É apenas o que me apetece dizer, depois de ter ouvido ao longo do dia as diversas posições públicas dos senhores que estiveram à frente do PSD nos últimos anos.
Em relação aos que vêm... ficaremos atentos.
31 de mai. de 2008
Seguidistas
Ainda não sei o resultado das eleições do PSD, mas admito o direito de tendência. Além dos santanistas, Ferreiristas (ou cavaquistas) e passistas (ou liberais) há os... como se chamará a tendência de Patinha Antão?
E os seus seguidores? Pataniscas ou Ant.. Antas? Seja qual fôr, não fará justiça ao homem.
E os seus seguidores? Pataniscas ou Ant.. Antas? Seja qual fôr, não fará justiça ao homem.
30 de mai. de 2008
Eu não vou
Começa hoje o Rock in Rio. Deve ser uma maravilha! Até porque este ano o tema são as alterações climatéricas. Uau! Haverá instituição mais preocupada com o mundo que o Rock in Rio?
Hoje há muito menos miséria no mundo por causa deles. É ver os seus relatórios de contas, os subsídios e tudo mais. Que altruísmo, meu Deus! Tenho a certeza que o poopie boy vai lá dar um saltinho. Ele que é um rapaz de causas. Esta faz todo o seu estilo.
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Campanha
O centro de mensagens 2008 que envia mensagens da distrital do PSD Porto continua a promover Passos Coelho. Será normal, depois de Marco António Costa ter dito que a distrital do Porto não apoiava nenhum candidato, embora ele pessoalmente apoiasse o candidato-obama?
Se é esta a diferença proclamada pela candidatura de PPC, estamos conversados.
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29 de mai. de 2008
Falem-me de futebol
em jeito de resposta ao comentário do Crosta:
Esperar algo das eleições do PSD é naif. O que ali se discute é um lidér a prazo que não envergonhe a história do partido. Um lidér que almeja não a vitória mas sim uma derrota que permita uma saída airosa. No limite, estaremos a discutir o próximo lidér da oposição, se não fôr derrubado internamente antes de chegar ao hemiciclo. Assim, tudo o que estiver relacionado com estas ditas eleições ou com a recém anunciada moção de censura do CDS-PP são para mim já assuntos do passado. A política deveria viver de acção e não de tempos de antena.
Tudo isto é muito engraçado
Andava a ver opiniões sobre o debate de hoje e fui dar ao Arrastão, onde o Daniel Oliveira tenta ter uma visão distante do PSD. Tirando o seu habitual desprezo pelos partidos à direita - velho hábito da esquerda adolescente - está bastante engraçado.
Informa-nos (avisa-nos?) também o Daniel que vem aí um ataque massivo da esquerda contra a esquerda, mas a primeira é mais esquerda do que a segunda que é só meia-esquerda. Não deixa de ser engraçado acharem que só o PSD está a passar por uma crise ideológica. Não deixa de ser engraçado falar-se em crise ideológica.
P.S. Se o Daniel quiser conheço imensas histórias de listinhas dos partidos com mortos, semi-mortos e vivos a triplicar.
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28 de mai. de 2008
Meu caro Justiceiro,
Tenho muita pena que não tenha acompanhado o debate de hoje na Sic. Gostava muito que tivesse assistido a um momento único de televisão e da política portuguesa que foi este:
- Fui eu que lancei o debate sobre as preocupações sociais. (Manuela Ferreira Leite)
- Ó valha-me Deus! Ó valha-me Deus! Valha-me Deus! (Patinha Antão)
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A lei do Mercado a funcionar
Noticia
Comentário besta: Se abrirmos mão do carro, portátil, telemoveis, luz eléctrica, e outros "luxos", estou em crer que podemos mesmo baixar da barreira dos 50 dólares por barril.
Comentário besta: Se abrirmos mão do carro, portátil, telemoveis, luz eléctrica, e outros "luxos", estou em crer que podemos mesmo baixar da barreira dos 50 dólares por barril.
Eu, mediador, me ofereço...
Se fizesse este crédito, mesmo a 1% de comissão, embolsava 700 000€.
27 de mai. de 2008
A defesa do ambiente...
O Governo que se quer verde (com a excepção daqueles PIN em cima das dunas) vai viajar de avião um pouco por todo o mundo. O Governo do país que fecha consulados e que não faz o essencial para divulgar a língua (o acordo ortográfico não chega) vai passar o 10 de Junho com as comunidades.
Luxemburgo recebe o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em Brasília. Ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, em Caracas. Ministro da Justiça, Alberto Costa, em Luanda. Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, na Cidade da Praia. Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, em São Paulo. Ministro da Economia, Manuel Pinho, em Madrid. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, em Moçambique. O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, em Pretória. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas, Ascenso Simões, em Andorra. O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Costa Pina, em Berlim. O secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, em Berna. O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, em Buenos Aires. A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, em Haia. O secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, em Londres. O secretário de Estado da Administração Interna, João Figueiredo, em Montevideu. O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, em Newark. A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em Paris. O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, em Sidney. O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, em Macau.
