Num lance em que Rui Patricio faz penalti sobre Hulk, Caneira agride com a chuteira o jogador do Porto e os dois tiram satisfações um do outro com as cabeças a poucos centímetros, os otários dos comentadores da TVI só conseguem dizer que o amarelo a Caneira é manifestamete exagerado. Este lance é só um exemplo da parcialidade com que estas bestas relatam o jogo. Detesto ver futebol sem som mas não dá mesmo para ouvir estes anormais. Vamos para prolongamento... penaltis... Porto nos oitavos. Parece que não vão abrir o champagne... Coitadinhos.
9 de nov. de 2008
7 de nov. de 2008
Ainda a vitória do "negrinho"
Não, não falo de Obama. Falo de Hamilton e do grande GP que se correu no domingo passado. Ainda hoje fervo ao ver as imagens e os videos, que me mandam aos magotes, mas não deixo de os ver. Ontem, a Fórmula 1, a exemplo do que fez para todos as corridas, lançou o vídeo da prova. Em poucos minutos, o antes, o durante e o depois, a alegria, a tristeza, a impotência, o desespero e a raiva. Implica registo, que é gratuito, mas a sua visualização é obrigatória. Não o colocaria aqui se o não achasse tão arrebatador... mesmo para mim, que tiffosi me confesso.
O paradoxo da banca
Trichet fez ontem forte apelo à banca para que reflicta nos juros praticados, as ajudas que recebeu. Este apelo tem um só fim e é motivado por uma única preocupação, - a economia real. Os bancos centrais e os governos estão preocupados com o abrandamento e procuram soluções para espevitar a economia. Uma delas é, sem dúvida, o financiamento do investimento. Aqui no Sociedade, já há uns tempos, falei do perigo para a economiade real de um corte no financiamento devido a uma crise financeira (assim que encontrar o post coloco o link, - encontrei). Fica claro portanto, que o BCE, tal como os outros bancos centrais e governos, querem que a banca pratique juros mais baixos e comece a financiar. Do outro lado, temos a banca que tambem quer financiar e não se importa de baixar as taxas de juro de referência, - o seu lucro operacional é resultado do "spread" pelo que a Euribor pouco, salvo os casos particulares, os afecta. O problema da banca é outro e bem maior. O problema da banca é o perfil do cliente. O subprime ainda está na cabeça e as políticas de risco foram forçosamente apertadas. Hoje, não é o problema de liquidez que os preocupa mas sim a falta de clientes a quem emprestar. Não faltará muito tempo até que os que criticaram a banca pelo subprime venham a público criticar esta nova política de financiamento. Nessa altura, talvez percebam que os paus tem quase sempre dois bicos.
Mudam as personagens mas a história repete-se
O Público noticiava ontem, um suposto desfalque dado por Vale e Azevedo ao BPN. Mais grave do que o "roubo" qe agora será pago pela compradora Caixa, é o que leva a que situações como esta aconteçam na banca, e isto, de uma forma mais ou menos transversal. Durante anos, o movimento de conta, foi garantia suficiente para a banca. As "entradas" que cada cliente apresentava eram tidas como rendimentos e a sua proveniência não era questionada. Hoje, felizmente, a realidade é algo diferente mas há ainda um longo caminho a percorrer. Para que o sistema fiscal seja justo, temos de ser todos taxados pelo que ganhamos e não pelo que dizemos que ganhamos. A legislação bancária aprovada, não sei datas, artigos oucódigo, é agora mais apertada e responsabiliza instituição de crédito e cliente em caso de prova de fuga ao fisco. Este medo faz com que hoje situações como a de Vale e Azevedo sejam mais dificeis de existir. Não porque haja mais seriedade mas porque o preço do crime subiu. Hoje, o suporte documental das operações é tudo e a "palavra" nada. No bom caminho, pelas piores razões...
6 de nov. de 2008
Adão e o Paraíso Perdido
Quando tive a ideia de criar este blogue o meu objectivo era que três posições diferentes exigissem e lutassem com as palavras por uma sociedade melhor.
Nunca, em toda a minha vida desprezei a opinião dos outros, por mais estapafúrdia que fosse.
