Esta crise americana é correspondida na Europa. No entanto, a metodologia e abordagem na busca da solução são completamente díspares. A Europa, à custa de uma subida gravosa das taxas de juro, quer controlar a inflação, consolidar a economia e criar uma base sólida. Os EUA preferiram fugir para a frente com taxas de juro sedutoras perspectivando investimento e crescimento económico. Para já, só conseguiram uma inflação galopante e tapar buracos que anos de crescimento desenfreado foram cavando.
Os resultados provam que nem uma nem outra estratégias são adequadas. A solução está certamente num ponto entre estes dois limites. Mas de nada valerá encontrá-lo se não se conseguir incutir confiança nas duas economias. Sem falsas expectativas (expressão na moda em Pequim) e sem dramatismos, o discurso terá de ser rigoroso e verdadeiro. A informação é uma parte fulcral do sucesso. É importante que toda a população esteja ciente da realidade para com ela poder lidar.