Mostrando postagens com marcador BdP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BdP. Mostrar todas as postagens

15 de dez. de 2008

Os Senhores que se seguem...

É um remake, ou uma reposição se preferirem, mas a novela BCP tem novos capítulos. A não perder... É o preço a pagar por terem apelidado o nosso governador de soneca. Ora aí está... mas descansem, que não dá em nada...

29 de nov. de 2008

O sacrificio de um para o bem de todos

Tal como já havia aqui escrito, se Rendeiro abandonasse, como abandonou, a solução aparecia, como apareceu. Mas o abandono de Rendeiro levanta outras questões bem como traz outras conclusões. Os accionistas estão solidários com o ex-Presidente, acreditam no BPP, mas não têm capital para investir (o quadro accionista tem vários fogos para apagar) ou não o querem ver cativo na instituição. O Know-how de Rendeiro seria certamente uma mais-valia na recuperação da instituição. O seu afastamento, a que acedeu a bem da instituição, pode ser sinónimo de suspeitas... veremos.

27 de nov. de 2008

Os abutres

Numa reacção rápida, poderia dizer que o que se propõe hoje para o BPP é a prova do que escrevia há uns dias sobre João Rendeiro, o rosto do banco. Continuo a acreditar nesta tese mas esta proposta pode ser ainda mais perversa e esconder o que de pior há na banca. Já se tinha notado que não havia interesse em salvar o banco e que para sustentar essa posição, Teixeira dos Santos e Vitor Constâncio enumeraram um sem número de razões, que tanto corroboravam a decisão como apontavam o sentido inverso. Mas ficou um assunto pendente, - a divida à banca internacional. Apesar de o risco sistémico da falência ser diminuto, o "calote" no estrangeiro daria má imagem da banca nacional e dificultaria, ainda mais, o acesso a crédito interbancário. É neste contexto que os abutres, que no passado rejeitaram absorver o BPP, aparecem agora. Não para salvar a instituição mas para se livrarem de possiveis incómodos. "Uma cajadada, dois coelhos", - enterra-se Rendeiro e resolve-se a dor de barriga lá fora.
Aceitará o BPP esta proposta? A sua posição fragilizada, a AG para aumento de capital parece mesmo a única saída, tudo leva a crer que sim mas o que a proposta oferece não traz nada de bom. Bem vistas as coisas o que propõe ao BPP é o afastamento da administração, que seria substituida por gente do BdP responsavel por salvar, leia-se vender, os activos e com poderes para fechar a instituição. Ao mesmo tempo, querem que accionistas e clientes continuem a assumir as suas responsabilidades, ainda que já afastados numa espécie de "vou a jogo mas com o teu dinheiro"...
Como contribuinte sinto-me agradado e contente por ter um governo que me protege, ainda que num passado recente o não tenha feito. Já como cidadão, envergonha-me que o crime seja recompensado e que mais uma vez o Português prove que o mal dos outros é a sua maior alegria.

25 de nov. de 2008

MFL e Constâncio são primos?

Ontem, em entrevista à RTP, Vitor Constâncio dizia-se linchado pela opinião pública que o culpava de toda esta situação na banca nacional. Deu depois exemplos de países estrangeiros onde as fraudes foram maiores e as falências saíram mais caras. É sempre positivo justificar um erro com outro erro. Por outro lado, é bom ver que Portugal se tornou num país exigente e rigoroso. Ou isso é só para os outros?

21 de nov. de 2008

BPP - the day after

Haverá a falência de um Banco em Portugal? Será o BPP? Eu responderia não às duas. Mas com calma e com algumas ressalvas. O estado de alguns bancos Portugueses é débil, - todos de pequena dimensão mas suficientes para lançar o pânico. O Finibanco parece ter encontrado a tábua no páis vizinho e Horácio Roque jura a pés juntos que a sua instituição está agora no bom caminho (frutos da agressiva campanha de renovação de imagem). Falta o BPP de João Rendeiro, que tem alguns pontos a seu favor que poderão levar o supervisor ou mesmo o Governo a estenderem a mão:
. Desde logo a manutenção do estado de aparente acalmia que se podia transformar completamente com o colapso de um banco. Governo e BdP farão os possiveis e os impossiveis para que tal não aconteça.;
. A alavancagem do BPP era baseada na participação dos seus clientes pelo que a sua falência iria lesar "depositantes", algo que Teixeira dos Santos disse que não aconteceria;
. O seu lucro baseava-se em práticas de alto risco que levaram a uma descapitalização forte da qual, por falta de regulação e fiscalização o BdP é co-responsavel. O estado de fragilidade de Constâncio poderá ser favorável ao anuir do Governo e BdP para que não surja mais uma bomba;
. O modelo de negócio do banco é bastante rentável e o banco pode ser sólido bastando para isso, que se aumentem liquidez e margens de segurança que permitam ultrapassar crises como a que vivemos.

13 de nov. de 2008

Uma mão lava a outra

Sócrates, Teixeira e restante executivo, seguraram, seguram e segurarão Constâncio no poleiro. Constâncio não é ingrato e gosta de pagar as suas dívidas. As suas declarações de hoje, onde afirma que a recessão é ainda uma mera hipótese só podem ser entendidas como um acerto de contas. A dívida está saldada com esta ajudinha às "previsões" do Governo.

12 de nov. de 2008

Victor Constâncio, o homem de confiança

Tenha sido nacionalizado ou comprado, não importa para o caso, sabemos que é hoje a CGD que controla o BPN. O Banco estatal, um dos bancos mais alavancados da nossa praça e com um índice de Tier a rondar os 6% (as novas directivas recomendam 8%, valor já quase atingido por Santander, BCP e BPI) foi o escolhido para salvar o Titanic que José Oliveira e Costa criou. A salvação não se afigura fácil mas, e como já o escrevi, a ser conseguida, pode ser um bom negócio para a Caixa. Já para os Portugueses, vai ser um mau negócio de certeza, - a afectação da verba necessária ao saneamento do BPN, que vai ser paga pelo contribuinte de uma forma ou de outra, vai constrangir ainda mais os recursos para o financiamento de Investimento no momento em que ele é mais preciso.
Sabemos tambem que na génese de toda esta história, está uma Sociedade megalómana que colecciona quase tantas empresas, sabe dEUS em que estado, como irregularidades e um Banco, controlado por essa mesma sociedade. À semelhança da mãe, tambem a cria está pejada de irregularidades, - um balcão virtual e inúmeras operações no offshore de Cabo Verde são só dois exemplos.
A responsabilidade de toda esta tramoia é sem dúvida dos "donos" da SLN, principalmente de Oliveira e Costa, mas com um aval de "plenos poderes" por parte das Instituições a quem competia regular e fiscalizar. Neste campo, Procuradoria e Banco de Portugal ficam muito mal na fotografia passando uma imagem de incompetência brutal e deixando que tudo acontecesse bem debaixo das suas barbas. Mas o homem de quem se fala, Vitor Constâncio, está tranquilo e não assume qualquer responsabilidade, - é normal não regular e deixar andar para no fim "nacionalizar". Mas pior, é no fim, e no meio de queixas por falta de meios, vir anunciar os "prémios por denúncia" como solução para o problema... Estamos a brincar Dr Constâncio? A sua demissão de funções vai tão longe que até o trabalho de invetigação e regulação quer deixar para terceiros?