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9 de fev. de 2009

Um PSD à imagem do país

As considerações que Marcelo Rebelo de Sousa teceu ontem sobre Manuela Ferreira Leite há muito que vêm sido escritas aqui na blogosfera. A Senhora não cativa e não consegue chegar ao eleitorado, repelindo-o até. Mesmo com o caso Freeport a manchar a imagem de José Sócrates e o governo PS, os Sociais Democratas não se conseguem aproximar (existe uma sondagem que aponta o contrário) e Manuela Ferreira Leite consegue mesmo perder popularidade. Parecem portanto chegados ao fim os tempos de liderança da dama de ferro onde já só se depositavam esperanças numa boa governação, que agora sabemos inatingivel, uma vez que já provou por todas as peripécias, gaffes e momentos falhados que não sabe fazer oposição. Sem Presidente, sem governo e sem oposição é fácil entender a estado em que nos encontramos.

28 de jan. de 2009

Finalmente o reconhecimento mediático

Dias Loureiro (link) e Sócrates (link) batem-se pelo destaque no Público online. O PSD finalmente, na ribalta.

20 de jan. de 2009

O partido dos ex's

Luis Filipe Menezes é ex-líder do Partido e não pára de pedir a cabeça de Manuela. Passos Coelho é ex-candidato a líder estando agora "ao lado" de Manuela mas contrariando-a a cada esquina. Manuela é a líder a prazo que tem de lidar com estes dois - e outros - militantes descontentes até às legislativas. Depois, bem, depois será ex-líder.

Permitam-me que arescente o nome do ex-ex-candidato à Câmara Municipal de Olhão, ontem apoiado pela estrutura local. Ou será que Manuela, a futura ex-lider vai fazer pevalecer a sua opinião e colocar Gonçalo Amaral na posição de ex-candidato a candidato?

6 de jan. de 2009

Da falta de coluna

"Preocupam-se mais com a reeleição do que com a governação prorpiamente."
Esta é uma expressão comum em discussões sobre política. Podia ser falsa ou sinónimo do bota-abaixismo de que o Primeiro fala mas não, é a mais pura das verdades. Um dos últimos casos gritantes, retirando os 31 567 do governo PS durante a passada semana, prende-se com a votação do orçamento de 2009 para Lisboa. Depois de classificar o referido orçamento como "tecnicamente errado”, “demagógico e eleitoralista” e que “agravará a situação económico-financeira da cidade”, o Presidente da Distrital de Lisboa pediu aos seus deputados para se absterem. Dizerem tanto mal quanto consigam mas no fim, no que verdadeiramente importa, abster-se, ficar calado, dar aval. O PSD está receoso de que um orçamento não aprovado abra portas à vitimização de António Costa e venha prejudicar Santana Lopes. Esta leitura até pode ser correcta mas a um deputado da Assembleia Municipal de Lisboa pede-se que defenda Lisboa e os Lisboetas, não um em particular. Se o documento é mau, devemos dizê-lo e agir em conformidade. Se o não fizermos, entramos no jogo, um jogo que nos devia envergonhar a todos sem excepção, - quer quem joga, quer quem, como eu, vê jogar.

10 de dez. de 2008

O projecto de resolução que podia ter passado mas não passou

Conclusão pessoal sobre uma tempestade num copo de água:
1. Os deputados sempre faltaram. Não é de hoje, nem de ontem e muito menos é um problema do PSD;
2. São maioritariamente as figuras de proa, com responsabilidades dentro dos partidos, que faltam e para a não justificação oficial há quase sempre uma desculpa plausivél;
3. Paulo Rangel esteve no plenário, é um facto (pelo menos, a acreditar na informação oficial disponivel). Portas da Assembleia tipo "saco de gelo" (entra mas não sai) seria uma forma criativa de obrigar todos os deputados a comparecer. De outra forma, não vejo como Paulo Rangel, e outros líderes, poderão controlar a sua equipa;
4. No seguimento da conclusão anterior, concordo plenamente com Ferreira Leite, quando diz que a responsabilidade é individual, ilibando Paulo Rangel. Veremos se depois se retirarão responsabilidades políticas, nomeadamente, nas listas para as próximas legislativas;
5. Marco António Costa, tinha de falar. A necessidade de protagonismo é tal que até um ponto de borboto no cachecol da líder é razão para critica;
Último e mais importante. Não é liquido que com toda a oposição no hemiciclo, os deputados do PS que votaram a favor, o fizessem. É fácil a critica quando inconsequente, - desresponsabiliza e permite o soltar do enfant terrible. Já ao contrário, quando a posição tomada influência a posição global a pressão é outra e o "ganha-pão" pode-se sobrepôr à razão.