Divirtam-se!
Luxemburgo recebe o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em Brasília. Ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, em Caracas. Ministro da Justiça, Alberto Costa, em Luanda. Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, na Cidade da Praia. Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, em São Paulo. Ministro da Economia, Manuel Pinho, em Madrid. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, em Moçambique. O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, em Pretória. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas, Ascenso Simões, em Andorra. O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Costa Pina, em Berlim. O secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, em Berna. O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, em Buenos Aires. A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, em Haia. O secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, em Londres. O secretário de Estado da Administração Interna, João Figueiredo, em Montevideu. O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, em Newark. A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em Paris. O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, em Sidney. O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, em Macau.
Divirtam-se!
Quero os meus 75 cêntimos de volta

Quando se lê numa manchete CONVERSAS SECRETAS entre Camacho e Quique Flores pensa-se que pode estar ali, escrito no jornal, o modelo do novo Benfica, que perfil para o novo número dez, que mudanças se prevêem, que análise faz Camacho dos jogadores que ficaram, de que forma Quique pretende organizar a equipa... sei lá, milhões de leituras. No entanto, abre-se o jornal e quatro páginas depois, há uma mão cheia de nada. Jornalismo não é entreter. A bíblia já não é o que era.
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O Liberalismo
Dos famosos Pães Quentes e do seu inestimável contributo para a destruição da qualidade da pastelaria portuguesa ninguém duvida - é uma realidade sado-masoquista a que nos entregámos de alma e coração.
Talvez por essa inevitabilidade, o Pão Quente que banha a minha rua pratica um estilo de negócio a que eu poderia chamar excêntrico, se já não tivesse visto Joe Berardo em acção.
Com o aumento da inflação, estas novas mesquitas do pão viram-se obrigadas a subir o preço do pão acima dos 10 cêntimos. No entanto, o sr. X não aumentou o preço, manteve. Podereis vós agora pensar que este herói da acção social estaria a marcar presença no reino dos céus, mas não. Esta inteligência sagrada do pensamento económico - qual João Miranda - reduziu o tamanho do pão para quase metade. Por simpatia, a senhora da mercearia do lado não lhe faz concorrência, embora pudesse arranjar um fornecedor que lhe vendesse um produto de melhor qualidade.
Somos, certamente, um país que pratica um liberalismo, no mínimo, peculiar.
Somos, certamente, um país que pratica um liberalismo, no mínimo, peculiar.
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26 de mai. de 2008
A crise
Apercebemo-nos, que a crise está aí, quando chegamos às máquinas de multibanco e em quase todas os talões estão esgotados. No entanto, continuam cheias de euros para distribuir pela malta.
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Yuppie Boy
25 de mai. de 2008
Leituras de Domingo
Começo esta revista com a leitura desta entrevista ao Professor Eduardo Lourenço no DN. A visão sensata e sempre com a equidistância necessária do ensaísta.
Segue-se a crónica de Carlos Marques de Almeida, no Diário Económico. Nada acrescenta mas faz um bom retrato, embora me merecesse um ou dois comentários.
Sobre a Eurovisão, a perspectiva de José Milhases, no Da Rússia e do News Blog do The Guardian.
No campo das notícias, esta preocupante no Correio da Manhã. Sem querer ser alarmista.
No Público, mais uma para o saco da crise.
24 de mai. de 2008
Eleitores
"He says Clinton has “very good views on specific issues that are important to this election”, including the war, the economy and health care – all things that matter deeply to an 11-year-old."
no Cafferty File. a partir de hoje na barra da direita.
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Euforia
Não se percebe bem qual a estratégia de Passos Coelho. O candidato começou a aparecer aos poucos, mesmo antes da saída de Menezes.
De repente, já coleccionava uma série de apoios e introduz atabalhoadamente o discurso do liberalismo para o agrado de muita gente e provavelmente suportado por certo grupo.
O candidato tem mantido o discurso sempre no mesmo tom, atacando mais José Sócrates do que o partido, dirigindo-se para o país. Pode parece uma atitude séria de Passos Coelho, no entanto fico sempre de pé atrás quando o dirty job é deixado para outros.
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23 de mai. de 2008
Outras análises
Para já, o acompanhamento do Paulo Pinto Mascarenhas no Atlântico.
O Luís Delgado, no blogue da campanha de PSL, que viu outro debate, claramente.
Interessante também não deixa de ser esta pequena análise de rui a., também conhecido spin doctor de PPC que, curiosamente, era um dos cinco.
Já neste blogue de apoio, considera PPC o arauto do liberalismo da III república.
