30 de nov. de 2008

Nova imagem

O nevão do fim de semana apressou a chegada do Inverno. O Sociedade acompanha a Estação e veste-se de branco. Esperemos que o novo look agrade.

29 de nov. de 2008

Weekend passions... at D.O.C

(site carregando na imagem)
Carpaccio de lingua de vaca; Risotto de sapateira com linguado (divinal); Bochechas de Bízaro com açorda de cogumelos; Carpaccio de frutas; Ázeo Branco 2007; Pintas Character 2006; G-Vine tónico (a lista de vodkas é de fugir).

O sacrificio de um para o bem de todos

Tal como já havia aqui escrito, se Rendeiro abandonasse, como abandonou, a solução aparecia, como apareceu. Mas o abandono de Rendeiro levanta outras questões bem como traz outras conclusões. Os accionistas estão solidários com o ex-Presidente, acreditam no BPP, mas não têm capital para investir (o quadro accionista tem vários fogos para apagar) ou não o querem ver cativo na instituição. O Know-how de Rendeiro seria certamente uma mais-valia na recuperação da instituição. O seu afastamento, a que acedeu a bem da instituição, pode ser sinónimo de suspeitas... veremos.

28 de nov. de 2008

Euribor is falling down, falling down, trá lá lá

Os índices de 3 e 6 meses fixaram-se em 3,853 e 3,897 respectivamente. Com estes dois indices, fecha-se o ciclo de Novembro e obtêm-se os novos indexantes a usar em Dezembro e os valores para corrigir os Créditos mais antigos. No caso da taxa de 3 meses, serão revistos os Créditos actualizados em Agosto. Já para a taxa a 6 meses, o mês a ter em atenção é Maio. Quer num caso, quer noutro, a alteração será notada na carteira de forma significativa. No gráfico, podem ver as duas evoluções (a claro as taxas anteriores).

(no excel estava com melhor aspecto garanto)

Para o empréstimo tipo de 100 000 euros, a 30 anos e com spread 0,7% as poupanças serão de 45,14 e 37,37, para 3 e 6 meses respectivamente. Para se adaptar a casos particulares devem ser levados em conta os seguintes factores:
. a poupança aumenta com a subida do montante financiado;
. a poupança aumenta com o alargar do tempo de empréstimo;
. a poupança aumenta com o aumento de spread mas a variação é pouco significativa.

Quem pagará? E como pagará?

No dia 21 deste mês, fiz questão de colocar aqui no Sociedade, o link de uma notícia onde Sócrates afirmava que não existiam razões para alterar as previsões de crescimento para 2009. Nos comentários surgiu uma justificação, cujo ponto de vista é absolutamente correcto, para o caso baseada na imprevisibilidade da conjuntura que não permitia corrigir os valores com rigor. Na mesma caixa de comentários tambem, afirmei depois que o problema está a montante, na primeira e até agora única previsão apresentada. Porquê? O orçamento é um documento de extrema importância onde se reflectem todas as linhas de acção de um executivo e o quanto cada uma dessas linhas se pode "esticar". Prever receitas por execesso, como se verificará neste orçamento se a economia não crescer os esperados 0,6% (o diferencial entre a previsão do Governo e a da OCDE custaria 480 milhões), resulta em uma de duas hipóteses: - divida pública a aumentar para fazer face às despesas; - não cumprimento do orçamento metendo medidas na gaveta; - eventualmente poderão ocorrer as duas hipóteses cumulativamente.
Se a segunda hipótese é má pois obriga a contracções no investimento e consequentes abandonos de projectos a primeira não é melhor. No curto ou no médio prazo, o diferencial vai ser pago por um orçamento posterior, - pelo lado da despesa, com cortes no investimento, ou pelo lado da receita, com aumento de impostos. De uma ou de outra forma saíremos sempre prejudicados e com a necessidade de remediar. Lembram-se do ditado?

Piadas que a crise trouxe

Ao que parece, voltou-se a casar por amor.

27 de nov. de 2008

De pequenino...

Antes de Cavaco Silva foram 8 os líderes que ocuparam durante 11 anos a cadeira do poder no PSD. Depois do nosso Presidente, já lá vão 13 anos desde o abandono da liderança, foram apenas 7. Afinal, o PSD não é esse partido de convulsões como muitos dizem ser. Pelo menos, já o foi mais no passado.