27 de nov. de 2008

De pequenino...

Antes de Cavaco Silva foram 8 os líderes que ocuparam durante 11 anos a cadeira do poder no PSD. Depois do nosso Presidente, já lá vão 13 anos desde o abandono da liderança, foram apenas 7. Afinal, o PSD não é esse partido de convulsões como muitos dizem ser. Pelo menos, já o foi mais no passado.

26 de nov. de 2008

BPN e o PSD

Mais dois: o padrão começa a aparecer. Mas atenção, isto é boca de quem só quer denegrir o PSD. Dias Loureiro é o caso mais visivel e como sabemos, Cavaco já lhe demonstrou toda a sua confiança. Precisamos de mais provas de inocência? Ou precisamos de investigar mais?

19 de nov. de 2008

Sempre a defender a precariedade

O que mais irritou no discurso de Manuela Ferreira Leite, de suspender a democracia por seis meses, é que se percebeu o seu esquema mental. A ideia é fomentar a precariedade. Se ainda fosse contrato de seis meses renovável no seu termo, por três vezes, ainda vá lá. Agora assim... assim mais vale esta ditadura a recibo verde, que é passado aos nossos políticos sempre que há eleições.

inverse mode

Esta estratégia, aparentemente senil, de Manuela Ferreira Leite dizer no mínimo um disparate por dia, às vezes mais, pode dar os seus resultados. Se nos abstrairmos de partidarites e nos centrarmos só no discurso político, julgo que grosso modo gostamos da mensagem e percebemos o seu ponto de vista. Confiamos, votamos e aí estão eles a governar ou na assembleia a palrar, - trabalho, reformas e progresso para o país é que nada, zero. É aqui que o PSD pode encontrar o seu furo bastando para isso passar a mensagem, apesar de não ser fácil, de que a competência de um político é inversamente proporcional à sua lábia. MFL poderia não só ganhar, como ficar muito próxima da maioria.

18 de nov. de 2008

E na Madeira...

Não quero estar sempre a bater no PSD mas -- depois de me ter controlado em relação ao discurso da lavoura de Manuela Ferreira Leite e do aproveitamento que a ex-ministra da Educação tentou fazer do protesto dos professores -- creio que tenho o dever de o fazer: É um disparate o que diz Paulo Rangel, que o Governo anda a reboque da agenda do PSD, quanto mais não seja porque, parece óbvio, o PSD não tem agenda. E para um partido que não tem sequer agenda (quanto mais propostas alternativas conhecidas) é ainda maior disparate acusar o adversário (que pelo menos tem propostas e agenda) de desorientação.

Gostava de ver o indómito Paulo Rangel a quebrar o silêncio sobre a Madeira. Contra a claustrofobia democrática, isso mesmo...

14 de nov. de 2008

Da cegueira política

Manuela Ferreira Leite disse em Ourem, que "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite". Foi criticada por muitos mas tambem houve quem a defendesse. É legítimo que o façam mas não de forma ardilosa e batoteira:

13 de nov. de 2008

É esta a líder que o PSD e Portugal precisam?

Reconhecer e sinalizar o problema é um bom principio para a sua resolução. MFL já reconheceu o problema que o PSD tem na passagem da sua mensagem. Já quanto às causas, o diagnóstico parece bastante escasso. MFL, coloca sobre os media a responsabilidade por não passar notícias do PSD e vai mais longe, dizendo que "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite". Pode, desde logo porque é ela, e mais nínguem, a responsável pelo que transmite. Já, MFL é, ou deveria ser, a responsavel pela mensagem do PSD. Cabe-lhe encontrar a forma de a passar. Se o não consegue, como agora reconhece, não passa de figura de segunda linha e "cabeça", - lugar do qual, nunca deveria ter saído...

6 de nov. de 2008

Questão matinal?

O Pedro Passos Coelho já felicitou Obama?

4 de nov. de 2008

E agora, também devia estar calada?

