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10 de fev. de 2009

Da especulação

Tenho escrito aqui várias vezes que o sistema financeiro não aprendeu nada com esta crise. Foram feitas algumas alterações mas apenas para fora, - aumento de spreads, diminuição do risco, etc. Lá dentro, na sua orgânica interna, nada mudou e a especulação continua a ser palavra. Hoje, a Euribor a 3 meses, colocou-se abaixo da barreira dos 2%, valor para a taxa de referência da zona Euro com o mercado a especular já na eventual baixa de taxa do BCE na próxima reunião de Março. Trichet está entre a espada e a parede. Se por um lado quer manter a taxa num valor que lhe confira poder de acção caso seja necessário e portanto mantê-la nos 2%, vê a inflação e o crescimento económico a baixarem, juntando-se-lhes agora a pressão do mercado para acompanhar a descida das Euribor. Caso Trichet mantenha a intransigência, algo que mais do que nunca parece impossivel de acontecer, mas nunca se sabe, chegará aos mercados uma nova onda de instabilidade e de alta generalizada de Euribor arrastando consigo quem ainda não se refez do desastre de Outubro.
Nos próximos dias é expectavel que a taxa a 6 meses quebre tambem a barreira. Depois é só aguardar uns dias e ver o BCE a baixar o juro, seguramente para valores abaixo de 1,5%. É o poder político e regulador a andar atrás do mercado, uma cena já vista e com os resultados que conhecemos.

15 de jan. de 2009

É a inflação, estúpido!!!


Porque tudo o que poderia dizer sobre esta descida já o disse, deixo apenas o link.

13 de jan. de 2009

As Euribor estão em saldos

A 7 de Agosto de 2008 Trichet, em conferência de imprensa, proferia a seguinte frase:

[O controlo da inflação] "é a nossa missão prioritária"
Na próxima quinta é bem provavel que a repita. O controlo da inflação continua a ser a missão prioritária do BCE. A grande diferença, é que na altura, Trichet queria fazê-la baixar pois rondava o 3,5%. Hoje, passados quatro meses a inflação deu um tombo de 2% e a preocupação é fazê-la subir evitando o monstro da deflação. É numa conjuntura de criação de consumo que o BCE irá anunciar - todos os analistas dão como certo - nova baixa da taxa de juro fixando-a nos 2%. Excelentes noticias estas para quem tem Crédito Habitação ou outros créditos indexados à Euribor pois, com mais esta quebra na taxa directora, é previsivel que as EUribor continuem o seu caminho descendente aliviando ainda mais a carteira dos contraentes dos empréstimos. Tenho criticado esta reação (é assim que se escreve com o novo acordo?) do BCE à crise que julgo mais desmotivadora do que motivadora do consumo. Para mais, incentivará o consumo de quem mais endividado está o que me parece de uma irresponsabilidade medonha mas depois fico a pensar e vejo que no passado recente, foram os irresponsáveis que receberam os prémios e viram as suas "apostas" saldadas. Talvez esteja na altura de comprar o loft com vista para o mar...

As Euribor continuam hoje a sua trajectória descendente começando já a incorporar a previsivel baixa da taxa directora.