Ao longo dos meses fui escrevendo e essa minha escrita tornou-se imperceptível para algumas pessoas. Entretanto, o blogue transformou-se num folhetim económico e tudo o que não o fosse foi questionado e muitas vezes encarado com desprezo pela intelectualidade, seja lá o que isso for.
Como acredito que não há uma razão para tudo e que o respeito é devido para dentro e para fora, como não gosto de ser mal educado, como não quero fazer mais interpretações de factos que só eu posso conhecer por senti-los na pele aqui no blogue e muito fora dele, por não ser compreendido e ter de estar constantemente a explicar o que escrevo como se falasse noutra língua, anuncio aqui a minha despedida deste blogue sem qualquer mágoa, mas com a certeza que haverá outros sítios onde poderei ser ouvido com seriedade.
Em Paradise Lost, John Milton colocou Adão a sair do Paraíso resignado, depois de expulso por Deus. Adão sabia que tinha sido vítima de conspiração e manipulação por parte de Satanás e os outros demónios, e que Deus, apesar de omnisciente, omnipresente e omnipotente não tinha visto. O erro condicionado fá-lo admitir a única falha que não era da sua responsabilidade - ser humano.
Assim saio eu, resignado com a minha falha, sem me poder fazer de vítima ou indignar-me, sequer. Saio, simplesmente.
A nossa carteira agradece
Previsivelmente, o BCE cortou a taxa de referência da zona Euro. 3,25% é o valor a fixar e que traduz o corte de meio ponto. Para o cidadão comum e para as empresas, mais até que para a banca, esta é uma fantástica notícia. Mesmo antes deste corte, Novembro afigurava-se já como o último mês de aumento de prestação, por força do aumento da Euribor. Agora podemos dizê-lo com certeza, que Dezembro trará boas noticias e 2009 ainda melhores. A Euribor vai seguir o seu trajecto descendente e com isso aliviar as carteiras. Com isto não quero dizer que venham aí os dias de facilidade do passado recente. Pelo contrário, o desemprego vai subir e a economia vai descer. É tempo de poupar, quando possível, e preparar almofadas para os imprevistos.
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Yuppie Boy
E nós? Acompanhamos?
O Banco Central de Inglaterra cortou a sua taxa de referência em 1,5 pontos percentuais. O BCE deve seguir-lhe o exemplo dentro de horas. Não se espera é um corte tão significativo, desde logo porque a taxa do BCE era mais baixa que a Inglesa em 0,75%. O corte esperado para a reunião de hoje do BCE deverá ser de 0,5%. Se assim fôr, a taxa inglesa passa a ser inferior à da zona Euro em 0,25% situando-se nos 3%. A Europeia deverá ficar portanto, nos 3,25%. Aguardemos.
Da religião
Até ontem à noite, dizia com relativa facilidade que me borrifava para a religião. Era assunto que me merecia indiferença quando falava na primeira pessoa mas que me irritava profundamente quando a ela ligava alguns acontecimentos históricos. Depois de ver o jogo do Porto e a sua exibição, culminados com uma vitória, sou pelo menos forçado a acreditar que os milagres existem...
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Yuppie Boy
Fair and balanced
"I wish God speed to the man who was my former opponent and will be my president. I call on all Americans... to not despair of our present difficulties but to believe in the promise and greatness of America."
John McCain
link apanhado neste excelente trabalho
John McCain
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Justiceiro de Fafe
O posto da antiguidade
Antes de ser derrotado nas eleições, John McCain foi várias vezes questionado sobre a eventualidade da derrota. "Ficarei feliz se continuar a ser o senador do Arizona", disse o liberal republicano, de 72 anos. Manuel Monteiro, um dos senadores segundo os editores do comentário político da SIC, dizia amiúde, quando era líder do PP, aos 30 anos, "no meu tempo". O que é certo é que eleitoralmente Monteiro está morto, e que o velho e desarticulado McCain é menino para limpar mais uma eleição no Arizona.
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Questão matinal?
O Pedro Passos Coelho já felicitou Obama?
