31 de dez. de 2008

Gaijos e cenas de 2008

Gaijo do ano

Cabàco
porque é uma referência dos dois maiores partidos portugueses, um por medo e o outro por vazio do que quer que seja.


Cena do ano

A invenção do Magalhães
porque nos faz lembrar os gloriosos tempos em que conseguíamos trocar com os indígenas de outras partes ouro, iguarias e especiarias por latarias, bugigangas e espelhos. Agora foi também com os indígenas de cá.


Gaijo do ano, Muuundú

Obama
porque sim.





Cena do ano, assim tipo Muundú

Gaza
porque depois de passar muitas horas a jogar no Magalhães, a minha memória não tem mais de oito dias...





este post é apenas a minha opinião, mas desde já desafio os companheiros que consigam a deixarem os seus balanços.

Agradeçam ao Engenheiro!!!

Como já aqui escrevi, Sócrates não tem mérito algum na baixa das prestações mas que ela é uma realidade e que permite uma poupança considerável, isso é incontornável. As Euribor continuam, e continuarão, a bater minimos e estão já a valores de 2006. Quem revir o seu crédito este mês vai mesmo ver a diferença na carteira.
Para o empréstimo tipo de 100 00€, a 30 anos e com spread 0,7 a poupança é de 104,67 e 104,84 para as Euribor 3 e 6 meses, respectivamente. Quem tiver contratado a taxa a 6 meses passará a pagar 586,01 contra os 581,62 a 3. Estas são boas noticias e como já disse em cima, serão melhores em 2009...

Acabou II


O essencial do Mundo, a partir dos EUA e de jibjab.

Acabou

Em Julho deste ano, o petróleo bateu o seu record de preço e fixou-se acima dos 150 USD. Depois veio a crise e a sua queda foi estrondosa estando agora a negociar no patamar dos 40 euros - pouco mais de um quarto do preço record - e a preparar-se para ter um crescimento anual negativo, algo que só se viu no inicio d século. A Euribor, por sua vez, bateu o record em Outubro, um dia antes de iniciar uma queda ininterrupta que a coloca, para já, nos 3% - pouco mais de metade do record - e há quem vaticine que a descida só para ábaixo da barreira dos 2%. A inflação da zona Euro esteve tambem nos píncaros mas hoje injecta-se dinheiro que artificialmente ela cresça e o medo da deflação está espalhado pelos rostos dos homens-fortes do BCE. Todos os outros indices económicos que possamos terão um comportamento idêntico ou ainda pior. 2008 foi o ano da incerteza, à excepção da crise, que é uma realidade. É por isso, que às portas de 2009, não há entusiasmo nem ânsia. O ano que vem prepara-se para ser um 2008+1... e isso, não augura nada de bom.

30 de dez. de 2008

5 milhões é pouco

O tecto dos 5 milhões é curto. Bem vistas as coisas não dá para nada. 20 talvez, mas seguro seguro só mesmo 50 milhões. As obras deverão tambem ser todas propostas à Mota-Engil, com financiamento da Caixa, e só no caso destes dois players recusarem se porá a hipótese de entrega a outros. Parece-me tambem lógico que se acrescente 50% ao preço orçamentado para derrapagens e luvas. Ficamos logo prevenidos e "mais euros mais economia", pelo menos na óptica do Engenheiro. Estamos num lindo caminho estamos...

Diálogo israelo-palestiniano

Se tivéssemos terroristas a infernizar as nossas vidas a cada 5 segundos talvez os olhássemos com olhos menos tolerantes

Da pequenez

O que determina o tamanho de um país não é apenas o tamanho do seu território - ao inverso do que queriam significar aqueles velhos mapas de Salazar com Portugal e as "províncias ultramarinas" -, nem a sua população - veja-se o caso da China. O que determina o tamanho de um país são as ideias e os debates que ele pode gerar para conseguir ser melhor, mais livre e mais sustentado, mais justo e mais igualitário, mais ético e melhor defensor dos preceitos individuais. Um país que se tenta dividir por causa de uma coisa chamada estatuto autonómico dos Açores é um país muito pequeno.

No more Mr. Nice Guy

Invistam ou ela grita

Björk cria fundo de capital de risco para ajudar economia islandesa

29 de dez. de 2008

Alguém pode calar o Medina Carreira por favor?...

Isto é um país perdido. Devemos milhões por todo o lado. Dentro de poucos anos estamos mais falidos que a Islândia (como se tal fosse possível...). Os políticos não percebem nada disto e caminham alegremente para o abismo. Andamos a gastar o dinheiro que não temos. Isto não tem emenda possível. Endividamo-nos ao ritmo de dois milhões de euros por hora (azar... mais uma vez os factos vieram desmentir os desvarios de Carreira. O endividamento externo caiu para 53 por cento do PIB. O que me parece ainda muito, diga-se).
Há mais de uma década que Medina «Nostradamus» Carreira anuncia o fim de Portugal tal qual o conhecemos. E a verdade é que os factos o contrariam sucessivamente. Não estamos bem? Não estamos, não senhor. A crise é grave? É sim senhor. Mas o contínuo discurso da tanga de Medina Carreira é o espelho do País que somos: pequenino, sem rasgo, sem nervo. Por amor de Deus homem: CALE-SE!!!!