OE 2009 - Salário Minimo Nacional já aprovado

Já estava anunciado mas faltava ainda a aprovação do Conselho de Ministros, o que aconteceu hoje. Os 450€ são uma realidade e cabe agora aos empresários, mais do que ao trabalhador, rentabilizar o investimento.

Ou talvez não...

Teixeira dos Santos, 6 de Outubro de 2008

Os abutres

Numa reacção rápida, poderia dizer que o que se propõe hoje para o BPP é a prova do que escrevia há uns dias sobre João Rendeiro, o rosto do banco. Continuo a acreditar nesta tese mas esta proposta pode ser ainda mais perversa e esconder o que de pior há na banca. Já se tinha notado que não havia interesse em salvar o banco e que para sustentar essa posição, Teixeira dos Santos e Vitor Constâncio enumeraram um sem número de razões, que tanto corroboravam a decisão como apontavam o sentido inverso. Mas ficou um assunto pendente, - a divida à banca internacional. Apesar de o risco sistémico da falência ser diminuto, o "calote" no estrangeiro daria má imagem da banca nacional e dificultaria, ainda mais, o acesso a crédito interbancário. É neste contexto que os abutres, que no passado rejeitaram absorver o BPP, aparecem agora. Não para salvar a instituição mas para se livrarem de possiveis incómodos. "Uma cajadada, dois coelhos", - enterra-se Rendeiro e resolve-se a dor de barriga lá fora.
Aceitará o BPP esta proposta? A sua posição fragilizada, a AG para aumento de capital parece mesmo a única saída, tudo leva a crer que sim mas o que a proposta oferece não traz nada de bom. Bem vistas as coisas o que propõe ao BPP é o afastamento da administração, que seria substituida por gente do BdP responsavel por salvar, leia-se vender, os activos e com poderes para fechar a instituição. Ao mesmo tempo, querem que accionistas e clientes continuem a assumir as suas responsabilidades, ainda que já afastados numa espécie de "vou a jogo mas com o teu dinheiro"...
Como contribuinte sinto-me agradado e contente por ter um governo que me protege, ainda que num passado recente o não tenha feito. Já como cidadão, envergonha-me que o crime seja recompensado e que mais uma vez o Português prove que o mal dos outros é a sua maior alegria.

26 de nov. de 2008

Boas e más noticias (act)

Como não sou guloso mas gosto de ficar agradado no final, primeiro as más:
A OPEP vai reunir dia 29 e o corte na produção de petróleo é já certo. Para mais, a Rússia anunciou que pode tambem cortar a sua produção, em consonância com o cartel. Resultado: petróleo mais caro.
O BCE vai voltar a baixar a taxa de juro, disse Trichet. Resultado: os empréstimos vão continuar a baixar.
O saldo é mesmo assim positivo, principalmente, se as reservas americanas de petróleo subirem (o anúncio é feito hoje à tarde)(confirma-se)

BPN e o PSD

Mais dois: o padrão começa a aparecer. Mas atenção, isto é boca de quem só quer denegrir o PSD. Dias Loureiro é o caso mais visivel e como sabemos, Cavaco já lhe demonstrou toda a sua confiança. Precisamos de mais provas de inocência? Ou precisamos de investigar mais?

O homem e o banco

João Rendeiro é o empresário de quem se fala. Para o bem e para o mal, fundamentalmente para o mal, o BPP está intimamente ligado à sua imagem e os dois são indissociáveis. Num período em que o banco atravessa uma grave crise de liquidez, o homem por trás dele não se esconde em copas nem espera que lhe venham resolver o problema, como aconteceu no caso BPN. Rendeiro é um dos empresários da nova geração. Hoje é fácil criticar a sua gestão e as suas opções mas não podemos esquecer a progressão que teve e os lucros que distribuiu. Confrontado com a crise e a possibilidade de colapso (ainda continuo a achar que há manifesto exagero nas previsões) o seu pragmatismo e a assertividade na acção. Parece hoje óbvio que governo e BdP não vão dar a mão ao BPP. Os "grandes" da banca tambem não se mostraram interessados na aquisição ou troca de capitais. Resta ao BPP, o BPP. Depois das declarações de Saviotti e da convocação do Conselho Consultivo e Assembleia Geral parece claro que à empenhamento na resolução, nem que seja pela via do aumento de capital. A colecção Ellipse, menina dos olhos de Rendeiro é outra opção, ainda que o seu valor obtido com a sua venda não consiga fazer face às necessidades. A possibilidade em cima da mesa da venda da colecção é, só por si, a prova do pragmatismo e da determinação na resolução do problema bem como do corte radical com a mentalidade Portuguesa, - “matava o paizinho se vendesse”, ou “está na família há anos”, ou “prefiro morrer”, ou ainda “mais vale pequeno e meu do que grande e partilhado”. O importante é mesmo salvar o "ganha-pão", - separar e largar o acessório para centrar a atenção no essencial, algo muito dificil de encontrar no "empresário/gestor" Português.

