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18 de nov. de 2008

Qualquer dia ainda vamos poder fumar no Parlamento Europeu

A proposta da Comissão Europeia que deixa cair a obrigação de calibragem de 26 frutas e legumes, passando a ser autorizada a venda de produtos “deformados”, foi votada hoje pelos Estados-membros da União Europeia e deverá entrar em vigor a 1 de Julho de 2009.“As novas regras permitirão que as autoridades nacionais autorizem a venda de todos os frutos e produtos hortícolas, independentemente do seu tamanho e forma”, informa Bruxelas em comunicado.

A minha primeira questão é, naturalmente, para saber quanto dinheiro e quanta comida se desperdiçou com a calibragem?

A segunda é ainda mais óbvia: Porque é que a CAP tem tanta certeza que esta desregulação não vai fazer baixar os preços de frutas e legumes?

A terceira é provocatória, mas faz sentido: Quando é que as outras regras normalizadoras da UE serão revogadas?

10 de nov. de 2008

Um corte necessário e a oportunidade que não podem perder

A Comissão Europeia propõe um corte radical na captura de pescado. (Notícia Proposta). O sector das pescas é já um sector em crise. Um sector obsoleto que não conhece as palavras mudança ou inovação e que portanto, está limitado na sua adpatação e resposta à dificuldades que se lhe deparam. Este corte na captura de algum pescado, proposto pela Comissão Europeia é mais um rude golpe nesta profissão, já de si diminuida. Mas é um corte necessário e urgente. A captura superior à "reposição" do nível das espécies terá um resultado catastrófico a médio longo prazo. Ver exemplo das raias e dos tubarões. Este corte que se quer tão curto quanto possível e que reponha as populações, deve ser aproveitado para a adaptação e preparação para os novos desafios. Este corte trará novos subsidios compensatórios de diminuição de actividade. Tais subsidios devem ser usados no desenvolvimento e não para encostar uma classe, já de si encostada.
As medidas apontadas pela Comissão vão ainda no sentido de tentar acabar com o flagelo da pesca ilegal. A luta tem de ser determinada e incansável. Não há qualquer vantagem em deixar que "piratas" pilhem uma riqueza sem regras e sem escrupulos. Acções com a Greenpeace no Porto de Aveiro, são de condenar pela sua ilegalidade, mas deviam servir de alertas. O barco de Silva Pereira que figura na lista de barcos piratas tem de ser investigado. E caso seja culpado, deve pagar... de preferência, caro.

8 de jul. de 2008

Coragem para ser o que é

Esta é a mesma Europa que viu sair hordas de irlandeses, polacos, portugueses, turcos, gregos, judeus, italianos, galegos, holandeses e alemães em fuga da fome e da guerra para construir grandes nações na América do Sul e do Norte. Agora prende quem lhe entra em casa. Esta Europa tem medo dos imigrantes, medo dos negócios chineses, medo de enfrentar os americanos, medo do voto dos seus próprios cidadãos. Medo da sua própria sombra. Fez a guerra e a paz, reconstruiu-se e uniu-se, colonizou e descolonizou, emigrou e recebeu imigrantes. Tem um longo passado. Mas tem demasiado medo para ter futuro. Não aprendeu nada com os que partiram.

Daniel Oliveira, Expresso/Arrastão

16 de jun. de 2008

Depois do "Porreiro, pá!"

Selecção Portuguesa e Tratado de Lisboa andaram ontem de mãos dadas. Muita parra e pouca uva. Os dois fracassos sao resumidos nas palavras eloquentes de Nani logo após enviar a segunda bola aos postes (não vão os puristas dizer que a primeira foi na barra): - Caralho, pá!

14 de jun. de 2008

Licença de usabilidade

Foi com enorme maldade dos comentadores de assuntos europeus anunciaram que Sócrates foi o arquitecto do Tratado de Lisboa, agora rejeitado pelos irlandeses. Sabendo que ele é engenheiro, com projectos muito seus, parece-me mauzinho que lá porque o tratado não foi aceite pelos irlandeses atirem logo a responsabilidade para o arquitecto. A culpa se calhar foi do engenheiro do tratado, que terá tirado o curso numa universidade independente.

13 de jun. de 2008

Estados Unidos da Europa

Outra curiosidade do eventual "Não" dos irlandeses é o facto de eles serem, provavelmente, enquanto povo, os melhores conhecedores do conceito "Estados Unidos". Será que o que eles negam é os Estados Unidos da Europa? Ou será que negam apenas a arrogância dos chefes?

12 de jun. de 2008

E se...

... a Irlanda disser que não??? Era porreiro, pá!!!

11 de jun. de 2008

Afinal há diferenças

A lei das 65 horas não chega a Portugal para já. Vieira da Silva, o ministro socialista português, votou contra. A CGTP e o PCP não comentaram o assunto.

"se assim o entenderem o funcionário e a empresa"

É uma das expressões mais belas para significar - para quem percebe que os entendimentos laborais num país de industriais do Ferrari é uma anedota e que até em empresas grandes e conhecidas encostam os funcionários a um canto, mas isto é mesmo só para quem conhece a realidade, não os números - que estamos a entrar num nível de desenvolvimento brutal e a dar melhor qualidade de vida aos nossos cidadãos. Aliás, quando negociarmos isto mais vale ir pôr uma velinha pelos nossos emigrantes e pelos imigrantes. Vai ser uma festa. Como diz o Nuno Ramos de Almeida - único blogger da esquerda respeitado por este génio sem orientação política muito bem definida, um género de indigente político - estamos prestes a atingir o paraíso, o modelo social chinês.