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5 de nov. de 2008
Quanta estupidez
Pois bem, a ameaça está feita e os patrões das pequenas e médias empresas prometem mesmo não renovar os contractos a termo por força do aumento do salário mínimo. Veremos se os recursos humanos que despedirem fazem falta ou não mas quer numa situação, quer noutra, ficarão sempre mal na fotografia:
Porque afinal o empregado não fazia falta e andaram a desperdiçar dinheiro;
Porque o empregado faz falta e andamos a perder receitas.
Aqui está mais uma situação só ao alcance da sapientissima classe dos donos, patrões, empresários e Senhores das PME's.
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Yuppie Boy
Da campanha com piada às demonstrações abjectas

A falta de argumentos e as derrotas constantes levam muitas vezes à calúnia, ao desespero e ao ataque fácil. Levar uma bandeira nazi para o parlamento democrático é de muito mau gosto e deve ser criticado veemente. Se o PND não vier publicamente pedir desculpas então será conivente e fica sem espaço, já ocupam pouco, na política nacional.
Uma culpa poligâmica
É necessário não perdermos o norte. Nos últimos dias, o meu entusiasmo com a eleição americana foi grande. Mas é preciso assentar ideias e olhar à nossa volta. Temos um problema grave na democracia portuguesa.
Toda esta questão do BPN leva-me a uma pergunta muito simples: se o banco existe desde os inícios dos anos 90, se desde aí até hoje passaram cinco - 5 - executivos pelo governo português, digam-me como é possível que ninguém tenha dado conta do que se passava na referida instituição bancária?
Ouço por aí comentadores nos media a dizer que toda a gente sabia do que se passava. Se assim é, se era do conhecimento público as negociatas do BPN, então responsabilize-se também politicamente quem devia ter detectado tais irregularidades.
Estou no meu pleno direito de achar que o Estado mais uma vez demonstrou que não é uma pessoa de bem e que o regime está podre.
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The day after
A noite foi longa e custou-me levantar de manhã. A injecção de eleições durante a noite e madrugada de ontem foi tal que de manhã não consegui sequer olhar para os jornais. Até às três da manhã foi entusiasmante mas depois a coisa acalmou e na hora seguinte o ritmo desceu. Mesmo assim fiquei acordado a assistir à vitória de Barack Obama. Este é o dia seguinte.
Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Obama é o novo Presidente dos Estados Unidos, que para quem não sabe continua a ser o país mais poderoso do mundo e pelo qual o velho Ocidente se orienta a todos os níveis.
Como o mundo não se faz só de factores financeiros, ao contrário do que pensam algumas pessoas que não devem perceber muito bem o que andam a fazer no planeta Terra, a relevância desta eleição para nós é muita. Para já ela significa um corte com a administração anterior, ao passo que McCain poderia não o fazer e esse receio parece lógico depois da escolha de Sarah Palin.
Esse corte com os oito anos de Bush significa em grande parte uma política ambiental diferente, uma política militar diferente, uma política diplomática diferente, uma política económica - veremos se - diferente.
Para os Estados Unidos em si, como Nação, representará um caminho em muitas coisas oposto ao que estava a ser seguido. Numa altura de crise parece-me importante que a classe média sinta segurança e oportunidade. Essa confiança pode significar crescimento a muitos níveis e pode, portanto, ajudar a um maior crescimento da sociedade americana que afrouxou nos últimos oito anos.
Poderia falar da surpresa, ainda que ínfima, desta eleição. Mas hoje não vale a pena. A escolha do povo americano é clara e contrariou as perspectivas de quem o entende como um povo demasiado conservador para querer mudar numa altura destas, tal como eu. É de salientar a vontade de mudar e por isso estão de parabéns, porque arriscaram. Podemos falar em Efeito Bush? Muito provavelmente. Mas isso não tira o mérito a Barack Obama ou a John McCain que entenderam a necessidade de mudar o rumo da América e da visão sobre o mundo.
Não digo que seja um momento histórico, digo antes que é uma viragem importante para o futuro e para todo o mundo.
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Países em vias de desenvolvimento serão a saída?
