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19 de fev. de 2009

Da falta de confiança (act)

As acções do BCP perdem hoje mais de 4% em bolsa. O mercado reagiu mal aos resultados e não acredita que a instituição consiga o encaixe de capital, por via da emissão de titulos, necessário. Os seus ratings têm sido sucessivamente revistos em baixa e o preço-alvo por acção está agora nos 58 cêntimos, 12 abaixo da sua cotação em bolsa o que previsivelmente resultará em novas descidas.Quanto mais se sobe, maior é o tombo e no caso particualr do BCP parece que o chão não será o limite...

17 de fev. de 2009

Mais uma bolha para rebentar?

O Negócios noticia hoje que o BCP não necessitará de uma aumento de capital extra para cumprir os indices de solvabilidade exigidos. Avizinhava-se um bom dia mas aparentemente, o fraco desempenho das bolsas europeias fez soar os alarmes e o mercado bolsista apercebeu-se que na próxima quinta-feira serão anunciados os resultados do banco de Santos Ferreira. Há grandes dúvidas, até legais, quanto ao desempenho da instituição no ano de 2008 e ninguem acredita que esta consiga dispensar o tal aumento de capital. E aí começam, ou agudizam, as dores de cabeça de Santos Ferreira que tem um corpo accionista fortemente descapitalizado e que não poderá obviamente, acompanhar tal aumento. Fica assim a porta aberta, à entrada de novos accionistas mas a crecente sombra e suspeita afsta-os. Por tudo isto, as acções seguem a desvalorizar 6,85%, o que só faz aumentar a dor de cabeça, estensivel aos pequenos accionistas que se vêm no meio do turbilhão.
Esperemos então por quinta-feira e pelo anúncio dos lucros que seguramente serão afectados pela desvalorização do BPI, num valor a rondar os 200 milhões de euros. De lembrar que em 2007 o lucro apurado foi de 563,3 milhões estando o intervalo de valorees previsto para 2008 entre os 163 e os 276.

16 de fev. de 2009

Da ganância

Foram vários os empresários/investidores que num passado recente travaram lutas de galos por um poleiro mais solarengo. Do caso BCP à Cimpor, foi vê-los lutar pelo protagonismo ocupados em interminaveis contagens de espingardas. Fizeram-no alavancados em avultados financiamentos e na perspectiva de crescimento do mercado bolsista. Afinal, tinham do seu lado espingardas suficientes mas todas elas apontadas à cabeça. A recente crise financeira carregou as armas e o gatilho está pronto a disparar q qualquer instante. Rendeiro (BPP) e Berardo contam-se entre os galos mas parece ser Manuel Fino o mais aflito. Para já, e para solucionar o grave problema de tesouraria vai entregar metade da sua participação na Cimpor (20,3%) à CGD para liquidar parte do empréstimo que contraiu para a sua compra...

5 de fev. de 2009

The sour side of business

Durante largos meses, anos até, os mercados estiveram em crescendo. Era o tempo em que num mês quase se duplicava a fortuna. Os proveitos financeiros eram grandes, melhorando as pretações de qualquer administração e permitindo a alavancagem de investimentos dando as participações financeiras como garantia. Those were sunny days...
Agora o tempo está cinzento, e o ricochete atinge-nos a uma velocidade estonteante. O PSI 20, e mesmo o geral, nã são excepção e todas as participações cruzadas que existem fazem agora mossa. O valor do activo a preço de mercado é agora muito mais baixo quando comparado com a última avaliação ou aquisição, e chega em casos extremos - ver notícia sobre Teixeira Duarte - a colocar o activo total abaixo do passivo, o que configura uma falência técnica. It's the dark side. Deal with it...

26 de jan. de 2009

Do nexo de causalidade (act)

O Barclays bateu o pé à nacionalização e efectuou amortizações no valor de 8,5 mil milhões de euros. Segue hoje a valorizar acima dos 45%. Há coisas fantásticas não há? Está a ver onde anda o dinheiro Director?
act: A valorização acabou por ser de 70% (setenta por cento para que não restem dúvidas)

19 de jan. de 2009

Agora mais a sério

A história recente da Vista Alegre tem sido muito conturbada. Criada no Séc. XIX, em Ilhavo, Aveiro, pela familia Pinto Basto, atravessou períodos aureos e granjeou sucessos até poucos anos atrás. Uma fábrica obsoleta e investimentos mal dirigidos para alem de megalómanos, vieram mudar o curso da história e colocar em grandes dificuldades a maior referência do sector. Sujeita a fusões, aquisições e entradas e saídas de accionistas-chave, a Vista Alegre perdeu a sua identidade e tambem o fulgor económico. A sua venda é conversa recorrente há anos mas a ganância de accionistas e a situação da empresa não têm permitido a conclusão dos negócios, fazendo com que a fábrica que já foi orgulho nacional definhe lentamente, até à desgraça final. Agora, que surge mais um comprador, credível acrecente-se, a ganância volta a atacar e aposta-se tudo na valorização final. É um golpe de "chico-esperto" e de pés de barro, que alías, já partiram. A CMVM foi a primeira a alertar para um volume anormal de transações e uma valorização tremenda, suspendendo os títulos e fazendo soar todos os alarmes. Provavelmente, não será ainda desta feita que a fábrica de Ilhavo verá a solução... que o empo provará ainda se existe...

16 de jan. de 2009

Temos a mascote refém

E não é que a nossa mascote na bolsa está suspensa!!! O anormal volume de transações, 20 vezes superior à média, levou a CMVM a suspender os títulos até que exista comunicação ao regulador da razão para tal movimentação? Shortselling preparado ou mais uma empresa ao charco?

