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29 de jan. de 2009

O silêncio de MFL

peço desculpa mas não resisti...


Note-se a data de criação do twitter e a declaração de intenções. Possivelmente o twitter nem terá sido criado por ela. Se assim fôr fica só a piada...

16 de jan. de 2009

Um post à militantezinhos que têm a mania que têm piada (e que, às vezes, de facto, têm)

O timming e os temas da entrevista de Manuela Ferreira Leite mostram que ela está a tentar roubar espaço a Alberto João Jardim.

19 de nov. de 2008

Sempre a defender a precariedade

O que mais irritou no discurso de Manuela Ferreira Leite, de suspender a democracia por seis meses, é que se percebeu o seu esquema mental. A ideia é fomentar a precariedade. Se ainda fosse contrato de seis meses renovável no seu termo, por três vezes, ainda vá lá. Agora assim... assim mais vale esta ditadura a recibo verde, que é passado aos nossos políticos sempre que há eleições.

inverse mode

Esta estratégia, aparentemente senil, de Manuela Ferreira Leite dizer no mínimo um disparate por dia, às vezes mais, pode dar os seus resultados. Se nos abstrairmos de partidarites e nos centrarmos só no discurso político, julgo que grosso modo gostamos da mensagem e percebemos o seu ponto de vista. Confiamos, votamos e aí estão eles a governar ou na assembleia a palrar, - trabalho, reformas e progresso para o país é que nada, zero. É aqui que o PSD pode encontrar o seu furo bastando para isso passar a mensagem, apesar de não ser fácil, de que a competência de um político é inversamente proporcional à sua lábia. MFL poderia não só ganhar, como ficar muito próxima da maioria.

13 de nov. de 2008

É esta a líder que o PSD e Portugal precisam?

Reconhecer e sinalizar o problema é um bom principio para a sua resolução. MFL já reconheceu o problema que o PSD tem na passagem da sua mensagem. Já quanto às causas, o diagnóstico parece bastante escasso. MFL, coloca sobre os media a responsabilidade por não passar notícias do PSD e vai mais longe, dizendo que "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite". Pode, desde logo porque é ela, e mais nínguem, a responsável pelo que transmite. Já, MFL é, ou deveria ser, a responsavel pela mensagem do PSD. Cabe-lhe encontrar a forma de a passar. Se o não consegue, como agora reconhece, não passa de figura de segunda linha e "cabeça", - lugar do qual, nunca deveria ter saído...

4 de nov. de 2008

E agora, também devia estar calada?

A Dra. Ferreira Leite não se cala. E só para dizer inverdades e mesquinhices. A Dra. Ferreira Leite está a criticar o Engº Sócrates por que motivo? Não faz sentido, pois não? Nenhum! Se calhar devia falar em percentagens e números e resultados e taxas que é para os portugueses de primeira perceberem.

3 de nov. de 2008

Caladinha era uma Senhora

MFL optou pelo silêncio no início do seu mandato, dizem que a conselho do seu núcleo duro. Criou tabu e falava-se mesmo numa nova forma de fazer política. As palavras da Senhora seriam demasiado valiosas para serem desperdiçadas. Com isso, criou a moda e conseguiu mesmo marcar a agenda com os poucos temas que trouxe à baila. Não cativava eleitorado mas tinha o seu lugar. Os apoiantes desculpavam-se com o feitio reservado da lidér e os adversários começavam a acusar nervosismo por estarem a enfrentar algo que nunca tinham enfrentado, - o silêncio. Mas o ponto de inflexão na postura de Manela não demorou. De repente, o silêncio dá lugar ao populismo. Tira Santana da prateleira, onde nem conseguiu ganhar pó e lanço-o em Lisboa. Uma decisão no minimo discutivel que custou a MFL duras criticas, inclusive de pessoas que lhe eram chegadas, - JPP é só um exemplo. A necessidade de ter de explicar esta escolha e a discussão do Orçamento que entretanto começava forçaram a mudança de estratégia. Mais a mais, MFL podia agora brilhar com todos os seus conhecimentos na pasta das inanças. Pura ilusão. Foi cobeçada atrás de cabeçada. Desde a trapalhada do aumento da função pública, à oposição ao aumento do salário minimo passando pelas explicações duvidosas do custo inerente às medidas propostas pelo PSD. A última pérola foi encaixar declarações xénofobas enquanto falava de investimento público. A Senhora não é mesmo feliz e tudo corre pelo pior. Não são pois de estranhar artigos de opinião como o que hoje é publicado no JN. Para piorar as coisas, MFL comete gaffes atrás de gaffes no exacto período em que Sócrates arrancou em campanha para as legislativas e está em estado de graça, ou lá muito perto.

