Para o bem e para o mal, Santana Lopes é feito de borracha.
Essa é que é essa.
Mostrando postagens com marcador Santana Lopes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santana Lopes. Mostrar todas as postagens
22 de dez. de 2008
E eis que (res)surge Santana
Helena Roseta já não é do PS, não quer saber do PS e - com possível prejuízo para os estes últimos - não é muito bem tratada pelo PS.
Aqui em Lisboa, onde resido e voto, sem coligações e sem surpresas, Helena Roseta garante, pelo menos, 10% da votação autárquica, incluindo votos de "não alinhados" e apreciadores da independência na função da vereação.
Do PS já lhe pisaram os calos, já lhe chamaram lírica, já menosprezaram a democracia participativa, sem receios e medições de consequências. Aqui continuam a colá-la a Alegre quando, apesar de tudo, ali os dois não se confundem. O partido da maioria absoluta, aquele dos tiques da autocracia, poderá bem estar a meter-se num buraco maior que as próprias eleições autárquicas, se continuar a chatear a Arquitecta. Senão vejamos:
(i)As eleições autárquicas precedem as eleições legislativas.
(ii) Cavaco, ainda que balizado pela crise económica, deverá (tentar) ripostar em Sócrates essa tal "afronta" dos Estatutos Político Administrativos. Levará ainda algum tempo, é certo. Mas será com a frieza que o caracteriza e bem mais próximo da hora da verdade (quatro a cinco meses antes das eleições legislativas).
(iii) Ainda que a escolha de Santana não seja umbilicalmente ligada a Manuela Ferreira Leite, uma vitória do anterior não deixará de criar a imagem de "ressurreição" daquele que, ultimamente, é caracterizado pelo partido aos bocados.
O flavour of the month na política autárquica lisbonense - com a projecção nacional que poderá granjear - é, pois, o seguinte:
Terá o PS já pisado o risco o suficiente para Helena não querer nada com Costa e borrifar-se para uma suposta "responsabilidade" pela eleição de Santana?
Tem a palavra Roseta.
Aqui em Lisboa, onde resido e voto, sem coligações e sem surpresas, Helena Roseta garante, pelo menos, 10% da votação autárquica, incluindo votos de "não alinhados" e apreciadores da independência na função da vereação.
Do PS já lhe pisaram os calos, já lhe chamaram lírica, já menosprezaram a democracia participativa, sem receios e medições de consequências. Aqui continuam a colá-la a Alegre quando, apesar de tudo, ali os dois não se confundem. O partido da maioria absoluta, aquele dos tiques da autocracia, poderá bem estar a meter-se num buraco maior que as próprias eleições autárquicas, se continuar a chatear a Arquitecta. Senão vejamos:
(i)As eleições autárquicas precedem as eleições legislativas.
(ii) Cavaco, ainda que balizado pela crise económica, deverá (tentar) ripostar em Sócrates essa tal "afronta" dos Estatutos Político Administrativos. Levará ainda algum tempo, é certo. Mas será com a frieza que o caracteriza e bem mais próximo da hora da verdade (quatro a cinco meses antes das eleições legislativas).
(iii) Ainda que a escolha de Santana não seja umbilicalmente ligada a Manuela Ferreira Leite, uma vitória do anterior não deixará de criar a imagem de "ressurreição" daquele que, ultimamente, é caracterizado pelo partido aos bocados.
O flavour of the month na política autárquica lisbonense - com a projecção nacional que poderá granjear - é, pois, o seguinte:
Terá o PS já pisado o risco o suficiente para Helena não querer nada com Costa e borrifar-se para uma suposta "responsabilidade" pela eleição de Santana?
Tem a palavra Roseta.
Arquivada em:
Autárquicas,
Lisboa,
Santana Lopes,
zé gato
15 de out. de 2008
As 7 vidas do menino guerreiro
Parece que a comissão política distrital de Lisboa, do PSD, votou maioritariamente (ou quase por unanimidade, como diriam os populistas) a favor da candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara da capital.
Torna-se difícil dizer quantas vidas tem Santana Lopes ou até que ponto não tem sentido do real. A verdade é que Santana é mesmo um menino guerreiro, já que não foge do confronto político.