13 de jan. de 2009

Os altos e baixos

Em dia, de queda quase geral na Bolsa de Valores de Lisboa adivinhem lá quem tem o melhor desempenho com uma subida de 20%? Isso mesmo, os nossos amiguinhos do grupo VAA que voltaram a cotar-se nos 6 cêntimos.

9 de jan. de 2009

Tudo o que sobe desce...

Ainda alguem se lembra da subida vertiginosa do grupo VAA na passada sexta-feira? Pois é coitados, hoje deram um trambolhão de 16,67% perdendo o cêntimo que tinham ganho há uma semana...

2 de jan. de 2009

Da pequenez II

O Grupo VAA - Vista Alegre Atlantis está todos os dias nos tops do PSI-Geral, sejam eles de descida ou subida, percentual entenda-se. Hoje, o grupo segue com uma forte valorização de 20% fixando-se nos 6 cêntimos. Bem vistas as coisas, a sua cotação subiu um cêntimo...

11 de dez. de 2008

Da série "Nexo de Causalidade"

O Sporting venceu na terça-feira o Basileia e o Porto derrotou ontem o Arsenal. Ambos seguem para a próxima fase da Liga dos Campeões e garantem uma importante fatia do orçamento. Ao sucesso desportivo corresponde o sucesso em bolsa. O Sporting segue a valorizar 2,80% e o Porto 5,00%... até que enfim.

9 de dez. de 2008

Da série "Nexo de Causalidade"

As acções do Sporting caem 5,44% no dia em que o clube pode embolsar 600 mil euros, caso ganhe logo à noite ao Basileia... será pessimismo?

29 de out. de 2008

Da previsibilidade

Tal como eu dizia há uns dias, é fácil prever a Bolsa de Lisboa por estes dias. Aproveitando o fecho das bolsas americanas em grande alta, as Europeias seguiram-lhe as pisadas e estão a valorizar acima dos 4%. Lisboa, como não poderia deixar de ser, segue tambem em acentuada valorização com todas as 20 cotadas em alta. No vermelho, só mesmo a Dax-30 que corrige agora os ganhos impensáveis e irrealistas do grupo Wolkswagen.
O dia é de tal forma favoravel, que até o Porto SAD, depois da derrota humilhante frente ao primeiro classificado do campeonato, o Leixões, segue a valorizar 4,5%.

28 de out. de 2008

O Mercado a pressionar

Bastou ao mercado ter ouvido falar na hipótese de o BCE poder vir a baixar a taxa de referência, que actualmente se situa nos 3,75%, para que as bolsas tenham recuperado ontem das fortes perdas, sigam hoje a ganhar na ordem dos 2% e a Euribor tenha dado mais um tombo. A Euribor a 12 meses desceu já abaixo da fasquia dos 5%, algo que já não se verificava desde Maio de 2005, o tempo dourado do Crédito Habitação. Isto são boas notícias mas só até certo ponto. O facto de os Mercados incorporarem as medidas antes de elas serem decididas, especularem no fundo, coloca pressão nos decisores e pode causar sérios estragos caso não sejam tomadas. Fica a sensação de que esta cise, nem como formadora tem efeitos positivos. Os castelos de cartas continuam a ser construidos... e um novo trambolhão pode acontecer. Veremos se os que pagaram o primeiro estarão na disposição de pagar o segundo.

27 de out. de 2008

1 + 1 = 2

A Bolsa de Lisboa é das poucas coisas previsiveis no meio de toda esta crise. Se seguir esta metodologia vai ver que não tem que enganar.
1 - veja o fecho do Dow Jones e do Nasdaq;
2 - perca 5 minutos do seu sono e veja, durante a madrugada, a abaertura das bolsas asiáticas;
3 - os dois dados combinados dão-lhe o resultado da Portuguesa com 99% de segurança;
4 - se fizer parte dos cépticos, pode ainda assitir à abertura das bolsas Europeias. Aí ficar com 100% de certeza.

24 de out. de 2008

O Rei do timing II

Fernando Ulrich anunciou hoje os resultados dos primeiros nove meses do ano do BPI. 34,4 milhões de euros, menos 86,2% do que o Banco tinha conseguido em igual período de 2007. Resultados influenciados pelas perdas financeiras na participação no BCP, estimadas em 177 milhões. Felizmente, anunciou já depois de as bolsas fecharem e na esperança de que o fim de semana apague da memória estes valores. Mas mais maus resultados virão... e aí, tal como estiveram unidos na defesa do seu bom nome e a advogar boas práticas da banca Portuguesa, cairão juntos...

20 em 20

Estão de volta os dias negros da bolsa. O Psi 20 cai hoje em todas as suas cotadas. Os mais resultados do sector empresarial asiático levaram as bolsas orientais a quedas, trambolhões, brutais. Por arrasto, o que tem sido regra nos últimos tempos, a Europa cai tambem. Portugal não é excpção e todas as cotadas do índice Português descem. E hoje é o dia que marca o início da apresentação de contas da banca. O BPI inaugura, e não se esperam surpresas agradáveis...

26 de set. de 2008

Para os que acham que o Estado é a salvação

O "swap" é, grosso modo, um factor de correcção que trabalha por cima da taxa Euribor. Traduz as variações da Euribor de forma mais rápida e vincada. Especulação portanto. É bom saber que os Governos e demais reguladores, que tantos clamam de salvadores, tentem resolver o grande problema do sistema financeiro, usando tudo o que de mau lhe apontam. Talvez em Alfama me expliquem porquê?