Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Para os Estados Unidos em si, como Nação, representará um caminho em muitas coisas oposto ao que estava a ser seguido. Numa altura de crise parece-me importante que a classe média sinta segurança e oportunidade. Essa confiança pode significar crescimento a muitos níveis e pode, portanto, ajudar a um maior crescimento da sociedade americana que afrouxou nos últimos oito anos.
Poderia falar da surpresa, ainda que ínfima, desta eleição. Mas hoje não vale a pena. A escolha do povo americano é clara e contrariou as perspectivas de quem o entende como um povo demasiado conservador para querer mudar numa altura destas, tal como eu. É de salientar a vontade de mudar e por isso estão de parabéns, porque arriscaram. Podemos falar em Efeito Bush? Muito provavelmente. Mas isso não tira o mérito a Barack Obama ou a John McCain que entenderam a necessidade de mudar o rumo da América e da visão sobre o mundo.
Não digo que seja um momento histórico, digo antes que é uma viragem importante para o futuro e para todo o mundo.
