4 de nov. de 2008
E agora, também devia estar calada?
Lá está ela a mentir outra vez
Election day
BPN II - a "nacionalização"
Faltou mea culpa
3 de nov. de 2008
O resto
What happened to Pinto Monteiro?
Teoria de conspiração
Portugal vs. PSD 2009
Caladinha era uma Senhora
BPN I
A semana passada, dizia Paula Teixeira da Cruz que o que se passava no PSD em Lisboa era caso de polícia. Hoje, é a minha vez de dizer que o que se passa no BPN é, mais do que um problema financeiro, um caso de polícia. É verdade que financeiramente o BPN está pelas ruas da amargura e corria sérios riscos de deixar de cumprir as suas obrigações mas não é menos verdade que o reinado de José Oliveira e Costa foi um período de lucros record obtidos a partir de uma amálgama de empresas fora da área de negócio principal e de sucesso muito duvidoso. As áreas de acção vão da cerâmica à saúde, passando pelo turismo, agricultura e muitas outras (ver mais aqui). Quem conhece as empresas que constituem o grupo, sabe o quanto foi nelas investido e quanto elas poderiam facturar. A investimentos avultadíssimos, corresponderam sempre elefantes brancos, sorvedouros de dinheiro que estranhamente apresentavam lucros, -em algumas empresas do grupo, passam-se mesmo dias sem que seja carregado um camião. Não existia sequer o pudor de esconder o esquema. A administração de José Oliveira e Costa foi mesmo isso, - um esquema continuo alimentado por lucros fictícios na área empresarial e uma banca em grande expansão. É difícil de calcular o prejuízo que deixa a accionistas e contribuintes mas é uma certeza de que o valor desse prejuízo terá quase tantos zeros quanto negócios tem a SLN. Mas Oliveira e Costa é um intocável. Faz parte do grupo que acompanhou Cavaco em dois mandatos à frente do Governo Português. Um grupo onde a maioria andou sempre no limiar da ilegalidade. Uma corja que governou em tempo de vacas obesas em proveito próprio e espalhou o tentáculo pela sociedade Portuguesa. Sabemos onde é o lugar de Oliveira e Costa… Duvido que o país tenha tal sorte mas uma investigação célere e exaustiva é urgente e obrigatória.
Acabada de chegar
- Não tem provisão!
Pergunta o cliente:
- Não? Mas o cheque ou o banco?
Não faz sentido por piadas de mail no blog, mas esta era irresistível
2 de nov. de 2008
Por uma unha negra
Foi hoje anunciada pelo PM a nova maioria de 2009
Cadilhe ainda tentou mas... (act)
Alguém está a precisar é de um tau-tau
Novo New Deal exigia um melhor «dealer»
O intervencionismo estatal do presidente George W. Bush tem pouco ou nada a ver com a experiência do New Deal que Franklin D. Roosevelt levou a cabo para enfrentar a Grande Depressão dos Anos 30. Bush tenta salvar empresas em quebra; Roosevelt procurava reconstruir o conjunto da economía dos seu país e, em primeiro lugar, elevar o nível de vida dos própios cidadãos. Não fica mal então uma breve síntese daquela experiência, que o recente Prémio Nobel, Paul Krugman, recomenda tomar como agenda para o novo governo dos EUA. Tendo sempre em conta, claro, as diferenças de época e problemáticas envolvidas, ainda que a dinâmica da acumulação continue em muitos aspectos similar.
Mario Rapoport, economista e historiador, no Página12.