6 de jan. de 2009

A inflação e a montanha-russa

A estimativa rápida do Eurostat colocou hoje a inflação nos 1,6%, valor abaixo do esperado pelos mercados e distante dos 2% pretendidos por Trichet. Para este valor, contribuiu e muito, a baixa nos produtos petrolíferos mas tal baixa não justifica tudo. A economia está a abrandar e isso começa-se a reflectir nos preços, - nem tudo são espinhos nas crises. A preocupação do BCE, que lembro aumentou as taxas de juro no ano passado para conter a inflação, é agora criá-la. Têm a arma e parecem não ter medo da usar: depois de três cortes entre Outubro e Dezembro do ano passado, Trichet pode voltar a mexer na taxa directora e baixá-la, criando os "incentivos" ao consumo e ao investimento. Mas em vez de fomentar a economia faz disparar ainda mais os alarmes, de particulares e empresas. Este voluntarismo excessivo abala mais do que sustenta. Cria desconfiança e faz tremer, até os mais incautos. Em vez de fazer gastar, faz poupar pois cria receios face à conjuntura, o que numa altura de expansão económica seria benéfico mas não agora, altura em que investimento e consumo são tão necessários quanto pão para a boca. Em momentos de expansão, num passado recente, verificou-se o contrário e o consumo e o investimento cresceram exponencialmente, alavancados no crédito e ficando sem qualquer almofada de suporte. Foi neste cenário que o BCE fez a sua última subida nas taxas, mais por reacção do que por acção, que é no fundo a grande conclusão deste post. Não há política preventiva e pensada antecipadamente. Ao invés, apagam-se fogos e espera-se que o ciclo inverta. A economia está sedenta de confiança, não de dinheiro. Parece-me mais importante um discurso firme com rumo do que medidas voluntaristas que mudam do dia para a noite.

4 de dez. de 2008

Da Banca para a economia e da economia para o cidadão

Tal como esperado, o BCE baixou a sua taxa de juro. No entanto, e ao contrário do que previ, o BCE optou por um corte radical e baixou 0,75% fixando-se a taxa nos 2,5%. O que à partida, só podia ser uma boa notícia, deixa transparecer o que já toda a gente sabe e sente na pele, - estamos em crise. No fim do Verão, houve necessidade de apagar o fogo na banca. Garantias dos Estados, nacionalizações e baixa de juros com acesso ilimitado a liquidez foram algumas das medidas que vieram contrariar o colapso eminente do sistema financeiro e reposeram os índices de confiança nos mercados interbancários. Estes voltaram a funcionar e fizeram cair a Euribor libertando contraentes de empréstimos a ela indexados. Por esta altura, já soavam alarmes noutros lados. Será errado dizer que foi a partir do Sistema Financeiro que se propagou à economia real. Está já estava escaldada mas só com a asfixia da crise de liquidez levantou fervura e transbordou. Com esta baixa nos juros o BCE quer apagar todos os fogos e evitar que a água transborde ainda mais. A seguir à crise económica está sempre uma crise social de contornos ainda mais incertos e imprevisiveis. A água já cobre o chão da cozinha. Veremos se a conseguiremos limpar (mais uma voz que confirma que não será em 2009) e quantos levará para as sarjetas, atrás dela. É tempo de apertar o cinto e poupar cada tostão

zero cinco ou zero setenta e cinco?

É mesmo a única dúvida. Trichet anunciará mais logo nova descida das taxas de juro. A economia da zona euro precisa de um empurrão e as taxas de juro são uma ajuda. Que não se pense que são a solução e que nos podemos voltar a encostar mas a poupança que trarão aos créditos já contraídos ou a novos investimentos são sem dúvida benéficos.
O cenário macroeconómico é favorável à redução da taxa de juro de referência da zona euro, o que pode antecipar uma redução de 0,75% mas o conservadorismo e a manutenção da almofada de que tanto gosta Trichet, poderão levar o executivo a baixar a taxa em apenas 50 pontos. Eu, apostaria na última hipótese.

26 de nov. de 2008

Boas e más noticias (act)

Como não sou guloso mas gosto de ficar agradado no final, primeiro as más:
A OPEP vai reunir dia 29 e o corte na produção de petróleo é já certo. Para mais, a Rússia anunciou que pode tambem cortar a sua produção, em consonância com o cartel. Resultado: petróleo mais caro.
O BCE vai voltar a baixar a taxa de juro, disse Trichet. Resultado: os empréstimos vão continuar a baixar.
O saldo é mesmo assim positivo, principalmente, se as reservas americanas de petróleo subirem (o anúncio é feito hoje à tarde)(confirma-se)