A Dra. Ferreira Leite não se cala. E só para dizer inverdades e mesquinhices. A Dra. Ferreira Leite está a criticar o Engº Sócrates por que motivo? Não faz sentido, pois não? Nenhum! Se calhar devia falar em percentagens e números e resultados e taxas que é para os portugueses de primeira perceberem.

3 de nov. de 2008

Portugal vs. PSD 2009

Em conversa por telefone com o yuppie boy sobre a situação do BPN, com a qual ele se mostra tão surpreendido e indignado, vamos concordando acerca da trapalhada que tem sido todo o processo e da falta de seriedade dos seus protagonistas.
A meio da conversa e muito de fininho, matreiro e calculista como é seu apanágio, o rapaz sai-se com esta: "é a corja do Cavaco nestes cargos de gestão e a que nos governou".
Não é preciso apertar muito com ele para logo saírem os ataques ao partido de Cavaco Silva. Mas especialmente a este lote de pessoas. Pelo post sobre Ferreira Leite vemos isso mesmo. Mas já não o vemos a falar da miserável e populista entrevista que Paulo Portas deu a Ana Lourenço na Sic Notícias há uns dias.
Esta atitude de ataque ao PSD costuma vir da esquerda por problemas que eles têm de resolver e isso é lá com eles; coisas que têm que ver com complexos de insegurança e traumas de guerra. Mas quando ele vem da direita já sabemos qual é a fonte. Basta recuar e lembrar-mo-nos do Dr. Portas há uns anos enquanto foi director do semanário Independente - e depois a forma como se prestou a formar governo, aplaudida por yuppie que nessa altura não achava que havia corja alguma. A atitude vem daí. E o yuppie boy sente isso, que nunca poderia chegar lá. Mas como é do CDS por tradição, em vez de se resignar ataca. E ataca como? Colocando sobre um grupo de pessoas o título de "corja do Cavaco", como se o resto do país, que não fez parte dessa matilha, fosse um imenso mar de gente séria. Aliás, vemos isso pelos próprios militantes de topo do CDS.
Este complexo de inferioridade e esta pequenez de ver a política tem sido o pão nosso de cada dia na grande generalidade da opinião publicada. O que me leva a crer que não vamos ter uma campanha eleitoral normal. Será antes uma campanha anti-PSD, porque neste país só o PSD é que está mal; os outros estão todos bem, até o yuppie boy, que assobia para o lado quando o Dr. Portas fala no seu contacto com os cidadãos.
O problema destas análises espectaculares e críticas (moralistas, até) é que têm telhados de vidro. O problema é que o anonimato não revela isso. É tudo uma questão de honestidade.


31 de out. de 2008

A culpa é do "Magalhães"

Este orçamento está fadado a desgraça. Desde a entrega que se têm sucedido peripécias atrás de peripécias. Fica a ideia de que o orçamento de estado é tratado como um memo interno que só os estagiários devem ler. Só assim, se compreende a leviandade com que Sócrates e a sua equipa estão a lidar com todo o processo. Agora, é a peripécia do orçamento rectificativo. Prevê-se que o orçamento apresentado não consiga ser cumprido mas pedir a sua rectificação passadas duas semanas é obra. E mais, a rectificação pedida não o poderia ter sido feita da forma que o Governo tentou. Viram o PSD alertar para a ilegalidade e o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a ter de negar a rectificação, nesta altura, por esta configurar uma alteração de substância e não a correcção de um lapso ou gralha. É tempo do Primeiro e seus ministros deixarem as esplanadas e começar a trabalhar com o seu "Magalhães" nos seus escritórios...