No dia em que todo o Mundo fala do novo presidente Americano e das inúmeras esperanças que nele depositam, com festejos em todo o lado, eu vejo uma enorme oportunidade para falar serenamente do futuro da Europa e de Portugal. Não vale a pena depositarmos esperanças num presidente Americano. Desde logo, porque ele é isso mesmo, - presidente dos Estados Unidos da América, não de Portugal ou da União Europeia. Obama, como McCain se fosse eleito, lutará pelo seu país e tentará tirá-lo do caos em que se encontra. Nós por cá, devemos fazer o mesmo. Com a recessão à porta, urge encontrar soluções para revitalizar a economia. A economia da zona euro, aquela que nos interessa mais directamente sofre hoje ataques e vê-se perante obstáculos que não existiam no passado, pelo menos juntos temporalmente. A valorização da moeda única, a quebra da procura interna e a liberalização de mercados são disso exemplo. Estes três factores que acompanhei são de dificil alteração pelo que a solução terá de ser encontrada extriormente a eles. Os mercados emergentes têm sido, desde há sensivelmente uma década, importantes no escoamento da produção Europeia. As experiências com as trocas comercias têm sido grosso modo positivas e as parcerias com países tão improváveis como a Argélia ou a Venezuela de Chavez, vêm dando os seus frtos. Mas esta pode ser uma solução a muito curto prazo pois historicamente sabemos que as crises nos países desenvolvidos surtem grande impacto nas emergentes. Ao que parece, tambem aqui estamos face a uma nova realidade pois, e apesar de algum abrandamento, as economias emergentes continuam com relativa saúde e moderadamente imúnes à crise que nos assola. Estes países coseguem estar ainda a crescer devido a dois factores primordias: 1 - o seu desenvolvimento levou a um aumento grande da procura interna; 2 - o desenvolvimento dos congéneres aumentou consideravelmente as trocas comerciais entre si. A solução para a Europa de exportação, para os países de Leste, restante Ásia, África e América do Sul é portanto viável e deve ser aproveitado em todo o seu potencial. Dito de outra forma, a Europa deve atacar fortemente estas economias e com urgência pois no médio prazo, a instabilidade do preço e procura do petróleo a juntar à instabilidade bolsista e taxas de juro no limite, podem figurar ameaças graves ao nosso intuito.
4 de nov. de 2008
As contradições de yuppie boy
"é muito pouco provável que alguem tenha a capacidade de detectar nos múltiplos sistemas financeiros as toupeiras que os minam." comentário feito às 9:31, hoje, dia 4 de Novembro
"Enquanto discutirmos cargos e não discutirmos penalizações não conseguiremos mais do alimentar uma classe política podre que se vai revezando entre si." post escrito às 15:57, hoje, dia 4 de Novembro.
Incoerência, populismo ou necessidade de agradar nos comentários?
"Enquanto discutirmos cargos e não discutirmos penalizações não conseguiremos mais do alimentar uma classe política podre que se vai revezando entre si." post escrito às 15:57, hoje, dia 4 de Novembro.
Incoerência, populismo ou necessidade de agradar nos comentários?
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Casca de Carvalho,
Populismo,
Verdade,
Yuppie Boy
Da (des)responsanbilização
É comum ouvir a oposição pedir cabeças quando algo corre mal (Paulo Portas é o exemplo mais recente). É quase acto-reflexo. Os Governos têm alguma tendência para aceder a tais pedidos. Livram-se do problema e fazem tábua rasa. A oposição aplaude e fica inchada pensando que fez valer a sua oposição junto do poder. Com papas e bolos...
Já para o contribuinte, a situação muda de figura. Não tem voto na matéria e vai arcar com as consequências, quanto mais não seja em desperdicio de impostos. E é esse desperdicio que tem de ser responsabilizado. Não basta tirar o galo do poleiro. É preciso que o galo pague o prejuízo e seja responsabilizado pelos danos que a sua acção (ou inacção no caso de Vitor Constâncio) causou. Enquanto discutirmos cargos e não discutirmos penalizações não conseguiremos mais do que alimentar uma classe política podre que se vai revezando entre si.
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