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19 de nov. de 2008

inverse mode

Esta estratégia, aparentemente senil, de Manuela Ferreira Leite dizer no mínimo um disparate por dia, às vezes mais, pode dar os seus resultados. Se nos abstrairmos de partidarites e nos centrarmos só no discurso político, julgo que grosso modo gostamos da mensagem e percebemos o seu ponto de vista. Confiamos, votamos e aí estão eles a governar ou na assembleia a palrar, - trabalho, reformas e progresso para o país é que nada, zero. É aqui que o PSD pode encontrar o seu furo bastando para isso passar a mensagem, apesar de não ser fácil, de que a competência de um político é inversamente proporcional à sua lábia. MFL poderia não só ganhar, como ficar muito próxima da maioria.

18 de set. de 2008

AR

O debate de hoje sobre as alterações do Código de Trabalho revela uma coisa muito importante. O deputado Pedro Mota Soares é um actor miserável e um declamador inexperiente. De resto, mais do mesmo.

10 de set. de 2008

O jogo de sombras

O silêncio de Ferreira Leite não caminha sozinho, caminha lado a lado com os jogos de sombras do Partido Socialista. Assustado, ou preocupado com o futuro da nação - who can tell -  o partido solta os cães de fila em várias frentes a ver no que dá. Desta vez foi Paulo Pedroso a sair da toca - onde o Estado o enfiou e pela qual teve de pagar - para falar em bloco central.
Não sendo ainda muito clara a estratégia do partido que parece que governa Portugal a velocidade cruzeiro, é de desconfiar das boas intenções, sejam elas quais forem. Não nos esqueçamos que é a carreira de José Sócrates que está em jogo.

28 de ago. de 2008

Segurança

Assaltos a bancos, assaltos a bombas de gasolina, carrinhas de valores que explodem em plena Auto-Estrada, assaltantes alvejados mortalmente são agora cenas banais do nosso dia-a-dia. O Portugal pacato e tranquilo é já passado. E o pior, ninguém faz nada. Absolutamente nada. O maior partido da oposição pede a demissão do MAI num comunicado onde só critica a postura de Sócrates e nem mais uma palavra – tirando Aguiar Branco que gosta de aparecer. Sócrates nem se dignou responder nem reiterou a confiança em Rui Pereira. Não é necessário. Ninguém ouve o PSD mudo. Mais radical, a esquerda critica as forças da autoridade e ignora a estatística. Entre o lado fracturante e o lado da razão escolhem sempre o fracturante. Ainda assim, sempre foi o garante de meia dúzia de poltronas na Assembleia. Do outro lado da barricada, grita o MMS que num discurso medieval apela a mais prisões preventivas, trabalho para os presos, fim do cúmulo jurídico, entre outras. Já o PP preferiu tentar encurralar o governo. Com o pedido de convocação de uma reunião extraordinária da Comissão Permanente, que a maioria PS inviabilizou, consegue duas coisas: - passa a ideia de poder marcar a agenda política (o PS mostra abertura para debater o assunto com Rui Pereira presente na CP do próximo dia 9) e consegue sacar a Ricardo Rodrigues (vice da bancada socialista) a declaração que a seguir transcrevo: “Não entendemos que a situação que se vive no país seja de tal forma extraordinária que fundamente a convocação extraordinária da Comissão Permanente” que só vem provar a alienação da realidade e receio em discutir o tema por parte do PS.