Disclaimer: A minha admiração por João Rendeiro pode em certos momentos deturpar a visão e percepção. Tentei e tentarei sempre que tal não aconteça.

25 de nov. de 2008

Quebrada a barreira dos 4% com poupança a aumentar

A Euribor a 6 meses desceu hoje 25 pontos fixando-se nos 3,995%. Apesar das taxas estarem a baixar, consecutvamente, há mais de um mês, só quem vir o seu crédito revisto em Dezembro beneficiará... os outros ainda vão ter de esperar.

No empréstimo tipo (lembram-se?), a poupança, face ao dia 9 de Outubro, vai já nos 90,76€.

Filhos e enteados

A grande diferença que separa o BPN do BPP é o camião TIR de ilegalidades que se praticavam no primeiro. De resto, os casos são muito parecidos, se não, vejamos.
Teixeira dos Santos diz que não há risco sistémico, e eu concordo, se o BPP falir. Já no caso do BPN, o Ministro julgou ao contrário, o que é no mínimo discutivel. E isto, pelas dimensões dos bancos em causa. Um representa 0,2% o outro, é um gigante e representa 2. Contas feitas, um tem direito a 45 milhões, o outro a 450 milhões mas há más linguas que falam em mil imagine-se. Tambem os depósitos separam as instituições, - se no BPP eles chegam por transferência, no BPN chegam tambem por depósito ao balcão. De qualquer uma das formas, é dinheiro do cliente, o tal individuo a quem Teixeira dos Santos prometeu garantias do dinheiro depositado, ou estou enganado?
As duas razões mais apontadas pelas auroridades para deixar cair o banco, têm toda a razão de ser mas o precedente BPN vem estragar as contas. Como não creio que o governo contrarie Vitor Constâncio, só posso concluir que afinal, o crime compensa e que o BPP vai ter de encontrar o seu caminho sozinho, - que ao que parece é mesmo a soluçaõ.

MFL e Constâncio são primos?

Ontem, em entrevista à RTP, Vitor Constâncio dizia-se linchado pela opinião pública que o culpava de toda esta situação na banca nacional. Deu depois exemplos de países estrangeiros onde as fraudes foram maiores e as falências saíram mais caras. É sempre positivo justificar um erro com outro erro. Por outro lado, é bom ver que Portugal se tornou num país exigente e rigoroso. Ou isso é só para os outros?

24 de nov. de 2008

Vamos lá queimar 45 milhões...

Independentemente da necessidade, da existência ou não de risco sistémico, da quota de mercado, do papel do BPP no mercado de financiamento, e outros factores que pesaram na decisão de Vitor Constâncio, há algo de absolutamente incrivel nesta decisão. Se o Banco precisa de, no mínimo, 500 milhões de euros para continuar em funcionamento, oferecer-lhe aval a menos de 10% desse valor só por brincadeira. Nem aquece nem arrefece e nas contas do contribuinte pesam. Não sei se Constâncio tem a noção do que anda a fazer ou se o facto de o tirarem do seu "laboratório" lhe tem afectado a oxigenação cerebral mas que algo vai mal, vai. Permitir que as portas estejam abertas mais dois meses para depois fecharem não é ajudar, é queimar dinheiro.

As novidades estão a chegar

Just wait and see

O cerco a apertar

Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

Paradoxo?

Milhares de páginas na internet anunciaram e anunciam a salvação do Citigroup. Curiosamente, a grande maioria delas é patrocinada. Por quem? Pelo citigroup, quem mais? São os dias de hoje...