12 de ago. de 2008
Os velhos do restelo ou seja lá de onde é o Sr
Mesmo de férias, há quem me consiga irritar. Felizmente, muito menos que aqueles que eu irrito. Carlos Nunes Lopes, do 31 é um deles. Sua sumidade não consegue perceber que Portugal é à escala mundial um país pequeno, com poucos habitantes, com um apoio deficitário aos seus atletas, etc. Basta dizer que já os nossos atletas estavam em Pequim e ainda andava o Ministro a discutir o seu enquadramento na Segurança Social. Mas não, Carlos Nunes Lopes esquece tudo isso e vai daí, começa a pedir medalhas. Faz melhor e vai mais longe, dedica posts às derrotas lusas. Otário...
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11 de ago. de 2008
De quantas verdades se faz uma mentira?
Há algum tempo atrás um blogue, de seu nome Barnabé, acabou por causa de um libertário com fortes tendências para ditador. Esse ditadorzeco chama-se Daniel Oliveira e é hoje conhecido por aquilo a que alguns chamam "opiniões". Por vezes na televisão podemos vê-lo a falar de democracia e das maravilhas da divergência. Depois surpreendemo-nos quando o rapaz estrebucha por haver opiniões contrárias. Porque uma coisa é gostar da divergência e outra coisa é não aceitar ideia diferente.
Hoje, mal acordei e fazendo uma revista pela blogosfera, deparo-me com este panorama no 5 Dias. Um dos colaboradores parece não ter uma opinião coincidente com o resto da tropa. O que para muitos seria um sinal de diversidade e, como tal, uma prova de que o 5 Dias se desmarcava a passos largos dessa esquerda de pensamento totalitário; para outros é um desvio daquilo que é o próprio blogue, ou seja, do pensamento único que deve regrar todos os colaboradores.
Afoito, o carniceiro foi logo escrever um texto sobre esse opinador que estava a destruir os pilares da esquerda moderna - qual libertário institucionalizado - na tentativa de atingir todo o 5 Dias, tal como tinha feito no seu Barnabé (e aquele não lhe pertence). Já estamos a ver o grande defensor da diversidade nervoso e irritado como uma criança de 7 anos.
Agora é esperar para ver. Certamente que muitos dos colaboradores do 5 Dias não têm esta mentalidade do Daniel. Mas ao ver as reacções de Luis Rainha e Fernanda Câncio sabemos já que existe algum mau estar.
Era uma pena que um blogue de gente tão nova e com vontades tão democráticas se extinguisse por divergência de opinião. Mas quem lhes conhece a história já estaria, de certo modo, à espera.
Hoje, mal acordei e fazendo uma revista pela blogosfera, deparo-me com este panorama no 5 Dias. Um dos colaboradores parece não ter uma opinião coincidente com o resto da tropa. O que para muitos seria um sinal de diversidade e, como tal, uma prova de que o 5 Dias se desmarcava a passos largos dessa esquerda de pensamento totalitário; para outros é um desvio daquilo que é o próprio blogue, ou seja, do pensamento único que deve regrar todos os colaboradores.
Afoito, o carniceiro foi logo escrever um texto sobre esse opinador que estava a destruir os pilares da esquerda moderna - qual libertário institucionalizado - na tentativa de atingir todo o 5 Dias, tal como tinha feito no seu Barnabé (e aquele não lhe pertence). Já estamos a ver o grande defensor da diversidade nervoso e irritado como uma criança de 7 anos.
Agora é esperar para ver. Certamente que muitos dos colaboradores do 5 Dias não têm esta mentalidade do Daniel. Mas ao ver as reacções de Luis Rainha e Fernanda Câncio sabemos já que existe algum mau estar.
Era uma pena que um blogue de gente tão nova e com vontades tão democráticas se extinguisse por divergência de opinião. Mas quem lhes conhece a história já estaria, de certo modo, à espera.
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10 de ago. de 2008
Pequim 2008
Estes serão os jogos do extremo. Da organização, da opolência, da imensidão, dos inúmeros (espera-se) records. Mas também, da fome, da pobreza, das constantes violações de direitos humanos, da Poluição. Talvez só isso tenha permitido tal realização. Quero pensar que não. Quero pensar que 1 300 milhões de Euros gastos em edificios não fazem falta. Que podemos ter Herzog & de Meuron por todo o lado.


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Yuppie Boy
9 de ago. de 2008
A Caixa que temos...
Só hoje tive oportunidade de ler a entrevista de Faria de Oliveira, cedida, ou pedida, ao Diário Económico. A entrevista seria à partida, uma clara resposta às declarações de António Borges também ao DE. Esta é uma entrevista completamente encenada. Tudo foi pensado e dito ao pormenor. Só numa resposta podemos ver mais de 20 valores e índices. Era sua missão defender-se do ataque de Borges e provar a relevância económica e sobretudo social da Caixa Geral de Depósitos. Refere os papeis importantes que a Caixa desempenha no desenvolvimento económico, no reforço da competitividade das empresas, na estabilidade do sistema financeiro nacional entre outros. Isto tudo na primeira resposta/parágrafo.