30 de out. de 2008

O fim do mito

MFL afirmou ontem que governará com minoria. A Dra está à vontade para o dizer. Sabe que vai perder e que a única dúvida que ainda subsiste é sobre a maioria soicalista que corre o risco de acabar. Se assim acontecer, deverá ser pelo crescimento dos partidos mais pequenos e não pelo crescimento do PSD. Nos últimos dias, MFL tem feito asneira atrás de asneira e há já saudades do tempo em que não abria a boca. Há alguns dias, em entrevista à RTP, MFL dizia textualmente, "o Governo governa tudo para o público. Nós, queremos tudo para o privado". O privado rico, não o pé-de-chinelo dos 426€. Esse, como já é pobre hoje, não importa que fique pobre amanhã tambem. Assim, encetou uma luta feroz pelo não aumento do salário mínimo nacional, apesar de ontem já mostrar algum recuo e mudar o texto, ao mesmo tempo que acena bem alto a sua aprovação ao aumento da função pública, afinal de contas representam, directa ou indirectamente, 45% do eleitorado. Por estes dois discursos separados por tão poucos dias, nota-se logo a contradição e a política do "vai atrás" que tanto critica. O PSD é hoje um partido desligado eretalhado, porventura, até mais do que no passado anterior a MFL. Dá-se mais atenção às eleições fantasma do CDS do que à lidér da oposição. Houve tempos em que a culpa era da comunicação social ao escolher os destaques. Hoje, a culpa é da própria líder da oposição e de quem a elegeu.

29 de out. de 2008

Vergonhoso, MFL, vergonhoso

Manuela Ferreira Leite deve sofrer de autismo ou tem deficiências graves nas suas capacidades sensoriais. Nã vê a realidade do país, não ouve a realidade do país e pior, não sente a realidade do país. É obcecada por números e não consegue compreender que não é fácil viver com um salário bruto de 426€. Critica um aumento de 5,6% mas esquece-se de dizer que esse aumento se traduz em 24€ apenas. Preocupa-se, e deixa transparecer essa preocupação, com o patronato e esquece as classes mais desfavorecidas, usando um discurso puramente tecnocrata para suportar a sua opinião, - pessoas é palavra que não figura no dicionário da dama de ferro. Esquece-se que a motivação, e o bom ambiente familiar são factores fundamentais para o aumento da produtividade de um funcionário dentro da organização. Esquece-se porque o rendimento que aufere num mês é superior ao destes trabalhadores num ano, ou mais.
Bagão Félix sintetiza numa frase,
"Não gosto de discutir décimas, quando estou a falar de ordenados de 400 e poucos euros, vejo muita gente a discutir essas décimas, porque infelizmente não sabe o que é viver com esse dinheiro, eu também não sei, mas procuro ser humilde na minha resposta."
Sócrates, vai mais longe e fala em mesquinhez.

15 de out. de 2008

As 7 vidas do menino guerreiro

Parece que a comissão política distrital de Lisboa, do PSD, votou maioritariamente (ou quase por unanimidade, como diriam os populistas) a favor da candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara da capital.
Torna-se difícil dizer quantas vidas tem Santana Lopes ou até que ponto não tem sentido do real. A verdade é que Santana é mesmo um menino guerreiro, já que não foge do confronto político.
Muitas pessoas duvidarão da sua sobriedade ao atirar-se novamente para uma luta. Dirão até que Santana não sabe fazer mais nada. É possível que não saiba. No entanto, também é legítimo pensar que o homem acredita mesmo no seu potencial e nas suas capacidades políticas. Eu não desacredito. Bem sei que é mais fácil fazer aquela imagem de galã do Jet 7, de que o próprio é responsável, e uma imagem de incompetência baseada em pouca coisa. Mas o que é certo é que mais ninguém parece ter capacidade para disputar a CML com António Costa.
A Câmara Municipal de Lisboa é uma casa do tamanho do país e a eleição para a sua representação, além de mediática, envolve um grande arcaboiço político que Santana tem, indiscutivelmente.
Para a CML não são nada positivas estas investidas. A Câmara precisa de estabilidade, a cidade está um estaleiro, o turismo a aumentar substancialmente, o trânsito um caos, a administração uma confusão burocrática, as empresas públicas uma mixórdia sem sentido e é preciso uma resolução final. A candidatura de Santana vai levantar discussões de que a cidade não precisa e pouco colocará em causa a presidência de Costa, por um motivo simples: ir-se-á centrar no que Santana fez ou deixou de fazer.

4 de out. de 2008

He's alive, he's alive

Santana vai ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa. Vai travar uma batalha feroz com António Costa e o desfecho é imprevisivel. Já Manuela Ferreira Leite não tem igual sorte. Tem já a derrota garantida seja qual fôr o desfecho da eleição. Se PSL ganhar, é uma vitória pessoal e prova a importância que tem dentro do partido. Se PSL perder, perdem os dois e MFL fica ligada ao populismo Santanista que tanto critica.