7 de nov. de 2008

O paradoxo da banca

Trichet fez ontem forte apelo à banca para que reflicta nos juros praticados, as ajudas que recebeu. Este apelo tem um só fim e é motivado por uma única preocupação, - a economia real. Os bancos centrais e os governos estão preocupados com o abrandamento e procuram soluções para espevitar a economia. Uma delas é, sem dúvida, o financiamento do investimento. Aqui no Sociedade, já há uns tempos, falei do perigo para a economiade real de um corte no financiamento devido a uma crise financeira (assim que encontrar o post coloco o link, - encontrei). Fica claro portanto, que o BCE, tal como os outros bancos centrais e governos, querem que a banca pratique juros mais baixos e comece a financiar. Do outro lado, temos a banca que tambem quer financiar e não se importa de baixar as taxas de juro de referência, - o seu lucro operacional é resultado do "spread" pelo que a Euribor pouco, salvo os casos particulares, os afecta. O problema da banca é outro e bem maior. O problema da banca é o perfil do cliente. O subprime ainda está na cabeça e as políticas de risco foram forçosamente apertadas. Hoje, não é o problema de liquidez que os preocupa mas sim a falta de clientes a quem emprestar. Não faltará muito tempo até que os que criticaram a banca pelo subprime venham a público criticar esta nova política de financiamento. Nessa altura, talvez percebam que os paus tem quase sempre dois bicos.

6 de nov. de 2008

A nossa carteira agradece

Previsivelmente, o BCE cortou a taxa de referência da zona Euro. 3,25% é o valor a fixar e que traduz o corte de meio ponto. Para o cidadão comum e para as empresas, mais até que para a banca, esta é uma fantástica notícia. Mesmo antes deste corte, Novembro afigurava-se já como o último mês de aumento de prestação, por força do aumento da Euribor. Agora podemos dizê-lo com certeza, que Dezembro trará boas noticias e 2009 ainda melhores. A Euribor vai seguir o seu trajecto descendente e com isso aliviar as carteiras. Com isto não quero dizer que venham aí os dias de facilidade do passado recente. Pelo contrário, o desemprego vai subir e a economia vai descer. É tempo de poupar, quando possível, e preparar almofadas para os imprevistos.

E nós? Acompanhamos?

O Banco Central de Inglaterra cortou a sua taxa de referência em 1,5 pontos percentuais. O BCE deve seguir-lhe o exemplo dentro de horas. Não se espera é um corte tão significativo, desde logo porque a taxa do BCE era mais baixa que a Inglesa em 0,75%. O corte esperado para a reunião de hoje do BCE deverá ser de 0,5%. Se assim fôr, a taxa inglesa passa a ser inferior à da zona Euro em 0,25% situando-se nos 3%. A Europeia deverá ficar portanto, nos 3,25%. Aguardemos.

31 de out. de 2008

Vem aí mais uma descida da taxa referência do BCE

O valor hoje apresentado pela Eurostat, da previsão de inflação na Zona Euro para o mês de Outubro é uma óptima notícia para os mercados financeiros. 3,2% para a zona euro o que deverá significar uma inflação já abaixo da casa dos 3% em Portugal. O BCE colocou como condição o controle da inflação para poder baixar as taxas de juro. Este anúncio, vem aumentar ainda mais as probabilidades de uma descida da taxa referência. 3,25% deverá ser o valor a fixar nos próximos dias.

30 de out. de 2008

Só uma achega...

A Euribor cai há 15 sessões consecutivas. Hoje não foi excepção mas mais do que o aumento da confiança interbancária, foi a baixa dos juros de referência nos EUA decidida pela FED que contribuiu para este abaixamento. A Euribor está tambem a incorporar a esperada baixa de juro do BCE na reunião da proxima quinta. Para já, é previsivel que continue a baixar mas se o BCE decidir manter a taxa nos 3,75% é bem provavel que a tendência seja a inversa...