30 de out. de 2008

O fim do mito

MFL afirmou ontem que governará com minoria. A Dra está à vontade para o dizer. Sabe que vai perder e que a única dúvida que ainda subsiste é sobre a maioria soicalista que corre o risco de acabar. Se assim acontecer, deverá ser pelo crescimento dos partidos mais pequenos e não pelo crescimento do PSD. Nos últimos dias, MFL tem feito asneira atrás de asneira e há já saudades do tempo em que não abria a boca. Há alguns dias, em entrevista à RTP, MFL dizia textualmente, "o Governo governa tudo para o público. Nós, queremos tudo para o privado". O privado rico, não o pé-de-chinelo dos 426€. Esse, como já é pobre hoje, não importa que fique pobre amanhã tambem. Assim, encetou uma luta feroz pelo não aumento do salário mínimo nacional, apesar de ontem já mostrar algum recuo e mudar o texto, ao mesmo tempo que acena bem alto a sua aprovação ao aumento da função pública, afinal de contas representam, directa ou indirectamente, 45% do eleitorado. Por estes dois discursos separados por tão poucos dias, nota-se logo a contradição e a política do "vai atrás" que tanto critica. O PSD é hoje um partido desligado eretalhado, porventura, até mais do que no passado anterior a MFL. Dá-se mais atenção às eleições fantasma do CDS do que à lidér da oposição. Houve tempos em que a culpa era da comunicação social ao escolher os destaques. Hoje, a culpa é da própria líder da oposição e de quem a elegeu.

29 de out. de 2008

Vergonhoso, MFL, vergonhoso

Manuela Ferreira Leite deve sofrer de autismo ou tem deficiências graves nas suas capacidades sensoriais. Nã vê a realidade do país, não ouve a realidade do país e pior, não sente a realidade do país. É obcecada por números e não consegue compreender que não é fácil viver com um salário bruto de 426€. Critica um aumento de 5,6% mas esquece-se de dizer que esse aumento se traduz em 24€ apenas. Preocupa-se, e deixa transparecer essa preocupação, com o patronato e esquece as classes mais desfavorecidas, usando um discurso puramente tecnocrata para suportar a sua opinião, - pessoas é palavra que não figura no dicionário da dama de ferro. Esquece-se que a motivação, e o bom ambiente familiar são factores fundamentais para o aumento da produtividade de um funcionário dentro da organização. Esquece-se porque o rendimento que aufere num mês é superior ao destes trabalhadores num ano, ou mais.
Bagão Félix sintetiza numa frase,
"Não gosto de discutir décimas, quando estou a falar de ordenados de 400 e poucos euros, vejo muita gente a discutir essas décimas, porque infelizmente não sabe o que é viver com esse dinheiro, eu também não sei, mas procuro ser humilde na minha resposta."
Sócrates, vai mais longe e fala em mesquinhez.

9 de set. de 2008

É como ler as gordas nos jornais

Tal como Pedro Picoito também me parece que os críticos do discurso da líder do PSD não tentaram perceber o grosso do dito cujo, ou tampouco o leram. Ontem perdi uns minutos a ler as palavras da Dra. Ferreira Leite, e de facto é um bom discurso, um discurso essencialmente político, objectivo e feito com a segurança de uma oposição consciente e sólida, e não de uma qualquer tentativa de mediatização ou teatralidade típica das rentrées.
Há algo de assustador nas interpretações que se fazem das palavras. Talvez por ter sido educado a seguir princípios bem estruturados e definidos nunca me passou por ser mesquinho na avaliação daquilo que os outros dizem. No entanto, parece ser uma moda recolher frases à solta para se poder interpretar a seu bel-prazer o que os outros dizem. Por aqui tem sido uma constante, por exemplo.
É nesta deslealdade que se encontra uma das mais profundas razões para o descrédito. Os políticos, os críticos e todos os que se encarregam do comentário político não sabem discutir, não sabem entrar no campo de ideias. E o campo de ideias é muitas vezes, ou deveria ser essencialmente, o campo da filosofia. Sem a perspectiva filosófica a política não é sólida mas sim descartável. E deste modo é impossível crescer, desenvolver e estabilizar uma comunidade. O que todos sabem fazer é pegar em meia dúzia de frases soltas e destruir todo o contexto. O medo desse confronto político leva à mentira e a à falta de cordialidade. Alguns chamam a isto "o jogo da política". Mas a política não é nenhum jogo, é a vida de todos. Parece banal, não parece? Pois é.
Não quero estar a fazer previsões mas com um discurso assim, com trabalho diário e com uma bancada parlamentar bem dirigida o PSD tem hipótese de ganhar a força que perdeu por seu próprio demérito.

