Começou o Boom, festival de "música" electrónica, que no fundo é uma boa desculpa para um grupo generoso de seres humanos ir abanar o capacete com a ajuda de uma mãozinha de ácidos, trips, rodas - o que lhe queiram chamar.
O problema é que estas trips causam efeitos drásticos na saúde das pessoas que as consomem. A minha sugestão é dedicarem-se ao jornalismo e apimentarem isso com uma obstinação qualquer pela perfeição do ser humano. Algo nietzschiano, portanto. Sigam o exemplo de Fernanda Câncio e viajem num mundo alucinado.
Ao longo dos tempos Fernanda Câncio têm-nos habituado ao seu narcisismo intelectual excessivo. Ela é que sabe, ela é que pensa, ela é que faz e os outros são todos ignorantes. Mais ou menos como os priores de pequenas paróquias no interior. Para esse efeito usa a ironia que os adolescentes, por norma, usam em relação aos mais velhos. Todos sabemos que os adolescentes têm um génio difícil que tende a superiorizar-se aos outros, especialmente aos mais velhos.
Nos últimos dias tenho prestado atenção ao blogue 5 Dias onde, entre outro batalhão de esquerdistas modernaços, escreve Fernanda, a Câncio.
Estou em crer que a senhora em questão não deixa de ser uma boa jornalista. De facto, não lhe conheço o trabalho jornalístico. Ao que dizem tem bastante qualidade. Como não sou cínico acredito.
Acontece que na opinião que por norma nos brinda, tanto nos jornais como na blogosfera, a senhora excede-se na apreciação de matérias que exigem, no limite, bom senso e pouca obstinação. Assim tem sido com as intervenções policiais da última semana, assim foi com a lei do tabaco e assim é invariavelmente em relação à sexualidade (feminismo, homossexualidade, etc.).
Como poderão constatar neste pedaço de arte, a Câncio consegue comparar o caso do assaltante morto em Campolide com o caso da criança morta ontem em Loures, depois do assalto a uma vacaria. Quando lhe chamam a atenção para o non sense da comparação, a senhora atrapalha-se, emenda, acrescenta uma adenda. Uma trapalhada. Tudo para manter a sua posição autista que a polícia usa irregularmente as armas que carrega, que é incompetente e que as instituições não servem para nada.
Fernanda Câncio acredita nisso como os junkies do Boom acreditam na beleza da alucinação que vão ter depois de uma Hoffman 2000, sem ter em conta aquilo a que alguns ainda temem que seja a realidade.
Não estou aqui para fazer juízos de valor, é certo. Mas Fernanda Câncio tem um problema com o seu ego e com a obstinação com que defende ideias que estão única e exclusivamente na sua cabeça. Uma legião de fãs segue-a, como acontece vulgarmente com os arrebitados que parecem comandar um pelotão de tontos. Mas não é isso que move a Câncio. O que a move é o seu ego, crescido sem razão.
Há pessoas que são altruístas, filantropos, que nesta condição nascem, que assim são educados, que não se esforçam para o ser. Nada nessas pessoas é forçado porque nada querem provar ao mundo. Em Fernanda Câncio tudo parece forçado porque tudo é excessivo, até o seu próprio escudo - a ironia. Forçar uma condição torna-se, então, evidente e o excesso revela que nada há ali de bom senso ou altruísmo, que tudo não passa de egocentrismo primário e suburbano, de certo modo. Há uma tentativa de provar que se é humanista, que se é saudável, que se é mil coisas mas sem qualquer naturalidade. Essa obsessão não é saudável porque não compreende a subjectividade do mundo, encara-o como um bloco (vimos isto nos Estados Totalitários e nos regimes ditatoriais, por exemplo) em que todos têm de ter comportamentos iguais, obrigatoriamente; o predomínio total do bem comum sobre a individualidade. Ora, nem eu que sou reaccionário acredito nisso.
A obstinação é, pois então, muito semelhante à dos junkies que enchem o corpo de químicos alucinogénios com a ideia de se divertirem ao som do boom boom boom festival, pela repetição e pela falta de naturalidade.
Com estas características Fernanda Câncio acaba por dar opiniões disparatadas e entrar em campeonatos onde não joga. Não tem a humildade de se retirar, de nem sequer avançar. Convence-se que tudo sabe. Confunde opinião com conhecimento. É excessivamente arrogante. É uma pena porque - ao que dizem, eu não sei - é uma boa jornalista. Só a conheço por aquilo que não é a sua especialidade.
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13 de ago. de 2008
11 de ago. de 2008
De quantas verdades se faz uma mentira?