28 de out. de 2008

O Mercado a pressionar

Bastou ao mercado ter ouvido falar na hipótese de o BCE poder vir a baixar a taxa de referência, que actualmente se situa nos 3,75%, para que as bolsas tenham recuperado ontem das fortes perdas, sigam hoje a ganhar na ordem dos 2% e a Euribor tenha dado mais um tombo. A Euribor a 12 meses desceu já abaixo da fasquia dos 5%, algo que já não se verificava desde Maio de 2005, o tempo dourado do Crédito Habitação. Isto são boas notícias mas só até certo ponto. O facto de os Mercados incorporarem as medidas antes de elas serem decididas, especularem no fundo, coloca pressão nos decisores e pode causar sérios estragos caso não sejam tomadas. Fica a sensação de que esta cise, nem como formadora tem efeitos positivos. Os castelos de cartas continuam a ser construidos... e um novo trambolhão pode acontecer. Veremos se os que pagaram o primeiro estarão na disposição de pagar o segundo.

27 de out. de 2008

A minha almofada é melhor que a tua...

A luta travada pelo BCE contra a inflação, por oposição à política da FED de estimulação da economia real chegou ao seu ponto de inflexão. Agora, com a recessão económica quase certa, já não existe a necessidade de controlar a inflação mas sim estimular a economia. Baixando a taxa referência, baixa-se o preço do dinheiro, dá-se um empurrão no investimento e espera-se estabilizar os mercados financeiros. O corte pode ser já para a semana e se o não fôr será certamente antes do fim de 2008. Veremos se a "almofada é suficiente e se a Europa consegue levantar antes de tocar o fundo...
Também a FED planeia baixar a sua taxa referência. E planeia baixar para perto de 0%. As almofadas são diferentes, mas dorme-se nos dois casos. Nós Europeus, de lado, os americanos de barriga para baixo. Se nos dermos mal, podemos passar a dormir de barriga. Já eles, terão de vender as almofadas...

2 de out. de 2008

Esperemos por melhores dias...

Jean Claude Trichet não quiz baixar as taxas de juro. Não ouviu o conselho que aqui deixei e decidiu manter a taxa referência em 4,25%. Mas o discurso mostra uma viragem. Trichet diz que as "tensões inflacionistas diminuíram", - não admira, ninguém tem um tusto que seja, e mostra alguma abertura na redução de juros. Esta redução tenta, e este é o ponto fulcral, contrariar a estagnação da economia, diminuindo o preço do dinheiro necessáro ao investimento. A baixa das taxas de juro é sempre um incentivo ao investimento. O sentimento de oportunidade gera o efeito mola, sem dúvida, mas crises como esta cravam na terra espigões que tendem a anular esse efeito. Um deles, é o risco. Períodos de expansão são-lhe propícios, períodos de recessão são-lhe avessos, em dobro. A enchente de créditos tóxicos, a nova moda do léxico económico, cria desconfiança na banca e leva-a a políticas de risco mais apertadas fazendo com que só os investimentos "certos" sejam passiveis de ser financiados. Corta-se o joio mas atrofia-se o trigo. Este atrofiar do investimento é sempre pago a médio prazo... daí a tendência para as crises levarem tanto tempo a desaparecer.

30 de set. de 2008

O que dizia ontem, reafirmo hoje

Ontem: Taxas Euribor em máximos históricos
Hoje: Taxas Euribor em máximos históricos

29 de set. de 2008

É tempo de mudar a estratégia

As taxas Euribor a 3 e 6 meses, as mais utilizadas no Crédito Habitação em Portugal, bateram hoje os seus máximos históricos. Estão hoje, nos 5,237% e 5,315% respectivamente. Os constantes sinais de instabilidade transmitidos pelo Mercado criam um clima de desconfiança e levam a banca a guardar a sete chaves uns trocos que ainda possui em vez de os emprestar aos congéneres. Estas subidas, não têm ainda efeito prático no bolso dos Portugueses, pois as taxas só são revistas pontualmente, conforme a Euribor contratada. Esta subida constante (a Euribor 3 meses sobe há 14 sessões seguidas) vai ser um verdadeiro murro no estômago de quem já tem o orçamento esticado ao limite.
A política do BCE tem privilegiado a contenção da inflação com base na manutenção dos juros altos. Dinheiro mais caro, menos consumo. Nesta fase, tal raciocinio não é verdadeiro, tão somente, porque a família média Portuguesa, e a Europeia tambem, experimenta o maior apertão do cinto dos últimos anos. Um aliviar das taxas de juro permitiria o oxigénio necessário e com certeza não levaria à febre de consumo que o BCE tanto teme.
Os juros altos têm ainda um outro efeito pernicioso, - o incumprimento. Prestações altas, fruto de juros altos, podem levar as famílias a deixar de pagar a prestação. Esta situação arrasta não só as famílias para as listas negras da banca, aumentando assim os ditos créditos tóxicos. É altura de o BCE mudar de estratégia. Ajudar as familias para ajudar a banca, ao invés de crucifcar as familias para ajudar a banca.

