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10 de dez. de 2008

O projecto de resolução que podia ter passado mas não passou

Conclusão pessoal sobre uma tempestade num copo de água:
1. Os deputados sempre faltaram. Não é de hoje, nem de ontem e muito menos é um problema do PSD;
2. São maioritariamente as figuras de proa, com responsabilidades dentro dos partidos, que faltam e para a não justificação oficial há quase sempre uma desculpa plausivél;
3. Paulo Rangel esteve no plenário, é um facto (pelo menos, a acreditar na informação oficial disponivel). Portas da Assembleia tipo "saco de gelo" (entra mas não sai) seria uma forma criativa de obrigar todos os deputados a comparecer. De outra forma, não vejo como Paulo Rangel, e outros líderes, poderão controlar a sua equipa;
4. No seguimento da conclusão anterior, concordo plenamente com Ferreira Leite, quando diz que a responsabilidade é individual, ilibando Paulo Rangel. Veremos se depois se retirarão responsabilidades políticas, nomeadamente, nas listas para as próximas legislativas;
5. Marco António Costa, tinha de falar. A necessidade de protagonismo é tal que até um ponto de borboto no cachecol da líder é razão para critica;
Último e mais importante. Não é liquido que com toda a oposição no hemiciclo, os deputados do PS que votaram a favor, o fizessem. É fácil a critica quando inconsequente, - desresponsabiliza e permite o soltar do enfant terrible. Já ao contrário, quando a posição tomada influência a posição global a pressão é outra e o "ganha-pão" pode-se sobrepôr à razão.

20 de nov. de 2008

Por falar em suspender a democracia

A FENPROF promete abandonar a reunião com a ministra da educação se nos primeiros minutos Maria de Lurdes Rodrigues não falar da suspensão da avaliação. Ontem, Mário Nogueira esteve reunido com o secretário de estado adjunto, mas saiu ao fim de 5 minutos.


Pois, estou vendo... como é que eles diziam na manifestação? "Não está em causa sermos avaliados"... Pois não, pois não. Ummm...

12 de nov. de 2008

Pintem um mural

A forma como sindicatos, oposição e media têm tratado a ministra da Educação é reveladora do que somos enquanto país e ajuda a aumentar o ambiente de crispação que, dizem sindicatos, oposição e parte dos media, é culpa da ministra. Claro que, como tenho a mania de ser do contra, e como está tudo contra ela... presumo que Maria de Lurdes Rodrigues terá alguma razão.

Vem isto a propósito do que uns grunhos de Fafe fizeram a bem do Estatuto do Aluno: atirar ovos contra o carro da ministra e o autocarro da sua comitiva. Nenhum dos alunos soube dizer o que contestava no Estatuto do Aluno e nenhum dos jornalistas quis saber. Ficaram os ovos, umas imagens que rendem e nenhuma reacção (até ao momento) de sindicatos e oposição.

Estavam à espera de quê?

Ah, e se são de Fafe dêem porrada, não atirem ovos.

25 de set. de 2008

Maria de Lurdes e os árbitros II

...ou um post sempre actual

Sócrates faz lembrar os árbitros que se esquecem dos cartões no balneário. Maria de Lurdes é o Paulinho Santos do governo é dá canelada atrás de canelada (esta é só mais uma). Se não há cartões, admoestação verbal...

Maria de Lurdes e os árbitros

Sócrates faz lembrar os árbitros que se esquecem dos cartões no balneário. Maria de Lurdes é o Paulinho Santos do governo é dá canelada atrás de canelada (esta é só mais uma). Se não há cartões, admoestação verbal...

23 de set. de 2008

Os primeiros

Os primeiros exemplares do Magalhães, o computador que vai revolucionar o nosso ensino básico, começam a ser entregues hoje. Entre Primeiro-Ministro, Ministros e Secretários de Estado contamos 12 paquetes. Daqui se conclui a boa saúde do país e o bom rumo que tomámos. A economia vai bem, a segurança já recuperou (afinal as memórias são de Agosto) e o Orçamento de Estado é só para Outubro. Dá bem para saírem de Lisboa e irem espalhar charme pelo Portugal profundo, que graças ao Engenheiro, já tem banda larga (movel e fixa).

16 de set. de 2008

Será que compensa o risco?

Esta história dos protocolos de descentralização de competências assinados entre Governo e Autarquias tem o seu q de Lehman Brothers. O risco é demasiado alto...

