Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

31 de out. de 2008

31 de Outubro - dia mundial da poupança

Este é por esta altura um dia sem causa, dada a crise financeira. Dados estatisticos apontam para uma poupança na ordem dos 6% em Portugal, valor muito abaixo do recomendado.
É também um dia que antecede más notícias para quem vai ver revisto a prestação do Crédito à Habitação no mês de Novembro. As recentes quedas da Euribor, hoje pela 16ª vez consecutiva, não são capazes de contrapôr a subida desenfreada dos últimos meses. Assim, quem estiver nesta situação verá a sua situação ainda mais agravada, - para 100 000€ a 30 anos haverá um agravamento de 25€. De boas notícias só mesmo a de que Novembro será o último mês de aumento das prestações com a habitação. E mesmo isto, não é líquido. Se o BCE decidir manter a sua taxa referência na próxima quinta, as contas vão baralhar outra vez e é bem possivel que o caminho descendente da Euribor se inverta e volte à escalada dos últimos meses. Para já, tudo indica que não e portanto, espera-se que as famílias com Crédito Habitação comecem a diminuir as suas despesas já a partir de Dezembro.

20 de out. de 2008

Há um longo caminho ainda...

... na aproximação à taxa de referência do Banco Central Europeu, 3,75% mas as taxas Euribor seguem a tendência da descida e começam a aliviar a carteira dos Portugueses. Nunca é de mais referir que esta baixa se deve à subida da confiança do mercado interbancário fruto das injecções de capital dos Estados na banca. Principais beneficiados, - as famílias com Crédito à Habitação. Ou estou enganado?

29 de set. de 2008

É tempo de mudar a estratégia

As taxas Euribor a 3 e 6 meses, as mais utilizadas no Crédito Habitação em Portugal, bateram hoje os seus máximos históricos. Estão hoje, nos 5,237% e 5,315% respectivamente. Os constantes sinais de instabilidade transmitidos pelo Mercado criam um clima de desconfiança e levam a banca a guardar a sete chaves uns trocos que ainda possui em vez de os emprestar aos congéneres. Estas subidas, não têm ainda efeito prático no bolso dos Portugueses, pois as taxas só são revistas pontualmente, conforme a Euribor contratada. Esta subida constante (a Euribor 3 meses sobe há 14 sessões seguidas) vai ser um verdadeiro murro no estômago de quem já tem o orçamento esticado ao limite.
A política do BCE tem privilegiado a contenção da inflação com base na manutenção dos juros altos. Dinheiro mais caro, menos consumo. Nesta fase, tal raciocinio não é verdadeiro, tão somente, porque a família média Portuguesa, e a Europeia tambem, experimenta o maior apertão do cinto dos últimos anos. Um aliviar das taxas de juro permitiria o oxigénio necessário e com certeza não levaria à febre de consumo que o BCE tanto teme.
Os juros altos têm ainda um outro efeito pernicioso, - o incumprimento. Prestações altas, fruto de juros altos, podem levar as famílias a deixar de pagar a prestação. Esta situação arrasta não só as famílias para as listas negras da banca, aumentando assim os ditos créditos tóxicos. É altura de o BCE mudar de estratégia. Ajudar as familias para ajudar a banca, ao invés de crucifcar as familias para ajudar a banca.