25 de set. de 2008

Serão só os juros?

O Público noticia hoje que o crescimento está a ser travado pelas altas taxas de juro. Se por um lado taxas atractivas levam a um aumento do investimento decorrente do baixo preço do dinheiro não é menos verdade que juros altos levam a uma maior ponderação no investimento. Taxas baixas foram responsaveis por investimentos à toa, que agora estão por pagar e colocaram familias à beira da falência pessoal. É certo que a economia tem de arrancar mas com calma e com os pés bem assentes...
Mais, é hoje maior entrave ao investimento a aprovação do mesmo, do que propriamente o juro.

16 de set. de 2008

O avôzinho

Jean Claude Trichet tem sido responsável pelos maiores apertões de cinto sofridos pelos Portugueses nos últimos tempos. A obstinação de controlar a inflação pela via da manutenção das taxas de juro elevadas teve como consequência directa o aumento da Euribor e consequentemente, o aumento das prestações do Crédito Habitação e a diminuição do investimento, não tendo trazido a diminuição esperada da inflação. Com isto, o cidadão comum, viu o seu orçamento esmagado e as oportunidades de negócio por um canudo, isto porque a política do BCE trouxe tambem um assumir de risco mínimo nas operações por parte da banca. Já quando se fala em alta finança, o avôzinho, que clama poupança e retrai o consumo, transforma-se e vai ao seu colchão tirar milhares de milhões (não é boca) para emprestar (ou dar). Ontem foram 30, hoje são 70. Amanhã, ninguém sabe. O que se sabe é que o BCE está a injectar dinheiro. Obviamente que o está a injectar em quem está mais descapitalizado, fruto do excessivo risco que correu, o Millennium é aqui um bom exemplo. Esperemos que o caso da Lehman não se repita na Europa e, pior, me calhe uma parte dessa factura.

20 de ago. de 2008

a/c Crosta

Para que perceba como é que a fixação da taxa de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) pode influenciar o dia-a-dia dos Portugueses deixo-lhe aqui este apontamento. Julgo que até já aqui escrevi algo sobre isto mas nunca é demais repetir. Principalmente com cepos como você.
O BCE fixa a taxa de juro para a zona Euro (existem países extra zona Euro que tambem usam esta referência). Este é o preço a que a banca pode comprar o dinheiro. Mas nem toda a banca compra dinheiro directamente ao BCE. A grande maioria do dinheiro transacionado é-o entre Instituições de Crédito (IC's). Obviamente, a um preço mais alto. Essa taxa de juro (preço do dinheiro entre IC's), é fixada por 52 dos maiores bancos da Europa sendo o único banco Português presente a Caixa Geral de Depósitos. Percebeu até aqui? Pois bem, acabei de lhe apresentar a Euribor, a puta da taxa que lixa a paciência aos Portugueses. Está bom de ver que quanto maior fôr a taxa de juro do BCE maior será a Euribor e portanto (na esmagadora maioria dos casos) a prestação a pagar. Se fizer contas ao orçamento mensal das familias facilmente vê que sobra menos. Menos dinheiro disponivel menor consumo. Este menor consumo, normalmente acompanhado de menor investimento, abranda a economia e permite controlar a inflação. Isto no cenário actual Europeu; - para o americano basta fazer o exercicio ao contrário. Capice?
o post vai desformatado para ver se percebe melhor