Dedicado a todos nós

Artigo de Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios.

27 de dez. de 2008

Pollish Weekend Passions

site oficial carregando na imagem

Só por ingenuidade podemos acreditar no acaso

A Parpública, empresa que detém as participações do Estado, e a Caixa Geral de Depósitos comunicaram no passado dia 23, parece que por volta das 21 horas, a constituição de uma holding que passa a controlar a Caixa Leasing e Factoring bem como uma participação nas Águas de Portugal. Ontem, a Parpública anunciou uma nova holding, que agrega EDP, REN e Quimiparque, entre outras. Não deixa de ser estranho que a super-máquina de comunicação deste governo tenha escolhido estes dias... ou terá sido propositado? Aguentará a CGD todos os disparates do engenheiro?

26 de dez. de 2008

A magia do realismo

“Striking is hardly a threat when management doesn’t want you to work”
Bruno Lemerle, coordenador da CGT em Sochaux, no NYT.

ADENDA: Novo coordenador da CCOO, a principal central espanhola, defende mais ou menos o mesmo, aqui.

25 de dez. de 2008

Natal dos pobres

A CGD, o colosso da banca Portuguesa que não se sabe se detém ou é detida pelo Estado, "conseguiu" há dias um aval de mil milhões de euros. O Banif ficou-se pelos 50, sabe-se agora. Salom para uns, Castiço para outros...

24 de dez. de 2008

Who needs christmas when you got the blues?



Au Revoir Simone / "The lucky one"

Não menosprezando a excelente escolha dos sempiternos Clash - versão Strummer & the Mezcaleros - a cargo do Justiceiro fafense, deixo aqui também a minha "christmas carrol".
São três meninas de Brooklyn com três órgãos e, provavelmente, fazem chorar um homem adulto e crescido. Alegadamente, são a banda preferida de David Lynch, mas isso não interessa para nada. Tive a sorte de as ver ao vivo no Santiago Alquimista há uns meses atrás e o sentimento de partilha obriga-me a publicar isto aqui.
Santo natalinho ou pura e simplesmente bom convívio.
Haja ternura pessoal.

23 de dez. de 2008

Ai a crise...

Quem me conhece e sabe as minhas tendências políticas tem alguma dificuldade em compreender o asco que devoto aos mercados bolsistas. A artificialidade e a ganância que por ali grassam (para além de eu achar que metade daquele dinheiro que passa de mão em mão pura e simplesmente não existe:)...) estão na base de toda esta crise de confiança (sim, era mesmo confiança que queria escrever, não económica...) que abala o mundo. Mas que ela está aí instalada, isso não há como negar. O problema, na minha modesta opinião, é que esta crise vai servir de guarda-chuva a muita sacanagem por essas empresas fora. Basta esperar pelos resultados de grande parte delas no decorrer de 2009 para se perceber que a crise, afinal, não tocou a todos. É que o discurso, não sei se repararam, já mudou um bocadinho. Já não é 2009 que vai ser o cabo dos trabalhos. Será só o primeiro semestre. O segundo já poderá registar um crescimento pequenino, mas sempre um crescimento...
Nos últimos anos, por força da posição ocupada na empresa onde trabalhava, era obrigado a «gerir» mais de 30 pessoas. Como tal, tornei-me um crítico da forma como o trabalhador português encara a sua actividade. Mas a conclusão final a que cheguei (mesmo antes de ser despedido sem dó nem piedade...) é que o grande problema em Portugal está no lado de quem manda e não de quem obedece. Os gestores nacionais são muito, mas muito maus. Por isso é que acredito que grande parte destes merceeiros vai aproveitar a crise para despedir, reformular, renegociar e reestruturar. Quase sempre em proveito próprio, está bom de ver...

PS: Boas Festas aos amigos de comandita e a quem por aqui passa.

Bom solstício


Não sei a razão, mas no carro, de manhã, ouvia esta música e pensei na sociedade em comandita... Eu seria o bankrobber, o senhor Director seria o assaltado, o mister Yuppie assegurava-me os investimentos feitos com o dinheiro e o chefe Zé Gato andava a tentar apanhar-me... Sim, um disparate, resultante do estado de soneira em que me encontrava. Mesmo assim, decidi (re)postar a música porque a cadência ritmica me faz lembrar as canções de embalar, ou as de natal.

Boas festas, sejam quais forem os vossos credos.

22 de dez. de 2008

Uma questão de matéria prima

Para o bem e para o mal, Santana Lopes é feito de borracha.
Essa é que é essa.