Há algum tempo atrás um blogue, de seu nome Barnabé, acabou por causa de um libertário com fortes tendências para ditador. Esse ditadorzeco chama-se Daniel Oliveira e é hoje conhecido por aquilo a que alguns chamam "opiniões". Por vezes na televisão podemos vê-lo a falar de democracia e das maravilhas da divergência. Depois surpreendemo-nos quando o rapaz estrebucha por haver opiniões contrárias. Porque uma coisa é gostar da divergência e outra coisa é não aceitar ideia diferente.
Hoje, mal acordei e fazendo uma revista pela blogosfera, deparo-me com este panorama no 5 Dias. Um dos colaboradores parece não ter uma opinião coincidente com o resto da tropa. O que para muitos seria um sinal de diversidade e, como tal, uma prova de que o 5 Dias se desmarcava a passos largos dessa esquerda de pensamento totalitário; para outros é um desvio daquilo que é o próprio blogue, ou seja, do pensamento único que deve regrar todos os colaboradores.
Afoito, o carniceiro foi logo escrever um texto sobre esse opinador que estava a destruir os pilares da esquerda moderna - qual libertário institucionalizado - na tentativa de atingir todo o 5 Dias, tal como tinha feito no seu Barnabé (e aquele não lhe pertence). Já estamos a ver o grande defensor da diversidade nervoso e irritado como uma criança de 7 anos.
Agora é esperar para ver. Certamente que muitos dos colaboradores do 5 Dias não têm esta mentalidade do Daniel. Mas ao ver as reacções de Luis Rainha e Fernanda Câncio sabemos já que existe algum mau estar.
Era uma pena que um blogue de gente tão nova e com vontades tão democráticas se extinguisse por divergência de opinião. Mas quem lhes conhece a história já estaria, de certo modo, à espera.
Hoje, mal acordei e fazendo uma revista pela blogosfera, deparo-me com este panorama no 5 Dias. Um dos colaboradores parece não ter uma opinião coincidente com o resto da tropa. O que para muitos seria um sinal de diversidade e, como tal, uma prova de que o 5 Dias se desmarcava a passos largos dessa esquerda de pensamento totalitário; para outros é um desvio daquilo que é o próprio blogue, ou seja, do pensamento único que deve regrar todos os colaboradores.
Afoito, o carniceiro foi logo escrever um texto sobre esse opinador que estava a destruir os pilares da esquerda moderna - qual libertário institucionalizado - na tentativa de atingir todo o 5 Dias, tal como tinha feito no seu Barnabé (e aquele não lhe pertence). Já estamos a ver o grande defensor da diversidade nervoso e irritado como uma criança de 7 anos.
Agora é esperar para ver. Certamente que muitos dos colaboradores do 5 Dias não têm esta mentalidade do Daniel. Mas ao ver as reacções de Luis Rainha e Fernanda Câncio sabemos já que existe algum mau estar.
Era uma pena que um blogue de gente tão nova e com vontades tão democráticas se extinguisse por divergência de opinião. Mas quem lhes conhece a história já estaria, de certo modo, à espera.
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6 de jul. de 2008
Desprezível
Isto é muito mau! Não é uma piada, não tem sequer graça e não é um símbolo de liberdade, é um símbolo de falta de respeito. Não o respeitinho, mas aquele respeito que a esquerda exige dos outros em relação àqueles de quem julga ser defensora oficial. É uma falta de respeito democrático e uma mostra de falta de diversidade em relação aos católicos e a todos aqueles que discordam das suas posições. A esquerda acha que é irreverência. A experiência diz que é histeria e provocação adolescente que só pode ser reprovada.
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9 de jun. de 2008
As preocupações sociais de Fernanda Câncio
Não sei se a Fernanda Câncio já foi vítima de discriminação racial. Eu já fui. Pois é, Fernanda, também há discriminação racial com os "loiros e com os morenos" não sabia? O mundo é uma coisa fantástica, não é? Se calhar é tão fantástico que esta sua preocupação é completamente parva. Sim, não há outro nome. É parva. Completamente parva e fútil. Uma anormalidade, com todo o respeito que vossa excelência me merece. A mim chamam-me branco. Aos meus amigos chamo preto. Nenhum de nós fica ofendido porque no essencial respeitamo-nos e temo-nos como irmãos. O preconceito está na cabeça e na atitude, não nos nomes que lhe damos.
21 de mai. de 2008
Discos pedidos
É aproveitar agora que estamos em época de saldos legislativos.
E já agora, fale-se com um dos candidatos a candidato da oposição que ele anda lançado nas coisas da gente prá frentex.
Vejo que Matos Pires é uma defensora do instituto do casamento e que é atenta às coisas do Direito. Fico muito contente por ver gente que ainda acredita nestes valores.
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20 de mai. de 2008
A ler por aí
O Luís Rainha acha que a frequência no ensino superior se faz por vocação. Um estilo de chamamento divino. "Vem meu filho, o Direito, a Lei, a Justiça chamam por ti". Não o fazia tão místico.
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