8 de set. de 2008

Das coisas reais

Não vi nem ouvi o discurso de Ferreira Leite na Universidade de Verão por manifesto desinteresse, diga-se. Nunca esperei muito dos discursos da rentrée política. São sempre vazios e desprovidos de oportunidade. O país parece que pára um mês (eu parei, pelo menos) e que anda a engolir em seco e a guardar para depois metralhar tudo nos primeiros dias de Setembro.
É evidente que o discurso de Ferreira Leite não ia trazer nenhuma bomba explosiva. Todos sabemos que a senhora não é de bombas explosivas. Sabemos também que o que a senhora disse e que o PS criticou, pela voz de Vitalino Canas, é verdade e que é preciso mudar. Mas o PS também não tem muito mais a dizer.
A Dra. Manuela Ferreira Leite tem feito discursos puramente políticos. Torna-se constrangedor o silêncio em relação a matérias específicas. Mas, de que vale estar agora a falar como se se estivesse a contar novidades um mês depois dos acontecimentos?
O que mais gosto de ver é a fúria com que estrebucham os seus "adversários" sempre que ela se mexe - sejam internos, sejam externos. Ainda a procissão vai no adro.

19 de ago. de 2008

Vai-se a ver...

Noticias como esta, deixam-me sempre intrigado. Não era MFL a salvadora e unificadora do PSD? O que é que terá levado Jardim a mudar tão rapida e radicalmente de ideia?

29 de jun. de 2008

O chinelo dos intelectuais

Uma familiar afastada fala sobre política, provavelmente influenciada por Menezes estar a almoçar ali ao lado. "Estava tudo mal no PSD", ouvi quando não consegui já que a minha atenção se focasse noutro ponto qualquer (tinha acabado de decorar os preços de todos os pratos do restaurante). "Agora pode ser que com a Manuela Ferreira Leite as coisas melhorem", alguém lhe tentou prometer e antes que a senhora que dizia coisas mais ou banais mas por isso acertadas retorquisse fosse o que fosse, perguntam-me, "não achas, Justiceiro, que as pessoas vão gostar dela?" "Se não se lembrarem que foi ela que aprovou o número do funcionários públicos e do que ela fez como ministra da educação, talvez consiga tirar a maioria ao Sócrates", disse, se calhar com exagero de confiança. Bem, saiu o discurso tudinho: A crise, a Europa, a Maria de Lurdes Rodrigues, o Mário Lino, a licenciatura, a Casa Pia, o apertar de cinto... percebi que a senhora era afinal do PSD. Uma elitista, mas do PSD. E antes de me conseguir concentrar em decorar os números de telefone do telemóvel depois de ter simulado a chegada de uma sms ainda a ouvi destratar, com nomes que nem eu uso, a ministra da educação. Mas o almoço foi bom, também falamos de doenças.

24 de jun. de 2008

Ainda à espera de alternativas de MFL

De facto, porque insistir tanto com as ligações ferroviárias e tão pouco com as auto-estradas?

Lugares comuns

Ver telejornais e formular juízos rigorosos de certas situações pode ser um erro. É isso que acontece a quem, por norma, recorre ao lugar comum para opinar sobre algo que no fundo acaba por desconhecer profundamente. É isto que faz, por exemplo, as conversas de café, os especialistas de medicina tradicional e os advogados do fino. Toda a gente tem sempre algo a dizer e muito devido à televisão, ou ao minuto e meio de informação sobre temas bem mais complexos que isso. Não é mau. Mas o comodismo faz com que aqueles que devessem ser mais esclarecidos formulem juízos banais e errados.
Fica esta ideia provada com as opiniões acerca do último congresso do PSD, vindas de lés a lés. Todos tentam diminuir e caem no lugar comum, no "está na mesma", "este PSD é igual ao PS", "Ferreira Leite é igual a Sócrates". Felizmente eu vi o congresso e alguns discursos na integra e posso dizer que fico espantado como alguém conseguiu ver um congresso completamente diferente. Só assim se justifica que a informação recebida seja tão díspar.
Ou é isto ou então não sabem o que dizer. É claro que alguns, quando lhes cheirar a tacho, vêm de prato na mão para comer. O que estão a ver é que se calhar não vai haver, por isso esta crítica de vão de escada segue-se nos próximos tempos.