Muitas pessoas duvidarão da sua sobriedade ao atirar-se novamente para uma luta. Dirão até que Santana não sabe fazer mais nada. É possível que não saiba. No entanto, também é legítimo pensar que o homem acredita mesmo no seu potencial e nas suas capacidades políticas. Eu não desacredito. Bem sei que é mais fácil fazer aquela imagem de galã do Jet 7, de que o próprio é responsável, e uma imagem de incompetência baseada em pouca coisa. Mas o que é certo é que mais ninguém parece ter capacidade para disputar a CML com António Costa.
A Câmara Municipal de Lisboa é uma casa do tamanho do país e a eleição para a sua representação, além de mediática, envolve um grande arcaboiço político que Santana tem, indiscutivelmente.
Para a CML não são nada positivas estas investidas. A Câmara precisa de estabilidade, a cidade está um estaleiro, o turismo a aumentar substancialmente, o trânsito um caos, a administração uma confusão burocrática, as empresas públicas uma mixórdia sem sentido e é preciso uma resolução final. A candidatura de Santana vai levantar discussões de que a cidade não precisa e pouco colocará em causa a presidência de Costa, por um motivo simples: ir-se-á centrar no que Santana fez ou deixou de fazer.
Arquivada em:
Casca de Carvalho,
CML,
Política,
Portugal,
PSD,
Santana Lopes
21 de set. de 2008
Ainda os jornais
Depois de ler a notícia do Público e ver os destaques dos outros jornais, fica claro quem é o alvo a abater com a história da atribuição de casas pelo CML. Os arguidos são Helena Lopes da Costa e Miguel Almeida, ex-vereadora e de Santana Lopes respectivamente, aquando da presidência da CML. Estranhamente, ou não, o único não arguido é único que vê o seu nome nas gordas. Afinal, basta o anúncio de uma possível candidatura para colocar tudo em polvorosa. Menezes pediu um congresso extraordinário e Passos Coelho passa os dias a aconselhar a líder. Ninguém lhes liga. Um caiu no ridículo e o outro aproxima-se perigosamente. Já Santana, não abre a boca e conquista um mediatismo rival das maiores figuras de Estado. Quantas vidas terá o enfant terrible?
Arquivada em:
Luís Filipe Menezes,
Passos Coelho,
Política,
PSD,
Santana Lopes,
Yuppie Boy
21 de jun. de 2008
Coincidência
Pedro Santana Lopes parece estar com uma gripe e não sabe se conseguirá ir ao congresso do seu PPD/PSD. O drama!
Espera-se a chegada do Menino Guerreiro depois do jantar.
Espera-se a chegada do Menino Guerreiro depois do jantar.
23 de mai. de 2008
Um debate moderado por Moura Guedes
A ideia inicial para este serão seria fazer um acompanhamento do debate entre os candidatos às directas do PSD promovido pela TVi.
Mas se alguém tinha dúvidas em relação ao rigor jornalístico deste canal privado ficou logo esclarecido quando Manuela Moura Guedes sem mais demoras anuncia que não haverá regras.
A partir daí foi o esperado. Manuela Ferreira Leite mais sóbria e objectiva, sem floreados e contida, esperando sempre o momento de falar. Assim também aconteceu com Patinha Antão, embora este estivesse um pouco nervoso mostrando uma determinação despropositada.
O Professor Patinha Antão é um homem que domina áreas muito específicas, mas não tem qualquer tipo de perfil para liderar o maior partido da oposição. Além disso ninguém parecia estar interessado no que este tinha para dizer. Alguma falta de consideração - respeito, até - portanto.
Passos Coelho e Santana Lopes tentam-se afastar um do outro, mas são os únicos que insistem na instalação do liberalismo, para de seguida o negarem como fonte da sua política, confundindo quem os ouve.
Santana Lopes disfarça essa confusão usando os mesmo truques de sempre, agora refugiado por uma experiência de seis meses, e que passam pelas referências a políticas estrangeiras e dirigindo-se a todas as "classes" em matérias diferentes. Quando se fala da saúde Santana fala das famílias, quando se fala de emprego e legislação laboral fala de investimento e de investidores, quando se fala de impostos fala na classe média. Um golpe populista que confunde mas que o faz sair, por norma, bem na fotografia.