A partir do segunda/o, Faria de Oliveira retira a pele de cordeirinho e mostra as garras. Aparecem logo expressões como “reforçar o cross-selling”, afirmações do tipo “tornando a CGD o banco principal das melhores empresas” ou [almejamos] ”um resultado de 825 milhões de euros”. Fala ainda na aquisição de um banco de pequena/média dimensão em Espanha e na possível alienação de Zon e BCP. Tudo isto estaria bem se Faria de Oliveira não fosse precisamente o Presidente da Caixa Geral de Depósitos, o banco público de Portugal. Isto é discurso da banca privada que visa o sucesso empresarial e o lucro. Não podem ser objectivos e muito menos “guidelines” de um banco público. Sou forçado a concordar com António Borges. Se a Caixa não tem uma preocupação social e não é o garante das empresas e famílias de Portugal, então não existe razão para ter como único accionista o Estado Português. Privatize-se… ou repense-se.
A partir do segunda/o, Faria de Oliveira retira a pele de cordeirinho e mostra as garras. Aparecem logo expressões como “reforçar o cross-selling”, afirmações do tipo “tornando a CGD o banco principal das melhores empresas” ou [almejamos] ”um resultado de 825 milhões de euros”. Fala ainda na aquisição de um banco de pequena/média dimensão em Espanha e na possível alienação de Zon e BCP. Tudo isto estaria bem se Faria de Oliveira não fosse precisamente o Presidente da Caixa Geral de Depósitos, o banco público de Portugal. Isto é discurso da banca privada que visa o sucesso empresarial e o lucro. Não podem ser objectivos e muito menos “guidelines” de um banco público. Sou forçado a concordar com António Borges. Se a Caixa não tem uma preocupação social e não é o garante das empresas e famílias de Portugal, então não existe razão para ter como único accionista o Estado Português. Privatize-se… ou repense-se.
8 de ago. de 2008
O tiro como modalidade olímpica
Por causa deste dia cheio de notícias interessantes, como os Jogos Olímpicos e o assalto à dependência sem dinheiro em Lisboa, não prestei atenção às notícias do dia. Agora mesmo, ao passar pela edição online do Público, deparo-me com esta notícia.
Ou perdemos o sentido de prioridades ou então estamos todos a dormir. Apenas na Questão dos Universais - blogue que visito com alguma regularidade - vi uma referência, dir-se-ia indignação, pela falta de atenção que este tema merece, relativamente aos outros dois.
Mesmo sem tomar partido consigo ver aqui um problema grave, actual e com necessidade de ser resolvido com urgência. O oportunismo desta "situação" é muito curioso.
Ou perdemos o sentido de prioridades ou então estamos todos a dormir. Apenas na Questão dos Universais - blogue que visito com alguma regularidade - vi uma referência, dir-se-ia indignação, pela falta de atenção que este tema merece, relativamente aos outros dois.
Mesmo sem tomar partido consigo ver aqui um problema grave, actual e com necessidade de ser resolvido com urgência. O oportunismo desta "situação" é muito curioso.
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Conveniência
Se há coisa que caracterize a esquerda, antiga ou moderna, mal ou bem pensante, é a conveniência da peixeirada que costumam armar. Ao longo do ano têm sido muitas. Desta vez, com a história do Presidente da República restringir o espaço aéreo à volta de sua casa, a coisa não lhes calhou bem.
Sem temas fracturantes (palavra que odeiam visceralmente por os fazer passar por patetas) refugiam-se no que vai aparecendo e esta história é um big nothing.
Entretanto o encontro de jovens bloquistas demonstra o quão diferentes são dos outros, como faz ver, e bem, FJV no post anterior.
Sem temas fracturantes (palavra que odeiam visceralmente por os fazer passar por patetas) refugiam-se no que vai aparecendo e esta história é um big nothing.
Entretanto o encontro de jovens bloquistas demonstra o quão diferentes são dos outros, como faz ver, e bem, FJV no post anterior.
7 de ago. de 2008
O aviso está dado
Trichet hoje na Conferência de imprensa do BCE:
[O controlo da inflação]"é a nossa missão prioritária"
Que é como quem diz, este mês fui bonzinho mas no próximo há nova subida das taxas.
A honra devolvida
O Esgravatar foi um blog que descobri por estes dias, com o despoletar da situação n'"O Primeiro de Janeiro". Hoje notei que o post que publiquei sobre o empresário Eduardo Costa está lá colocado. Julgo que falo por todos ao expressar a honra na citação e mostrar aqui a nossa solidariedade. Permita caro Filinto, que lhe devolva a honra e deixe aqui o link para o seu blog, onde poderão acompanhar e compreender melhor a vergonha que são alguns empresários e a protecção incompreensivel de que gozam.
Começam já amanhã
Porto e Gaia vestiram-se ontem de um cerradissimo nevoeiro para homenagear e se solidarizarem com a cidade anfitriã dos Jogos Olimpicos. É de louvar e enaltecer o esforço. Afinal, estamos em Agosto...