Que alegria, o vizinho da esquina pagou as contas do mês ao dia 25

Rui Rio considera "positivo" que o Governo reaja às declarações da nova líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, sobre as obras públicas. Para o presidente da Câmara do Porto, o facto de o ministro Mário Lino ter perguntado [(c)] quais os investimentos que MFL considera superfluos é um sinal da revigorante mudança na Oposição!

22 de jun. de 2008

Social Democracia



Um discurso verdadeiramente social-democrata - sólido, abrangente, universal. Uma mensagem de mudança e de preocupação. Enfim, o que dizer? Um discurso sério e que mostra um rumo. Fica por mostrar um plano objectivo para governar Portugal. Com tempo.
Ficamos à espreita, senhora doutora.

20 de jun. de 2008

Começou o congresso

O Congresso do PSD começou com um discurso da presidente do partido, Manuela Ferrrrrrrrrrzzzzzzzzzzzz

glurp, desculpem

a presidente do PSD continua o discursssssssssssssszzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

3 de jun. de 2008

Tendências da nova estação

Estas últimas semanas têm sido muito intensas e engraçadas, no que à política diz respeito.
Surgiu uma moda qualquer de pedir ideias aos políticos, coisa nunca antes vista. Se bem me lembro, a única pessoa que dá normalmente ideias é Garcia Pereira. Ideias não lhe faltam.
Mas esta moda pegou à direita, e da esquerda para a direita, e da direita para o centro-direita, que é mais ou menos aquilo que nós conhecemos das ideologias dos nossos partidos. Desde então, a ideia das ideias tem sido o mote de toda a questionabilidade democrática. Quem não tem ideias não tem condições para ser líder de um partido - dizem. Que esta mania, se assim lhe posso chamar, venha da esquerda não me admira. Mas é no centro-esquerda e direita que mais me assusta este súbito interesse pelas ideias.
O Professor Cavaco Silva nunca deu uma única ideia. O Engº Guterres nunca deu uma ideia, o Dr. Durão Barroso teve sorte e nem precisou de se preocupar com ideias. Se algum deles deu ideias, nos últimos 20 anos, ninguém se lembra certamente. A sua passagem pelo governo foi política. O que é que isso significa? Eu explico. Significa não fazer ideia do que se vai herdar, avaliar dossiers e a partir daí trabalhar com aquilo em que se acredita que é o melhor caminho e conforme agrade aos mais próximos (favores, interesses, etc., etc.). Vejamos... exacto, Sócrates também.
De repente, um medo invadiu parte do eleitorado que começou louco a pedir ideias. "Vem aí Ferreira Leite. Só pensa em Finanças". Curiosamente há 30 anos que não se fala de outra coisa que não de Finanças, com alguns períodos em que falamos de "cenas sociais bué importantes". Mas, se calhar Ferreira Leite é um perigo.
Talvez eu entenda que seja um perigo para os liberais do norte que assumiram o caciquismo dos seus queridos companheiros, das suas distritais e concelhias, como um bem para a região. Talvez eu entenda, até, que seja um perigo para os teóricos universitários que vivem deslumbrados com números. Talvez seja um perigo para quem apenas quer achar que é um perigo - pelo cheiro, sei lá. Entendo tudo isso.
Mas o que eu sei é que Ferreira Leite é uma política igual a todos os outros que deixámos que nos governassem (excepto PSL que não deixámos coisa nenhuma). Falta-lhe apenas alguma técnica de debate directo.
Num momento de crise é alguém que tem os pés na terra e não anda a viajar pela sua brilhante cabeça cheia de conceitos económicos e ideias. Conhece e sabe da poda. Não precisa de ideias para nada, vai perder como os outros. No entanto, vai pôr ordem na oposição.

28 de mai. de 2008

Meu caro Justiceiro,

Tenho muita pena que não tenha acompanhado o debate de hoje na Sic. Gostava muito que tivesse assistido a um momento único de televisão e da política portuguesa que foi este:
- Fui eu que lancei o debate sobre as preocupações sociais. (Manuela Ferreira Leite)
- Ó valha-me Deus! Ó valha-me Deus! Valha-me Deus! (Patinha Antão)