No entanto, à sua frente tinha Passos Coelho que faz o mesmo jogo com uma linguagem diferente. Provou que as críticas que se fizeram ao facto de ser novo faziam sentido porque injectou uma série de conceitos liberais e tenta dançar com eles, mas a certa altura falta-lhe jogo de cintura. Parece o aluno que não consegue juntar a parte teórica à prática porque a doutrina não combina com a realidade.
Contudo, é o candidato com o discurso mais abrangente, conseguindo sinteticamente abordar um bloco de temas com bastante determinação, o que o beneficia.
Manuela Ferreira Leite manteve-se tranquila e limitou-se a responder sucintamente às poucas questões que lhe iam sendo colocadas. Coerente, objectiva e revelando já uma capacidade de análise do momento muito mais realista, a candidata com a postura mais clássica mantém-se a léguas da patetice e demagogia dos seus oponentes.
O formato do debate não dá para grandes análises. Curto e atabalhoado, como manda a lei das audiências, serviu apenas para os candidatos mostrarem a tristeza em que está o jornalismo em Portugal.
A anfitriã conseguia surpreender mais que os próprios convidados. Primeiro na sua gesticulação que já vai sendo apanágio das suas aparições em debates e entrevistas, depois pelas expressões faciais e por último pela arrogância com que questiona coisas que nem ela própria sabe muito bem o que são.
Das várias intervenções, e de um ponto de vista mais abstracto, registo com alguma perplexidade o formato das perguntas:
"Santana Lopes: desemprego?"
"Pedro Passos Coelho, saúde? Como é?"
Há que ir direito ao assunto.
No confronto também esteve muito bem. Aliás, se alguém precisar de um personagem instigador e prevaricador de confusão chamem esta "cara amiga" - tal como foi tratada por Patinha Antão. Moura Guedes interrogava cada candidato sobre os ataques que outro específico lhe teria feito, hiperbolizando sempre o conteúdo. Mas o melhor ataque foi feito a Passos Coelho, em relação ao pacote laboral, quando lhe pergunta: "mas quer ou não quer um pacote liberal?" ao que PPC responde "sim, já lhe respondi" a partir daí foi assim:
- Não - diz a Manela.
- Não? Porquê? - pergunta PPC.
- Ora, porque... isso...
(interrupção de um dos adversários, confusão, muda de assunto e está resolvido o problema).
No fundo, não preciso de dizer mais nada. Até porque depois chegou Pulido Valente - logo a seguir a MMG ter interrompido Passos Coelho assim: "pronto, está bem, temos de acabar, adeus a todos" (nestes termos) - e começou o seu comentário ao debate mesmo ali ao lado, metendo Patinha Antão logo num canto e enaltecendo a vitória de Ferreira Leite, juntamente com a denúncia da demagogia dos restante.
Em suma, uma palhaçada. Mas divertido.
Arquivada em:
Casca de Carvalho,
Debate PSD,
Manuela Ferreira Leite,
Manuela Moura Gudes,
Passos Coelho,
Patinha Antão,
PSD,
Santana Lopes,
Televisão,
TVi,
VPV
20 de mai. de 2008
Infiltrado
Como a imagem comprova, fui assistir ao "debate" incluído na Assembleia Distrital do PSD/Porto com os candidatos à liderança do partido, infiltrado às escondidas pelo colega de blogue Casca de Carvalho. Mas foi uma desilusão. Manuela Ferreira Leite, que deve acreditar no que Cavaco dizia - "subir à minha custa? Safa!" -, não quis entrar no debate. Pedro Santana Lopes, também não, e avisou em cima da hora. Restaram os outros três.
Desculpem a qualidade da imagem, mas tinha de me manter escondido e o meu telemóvel não é tão bom como o do Pacheco.
Arquivada em:
Candidatos,
Infiltrado,
Manuela Ferreira Leite,
PSD,
Santana Lopes
Assinar:
Postagens (Atom)