O João Vilalobos, no Corta-Fitas, também fez o seguimento daquilo.
A reacção do Paulo Gorjão, mostra contenção e alguma sobriedade, como sempre.
Um debate moderado por Moura Guedes
A ideia inicial para este serão seria fazer um acompanhamento do debate entre os candidatos às directas do PSD promovido pela TVi.
Mas se alguém tinha dúvidas em relação ao rigor jornalístico deste canal privado ficou logo esclarecido quando Manuela Moura Guedes sem mais demoras anuncia que não haverá regras.
A partir daí foi o esperado. Manuela Ferreira Leite mais sóbria e objectiva, sem floreados e contida, esperando sempre o momento de falar. Assim também aconteceu com Patinha Antão, embora este estivesse um pouco nervoso mostrando uma determinação despropositada.
O Professor Patinha Antão é um homem que domina áreas muito específicas, mas não tem qualquer tipo de perfil para liderar o maior partido da oposição. Além disso ninguém parecia estar interessado no que este tinha para dizer. Alguma falta de consideração - respeito, até - portanto.
Passos Coelho e Santana Lopes tentam-se afastar um do outro, mas são os únicos que insistem na instalação do liberalismo, para de seguida o negarem como fonte da sua política, confundindo quem os ouve.
Santana Lopes disfarça essa confusão usando os mesmo truques de sempre, agora refugiado por uma experiência de seis meses, e que passam pelas referências a políticas estrangeiras e dirigindo-se a todas as "classes" em matérias diferentes. Quando se fala da saúde Santana fala das famílias, quando se fala de emprego e legislação laboral fala de investimento e de investidores, quando se fala de impostos fala na classe média. Um golpe populista que confunde mas que o faz sair, por norma, bem na fotografia.
No entanto, à sua frente tinha Passos Coelho que faz o mesmo jogo com uma linguagem diferente. Provou que as críticas que se fizeram ao facto de ser novo faziam sentido porque injectou uma série de conceitos liberais e tenta dançar com eles, mas a certa altura falta-lhe jogo de cintura. Parece o aluno que não consegue juntar a parte teórica à prática porque a doutrina não combina com a realidade.
Contudo, é o candidato com o discurso mais abrangente, conseguindo sinteticamente abordar um bloco de temas com bastante determinação, o que o beneficia.
Manuela Ferreira Leite manteve-se tranquila e limitou-se a responder sucintamente às poucas questões que lhe iam sendo colocadas. Coerente, objectiva e revelando já uma capacidade de análise do momento muito mais realista, a candidata com a postura mais clássica mantém-se a léguas da patetice e demagogia dos seus oponentes.
O formato do debate não dá para grandes análises. Curto e atabalhoado, como manda a lei das audiências, serviu apenas para os candidatos mostrarem a tristeza em que está o jornalismo em Portugal.
A anfitriã conseguia surpreender mais que os próprios convidados. Primeiro na sua gesticulação que já vai sendo apanágio das suas aparições em debates e entrevistas, depois pelas expressões faciais e por último pela arrogância com que questiona coisas que nem ela própria sabe muito bem o que são.
Das várias intervenções, e de um ponto de vista mais abstracto, registo com alguma perplexidade o formato das perguntas:
"Santana Lopes: desemprego?"
"Pedro Passos Coelho, saúde? Como é?"
Há que ir direito ao assunto.
No confronto também esteve muito bem. Aliás, se alguém precisar de um personagem instigador e prevaricador de confusão chamem esta "cara amiga" - tal como foi tratada por Patinha Antão. Moura Guedes interrogava cada candidato sobre os ataques que outro específico lhe teria feito, hiperbolizando sempre o conteúdo. Mas o melhor ataque foi feito a Passos Coelho, em relação ao pacote laboral, quando lhe pergunta: "mas quer ou não quer um pacote liberal?" ao que PPC responde "sim, já lhe respondi" a partir daí foi assim:
- Não - diz a Manela.
- Não? Porquê? - pergunta PPC.
- Ora, porque... isso...
(interrupção de um dos adversários, confusão, muda de assunto e está resolvido o problema).
No fundo, não preciso de dizer mais nada. Até porque depois chegou Pulido Valente - logo a seguir a MMG ter interrompido Passos Coelho assim: "pronto, está bem, temos de acabar, adeus a todos" (nestes termos) - e começou o seu comentário ao debate mesmo ali ao lado, metendo Patinha Antão logo num canto e enaltecendo a vitória de Ferreira Leite, juntamente com a denúncia da demagogia dos restante.
Em suma, uma palhaçada. Mas divertido.
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Isto é surreal
Agora entrou o Vasco Pulido Valente que estava ali ao lado e está a comentar com os convidados ali a ouvir o comentário.
"... Patinha Antão não conta para nada".
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