Brassard na equipa técnica da Selecção Nacional
o mesmo é dizer que Vitor Baia vai continuar arredado da baliza da equipa das quinas. Parece-me evidente.
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Yuppie Boy
6 de ago. de 2008
E agora? Compra-se o quê?
O mercado do petróleo está em bear market. Tradução, está em crise. Crise continuada. Está já 20% abaixo do valor máximo de 147,50€ para o caso do Brent atingido há cerca de duas semanas. A desvalorização do dólar, o aumento das reservas Norte-Americanas e fundamentalmente a baixa da procura consequencia do abrandamento económico levam à queda desta matéria-prima. Até aqui, nada de grave, a gasolina até sai mais barata. Mas há um senão. Um senão grave. Os mercados de bens mobiliários (Bolsas) estão tambem em crise e extremamente voláteis e portanto não são escapatória para os menins da bolsa. Que raio de produto vão eles agora comprar desalmadamente para nos lixar a vida? Pelo sim pelo não, é comprar uns quilinhos de arroz e outros mantimentos.
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Yuppie Boy
Do Lionismo
Eduardo Costa, o "empresário modelo" detentor da marca "O Primeiro de Janeiro" é Lion. Desconhece no entanto, os objectivos e código de ética deste clube.
"Lembrar que na construção de meu negócio não se faz necessário derrubar outro; ser leal a meus clientes e verdadeiro comigo mesmo."
Pessoas como Eduardo Costa não são bem vindas e sujam o bom nome da instituição. Infelizmente, este tipo de oportunistas ocupa a nossa sociedade civil de forma transversal. Será que não se arranja aí um punhado de 605 forte?
5 de ago. de 2008
Um singelo regresso
Depois de uma pausa por motivos profissionais e uma semana de repouso, decido regressar à blogosfera que é um meio que muito me atrai. Da esquerda à direita tenho-me apercebido de um certo desnorte. Pouco há a falar nos últimos tempos. A intermission de Cavaco causou escândalo, Maddie volta com o Verão, e umas centenas de mortos pelo mundo preenchem o vazio. É tudo o que temos. O Benfica ganha um jogo. O Primeiro de Janeiro fechou.
Volto com a missão ingrata de ser um conservador num país decrépito, histérico e com défices humanos graves. Deparo-me com um cabeçalho onde alguém colocou um rabisco de um burguês católico armado em rebelde. E assim vai o mundo.
Volto com a missão ingrata de ser um conservador num país decrépito, histérico e com défices humanos graves. Deparo-me com um cabeçalho onde alguém colocou um rabisco de um burguês católico armado em rebelde. E assim vai o mundo.
Coitadinhos...
Alan Greenspan escreve que a banca vai precisar da ajuda do Estado para conseguir ultrapassar esta crise. Parece-me justo. A banca tem estado sempre ao lado do Estado, pagando as suas contribuições e ajudando no fomento da economia. António Costa que o diga.
4 de ago. de 2008
Contra factos...
Um mês após a última subida de juros do BCE é tempo de fazer o balanço de tal medida. Trichet propunha-se controlar a inflação e criar assim a base de suporte à recuperação da economia Europeia. Numa análise rápida, vemos logo que a subida dos juros não trouxe os efeitos esperados. A inflação subiu num mês 0,6% estando agora nos 3,4%. Esta subida torna-se ainda mais grave quando sabemos que o petróleo, apesar da subida dos últimos dias, baixou bastante a sua cotação. O preço dos combustíveis é mesmo a única boa notícia do mês com uma baixa superior a 5 cêntimos/litro. Mas o efeito Trichet não se viu só na inflação. As casas estão mais caras também. O aumento dos juros BCE e o consequente clima de instabilidade e desconfiança económica faz com que a Euribor a 3 meses esteja no valor mais alto dos últimos 8 anos. É preciso recuar até 2000 para encontrar valor igual.
Esta análise pode pecar por ser precoce e portanto, um mês não ser tempo suficiente para ver a progressão e o sucesso ou insucesso do aumento dos juros do BCE. Nós continuaremos atentos e cá estaremos para aplaudir ou criticar o Sr...
Esta análise pode pecar por ser precoce e portanto, um mês não ser tempo suficiente para ver a progressão e o sucesso ou insucesso do aumento dos juros do BCE. Nós continuaremos atentos e cá estaremos para aplaudir ou criticar o Sr...
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Yuppie Boy
1 de ago. de 2008
Casualidade Estatistica???
"Confirma-se, pois, que o Tribunal Constitucional, no período de 1983-2007,
esteve politizado (na minha perspectiva desejável) e partidarizado (isso sim,
deplorável), e que esse padrão não foi alterado com a reforma de 1997."
Pedro e o Lobo
Da próxima vez que o menino de Boliqueime vier fazer uma comunicação ao país, corre o risco de não ter ninguem a ouvi-lo.
EU? Ouvir quem?
Cavaco, o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas ficou chateado com os entraves que lhe querem colocar para dissolver o Governo e Assembleia Regionais. Vai daí, lança um imenso tabu no país e convoca uma comunicação ao país de interesse, no minimo, duvidoso. Ou já estava farto de férias, ou está senil.
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