15 de set. de 2008

A nossa educação

Tirando os diários, é raro o jornal ou revista que leia no próprio dia da compra. Entre o carro, a mala do pc passando pela secretária ficam pousados alguns dias, alguns eternamente, até que lhes dê atenção. Com a reportagem da Sábado (sem link), a que aqui faço referência, não foi excepção e por isso, só hoje escrevo este post. Estranho que a blogosfera não se tenha debruçado sobre ele. Parece-me grave que usem manuais escolares para doutrinar pessoas. A História é uma ciência. Como tal, deve ser objectiva e factual, sempre que possível. Acho lamentável que se consigam encontrar excertos como os que aqui transcrevo e fico pasmado perante a falta de reacção do Ministério da Educação.
"Se, na URSS, a acção de Estaline provocou milhares de mortos e a deportação de milhões de pessoas para campos de trabalho forçado na Sibéria, nos EUA a perseguição aos suspeitos de simpatizarem com o Comunismo e de promoverem actividades anti-americanas transformou-se numa verdadeira 'caça às bruxas' que ficou conhecida por Maccarthismo" Texto Editores
a comparação é, no mínimo, brilhante
"O exército ZapatistA de libertação nacional é um movimento social que luta pelos direitos dos povos indigenas da América Latina. No México tem combatido pela libertação do povo de Chiapas. Os objectivos dos Zapatistas são: o fim da pobreza e da violência, o direito à terra, os direitos das mulheres, a preservação ambiental, aplicação da democracia e da justiça" Asa
em nenhum lado é dito que se trata de um movimento de guerrilha num país democrático
"A cimeira UE-África, realizada em Dezembro de 2007, aprovou uma estratégia conjunta para regular, a longo prazo, as relações entre os dois continentes a nivel económico e político e procurou garantir um maior respeito pelos direitos humanos" Texto Editores
esta só pode ter sido por encomenda

9 de set. de 2008

É este o caminho?

O Governo de José Sócrates decidiu atacar o insucesso escolar. Atitude louvável e sem dúvida contribuinte de uma das bases mais importantes para o sucesso de um país - a educação. Mas fê-lo da pior forma possível. Ajeitando os números e com propaganda. Dos computadores para todos, que serviram mais para dar computador novo a quem já tinha do que realmente a quem precisava, ao Magalhães para o básico, tudo foi usado por este nosso Governo tecnológico para esconder o problema. Mas a propaganda não conseguia por si só, esconder a estatistica que é pelos vistos, o único problema da educação em Portugal. Os alunos não estão mal preparados, os professores não sao maus, as condições são melhores que óptimas e os os pais estão comprometidos a ajudar. O problema é mesmo a avaliação que é rigorosa, exigente e implacável. Vai daí, menos conteúdos, menos exames, menos exigência et voilá, temos agora resultados fantásticos. Pergunto é de que nos servem estes "resultados". 

E é por tudo isto que ao ler noticias deste tipo, é mais a apreensão do que a esperança.

26 de ago. de 2008

A Educação que temos e que "queremos"

O Expresso do passado dia 23 de Agosto noticia o seguinte:

"Luís, 15 anos, já mudou várias vezes de escola e chumbou a oito das nove disciplinas curriculares do 6º ano de escolaridade. Só passou a Educação Física. Apesar deste resultado, passou para o 7º ano e está inscrito noutra escola vizinha. Aconteceu na EB 2,3 Vasco Santana, em Odivelas, e nao é caso único no país. Isto acontece porque o objectivo é dimimuir o número de repetências, aumentar os alunos com escolaridade obrigatória e garantir que jovens como Luís não saiam dos sitema educativo, com 15 anos, sem obterem os instrumentos básicos a ter uma profissão."
adaptei e deu qualquer coisa como isto,

"Luís, 15 anos, é um puto impecavel com queda para a brincadeira, parvoeira e alguma poeira. Já mudou várias vezes de escola e chumbou a oito das nove disciplinas curriculares do 6º ano de escolaridade. É evidente que Só passou a Educação Física. Apesar deste resultado, passou para o 7º ano e está inscrito noutra escola vizinha. - Livra!!! Deixou de ser responsabilidade nossa, confessa aliviado o Presidente do Conselho Executivo da Vasco Santana. Aconteceu na EB 2,3 Vasco Santana, em Odivelas, e nao é caso único no país. Isto acontece porque o objectivo único é dimimuir o número de repetências, aumentar os alunos com escolaridade obrigatória, nem que seja à força, e garantir que jovens como Luís não saiam dos sitema educativo, com 15 anos, sem obterem os instrumentos básicos a ter uma profissão. Mais quais instrumentos, se o puto chumba a tudo?"
Não consigo entender como é que medidas como esta fazem crescer o país. Não consigo mesmo... Mas devo ser eu.

20 de mai. de 2008

A ler por aí

O Luís Rainha acha que a frequência no ensino superior se faz por vocação. Um estilo de chamamento divino. "Vem meu filho, o Direito, a Lei, a Justiça chamam por ti". Não o fazia tão místico.