 2008

Tirem as vossas conclusões

Depois de abandonar o BPN constituiu duas empresas das quais é sócio maioritário. As duas empresas têm sede na cave do prédio onde Oliveira e Costa habita e não têm número de telefone registado.

12 de nov. de 2008

Prémio Constâncio Vitor para a nossa Segurança Social

Ao contrário do Governador do BdP e do presidente da Liga, há quem ande muito atento e bem informado. A nossa Segurança Social é um bom exemplo. Na altura em que pairava a nuvem sobre o BPN, sacaram 300 000 000€ dos cofres da instituição tornando a sua situação ainda mais precária. Agora, que a situação parece resolvida, depositaram 50 000 000€. Quando confrontado com estes movimentos, Vieira da Silva responde com "Não houve nenhum afluxo excepcional de dinheiro a esse banco, nem nenhuma retirada excepcional de dinheiro, foram contas que se iniciaram, que terminaram e, nessa altura, o dinheiro foi aplicado noutra conta ou para pagar prestações". Certo... nós acreditamos.
Ficam desde já as desculpas pelo "roubo" do título

Victor Constâncio, o homem de confiança

Tenha sido nacionalizado ou comprado, não importa para o caso, sabemos que é hoje a CGD que controla o BPN. O Banco estatal, um dos bancos mais alavancados da nossa praça e com um índice de Tier a rondar os 6% (as novas directivas recomendam 8%, valor já quase atingido por Santander, BCP e BPI) foi o escolhido para salvar o Titanic que José Oliveira e Costa criou. A salvação não se afigura fácil mas, e como já o escrevi, a ser conseguida, pode ser um bom negócio para a Caixa. Já para os Portugueses, vai ser um mau negócio de certeza, - a afectação da verba necessária ao saneamento do BPN, que vai ser paga pelo contribuinte de uma forma ou de outra, vai constrangir ainda mais os recursos para o financiamento de Investimento no momento em que ele é mais preciso.
Sabemos tambem que na génese de toda esta história, está uma Sociedade megalómana que colecciona quase tantas empresas, sabe dEUS em que estado, como irregularidades e um Banco, controlado por essa mesma sociedade. À semelhança da mãe, tambem a cria está pejada de irregularidades, - um balcão virtual e inúmeras operações no offshore de Cabo Verde são só dois exemplos.
A responsabilidade de toda esta tramoia é sem dúvida dos "donos" da SLN, principalmente de Oliveira e Costa, mas com um aval de "plenos poderes" por parte das Instituições a quem competia regular e fiscalizar. Neste campo, Procuradoria e Banco de Portugal ficam muito mal na fotografia passando uma imagem de incompetência brutal e deixando que tudo acontecesse bem debaixo das suas barbas. Mas o homem de quem se fala, Vitor Constâncio, está tranquilo e não assume qualquer responsabilidade, - é normal não regular e deixar andar para no fim "nacionalizar". Mas pior, é no fim, e no meio de queixas por falta de meios, vir anunciar os "prémios por denúncia" como solução para o problema... Estamos a brincar Dr Constâncio? A sua demissão de funções vai tão longe que até o trabalho de invetigação e regulação quer deixar para terceiros?

5 de nov. de 2008

Uma culpa poligâmica

É necessário não perdermos o norte. Nos últimos dias, o meu entusiasmo com a eleição americana foi grande. Mas é preciso assentar ideias e olhar à nossa volta. Temos um problema grave na democracia portuguesa.
Toda esta questão do BPN leva-me a uma pergunta muito simples: se o banco existe desde os inícios dos anos 90, se desde aí até hoje passaram cinco - 5 - executivos pelo governo português, digam-me como é possível que ninguém tenha dado conta do que se passava na referida instituição bancária? 
Ouço por aí comentadores nos media a dizer que toda a gente sabia do que se passava. Se assim é, se era do conhecimento público as negociatas do BPN, então responsabilize-se também politicamente quem devia ter detectado tais irregularidades. 
Estou no meu pleno direito de achar que o Estado mais uma vez demonstrou que não é uma pessoa de bem e que o regime está podre.

BPN III - a "compra"

Se calhar, o que escrevo aqui sobre a "nacionalização" do BPN faz algum sentido... Ora leiam lá isto.